DEREK
Alcatéia Suprema,
Vila Leste.
Juntei os livros um em cima do outro e fechei o caderno. Os empurrei para o canto da mesa e fechei o notebook. Desliguei o abajur de mesa e ouvi o chamado da Penélope para o jantar. Me virei na cadeira me levantando e abaixei segurando as pontas dos pés me alongando.
Um toque na porta me fez levantar devagar olhando para a mesma. A voz de Teles soou abafada no outro lado.
— Derek?
Caminhei até alcançar a maçaneta e abri olhando para o homem grande de pele bronzeada. A calça social preta e a blusa fina de tons azuis cobria seu corpo em excesso pelo tamanho um número maior que ele.
— Vamos jantar? — concordei saindo e fechando a porta atrás de mim. — Sua mãe já está na mesa com Penélope, as duas parecem ter se dado muito bem.
Eu dei um leve sorriso.
— Isso é bom. — sussurrei olhando para frente enquanto seguimos pelo corredor em direção a sala.
— É ótimo, na verdade, sua mãe parece estar muito bem desde que teve alta, ela não para de falar de você e de um tal Arthur… — o olhei com suas palavras e dei um leve aceno voltando minha atenção ao caminho que seguia. — Você não me disse que teve um irmão, se eu não me engano, eu o vi quando te encontrei, mas dado os acontecimentos seguintes, acabei me esquecendo completamente dele.
— Não achei que fosse relevante falar sobre ele a você e os outros, eu e Arthur não tivemos muito tempo de convivência. — ele concordou.
Houve um grande movimento por parte deles com a descoberta dos híbridos assim que tomei o poder. Como eu fiquei sabendo pouco antes de vim que Arthur era um mestiço, achei por bem não comentar sobre ele.
A corte havia aberto uma investigação e mandado capturar os progenitores que quebraram a lei que proibe envolvimento amoroso com seres de outra raça. Já os híbridos, os poucos que encontraram, foram inspecionados.
Os que tinham fio de vida, mandados às alcateias de seus pais e proibidos de sair do território, os que não tinham, tiveram a liberdade de partir. Foram poucos os que encontraram em comparação ao número de lobos nascidos com o fio de prata ao redor do mundo, mas o laço do amor é muito raro, então é compreensível a diferença.
Seguimos em direção a passagem a direita pelo caminho entre os móveis da sala. Adentramos a sala de jantar e avistei mamãe e Penélope uma ao lado da outra sentadas em uma conversa banal.
— Você tinha que ver… — mamãe parou de falar ao me avistar e abriu um largo sorriso. — Derek, meu amor!
Eu caminhei até ela beijando pegando sua mão e depositei um beijo no dorso. Ela sorriu passando a mão sobre a minha e a soltei caminhando até o outro lado da mesa me sentando na segunda cadeira da fileira de cinco assentos, ficando de frente para ela.
Peguei o guardanapo cobrindo meu colo e olhei para Teles puxando a cadeira ao meu lado se sentando devagar me olhando sem entender. Eu sempre sentava na ponta da mesa, era uma das muitas tradições deles, eu sempre respeitei, mas como eu estava na presença de mamãe, preferi seguir as tradições humanas.
Ela iria estranhar eu sentar no lugar que claramente é do anfitrião da casa. Eu não queria deixá-la desconfortável, queria que ela se sentisse em casa durante sua estadia aqui.
— Então… — chamei a atenção dela que observava curiosa uma das servas servir seu prato com carnes. — Como foi o passeio de vocês pela cidade? — olhei para Penélope e ela.
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O Lobo De Sterk
ParanormalHá mil anos, os lobos pediram à deusa Selene por um líder supremo. Só não esperavam que ela fosse atender ao pedido tão tarde. Derek veio ao mundo inesperadamente. Mas, ao contrário dos lobos, que sequer se lembravam do pedido, bruxos e vampiros já...
