11_ O que eu fiz?

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DEREK

Cidade humana Pocota
América do Sul.

Apertei o roupão contra meu corpo olhando em volta. Eu não sabia onde estava, depois que parei naquela aérea rural, passei a caminhar pelos corredores de plantas até escurecer. Não havia uma iluminação sequer, e a plantação de milho, não me permitia ver em que direção estava seguindo.

Já fazia muito tempo que eu caminhava e aquela infinidade de folhas não acabava. Parei de caminhar e me sentei observando o mato procurando me acalmar. Eu precisava pensar em uma saída, uma solução. Fechei os olhos e agucei a audição.

Os sons dos animais noturno estavam mais distantes, não era estranho, sempre que eu estava presente, eles se afastavam de mim. Ouvi mais a fundo o som de água correndo, quase que parando, numa leve correnteza.

Abri os olhos e me levantei seguindo em direção aquele som discreto que aos poucos foi aumentando o volume. Me vi saindo da plantação, passei por um sítio e logo avistei o lago enorme com uma ponte de madeira atravessando.

Avistei uma construção de madeira nas margens, não tinha paredes, somente o telhado sustentado por vigas e um pequeno cerca em volta do piso arredondado. Entrei observando o sofá e a mesinha de centro compondo a decoração do lugar rústico.

Me deitei no sofá e não demorei para cair no sono tomado pelo cansaço. Dessa vez eu não sonhei, só apaguei, como de costume. Minha mente se desligou do meu corpo de tal forma, que perdi por completo a noção do tempo.

...

Senti uma tensão muscular horrível no corpo, como se estivesse sob uma situação de estremo estresse. O que não fazia o menor sentido já que fui dormir em um lugar confortável e com a mente limpa.

Abri os olhos piscando devagar sentindo meu corpo relaxar e meus sentidos voltando aos poucos. O som de pássaros distantes preenchia o silêncio mortal no lugar escuro que estava. Escuro!

Pisquei despertando e olhando para o ambiente completamente diferente do que recordava ter pego no sono. Olhei para o montinho de folhas e capim seco em estava deitado e... .

Cadê meu roupão!

Olhei em volta reparando ser um espécie de estábulo e me levantei saindo pela pequena portinhola quebrada do pequeno espaço que estava. Segurei o grito ao ver a cabeça de um cavalo no caminho. O copo do mesmo estando somente os pedaços espalhados.

Fui caminhando e olhando para os corpos de vários cavalos estraçalhados pelo caminho. Engoli em seco ao pousar mão no imenso portão de madeira do estábulo o abrindo e tampei brevemente meus olhos com a sensibilidade a claridade do sol.

Quando os tirei, me arrependi de não ter continuado tapando minha visão. Tudo que estava vivo naquela fazenda foi brutalmente morto. Os corpos estraçalhados de boi, vacas, porcos, até às galinhas não escaparam da morte. Todos os animais!

Olhei para a fazenda sentindo uma batida do coração falhando e os joelhos fraquejando com o silêncio ensurdecedor que vinha de dentro. Corri até a casa de madeira batendo na porta que se abriu sozinha com um ruído alto das velhas dobradiças.

Dei o primeiro passo entrando e avistei o primeiro corpo quase partido em três partes com os cortes profundos que pegou da cabeça até às pernas. Fechei os olhos respirando com dificuldade.

Entrei mais e os corpos estraçalhados pelo caminho só me fazia questionar que tipo de monstro eu estava me tornando. Nem mesmo a criança escapou, o corpo do garoto parecia ser um pouco menor que eu.

Corri dali, saí da casa que não parecia ter mais oxigênio. Caí de joelhos e deixei que meu rosto beijasse a lama diante de mim. Me encolhi ali puxando os cabelos da cabeça desesperado.

O Lobo De SterkHistórias para pegar e não largar. Descubra agora