15 _Corre.

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THOMAS

Cidade Humana Péres,
América do Sul.

Desde criança, fui treinando a base da luta corpo a corpo, começamos aos doze anos a participar dos treinos na alcatéia. Na juventude participamos de jogos para testar nossa dominância e éramos um povo acostumado a ver cenários sangrentos. Mas tudo isso não foi o suficiente para me preparar para a violência do mundo a fora.

Olhando para aquele garoto de apenas dez anos  com uma punhal de prata atravessando o seu coração, percebi que meus pais não me preparou o suficiente. Meu corpo estava completamente gelado, meu coração disparado, espalhava aquela mesma sensação de dormência quando avistei o corpo de Tiago.

Ele não esta morto, Thomas!

— Ora, ora...- olhei para o rosto pálido do vampiro que acabou de assassinar a sangue frio uma criança nos olhando calmo e impassível sorriu de lado. — Atrapalhei a reunião em família?

— Você não atrapalhou nada Nicolas. - a voz de Connor soou atrás de mim e me virei avistando sua figura na porta do quarto. — Eu imaginaria qualquer tipo de merda vindo de você, menos que estivesse acobertando filhotes selvagens.

— São só criança! - agarrei Arthur protetoramente. — Em vez de serem condenados, deveriam ser tratados.

— Não seja ingênuo, não tem cura para a selvageria, é melhor os matar a ter que ver outro seres inocentes morrendo, ou esqueceu das pessoas que esse pequeno monstro já matou!

— São só crianças doentes, Connor. — sussurrei negando devagar.

Ele negou com desaprovação a minhas palavras. Eu não conseguia ser tão cruel, se fosse preciso os prenderia até achar uma cura, mas não cometeria tamanha atrocidade. O cara da corte surgiu na porta e Connor deu passos para o lado lhe dando passagem.


O homem olhou para mim por breves segundos antes de encarar Arthur à minha frente. Eu segurei os ombros dele com mais firmeza com o olhar avaliativo do senhor da corte. Eu estava sentindo meu desespero aumentando cada vez mais com o silêncio dele.

Se notasse que Arthur era um híbrido, ele não seria morto ali, seria levado para Sterk e só a lua sabe o que fariam com ele. O Homem começou a se aproximar com passos lentos e calmos em nossa direção e parou a poucos centímetros me fazendo engolir em seco. Ele agarrou o queixo de Arthur olhando mais de perto seu rosto e depois me encarou.

— Esse garoto é seu?

Senti uma batida de meu coração falhar. Neguei devagar sem ao menos piscar e olhei para Connor também nos olhando prescritivo e me encarou surpreso logo em seguida. Ele desviou os olhos rapidamente abaixando a cabeça parecendo pensar. Ele já deve ter ligado os pontos!

Sabe que se o cara na minha frente desconfiar do que Arthur é, vou ser preso e levado para julgamento, meu passado e de Arthur será investigado pela fiscalização, vão descobrir tudo o que aconteceu. Serei condenado à morte por quebrar uma lei da corte e eles saberiam do envolvimento dele, Connor seria julgado como meu cumplice.

Eu cairia, mas ele iria junto comigo!

— Estou esperando sua resposta. - a voz grave me fez o encarar percebendo que desviei o olhar. — Diga, Thomas, esse menino é seu filho?

O Lobo De SterkOnde histórias criam vida. Descubra agora