24_ Passagem secreta.

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DEREK

Alcatéia Suprema
Vila central.
Biblioteca central.

Observei a porta do porão fechada e sem guardas, como já previa, a biblioteca estava vazia. Minha visão foi mudando aos poucos enquanto dava passos em direção a passagem. Alexia, que estava atrás de mim, agarrou minha blusa. Olhei em volta pelo espaço vazio da recepção.

— O que foi? — olhei para ela que negou.

— Nada, continua. — concordei me voltando a porta e a abri entrando.

Alexia ligou a lanterna caminhando em meu encalço. O silêncio entre nós era preenchido pelas goteiras e o som da cachoeira pelo corredor tortuoso e úmido. Depois de alguns minutos ela suspirou.

— O que você acha que pode estar aí? — sua voz ecoou pelo corredor escuro.

— Uma pedra... talvez. — dei de ombros.

— Uma pedra? — perguntou confusa.

— É...teu povo queria me trocar por ela quando nasci, então deve ser valiosa, não sei. — comecei a descer os degraus que surgiram logo em seguida.

O silêncio dela me fez olhar para o lado de soslaio para ver um breve vislumbre seu. Ela apontou a lanterna pro meu rosto e tapei minha visão voltando a olhar para frente e apressando os passos.

— O que vai fazer se achar essa...tal pedra? — perguntou genuinamente curiosa.

— Não sei ainda, no momento só quero respostas. — alcancei o último degrau mais rápido que esperava.

Adentrei a caverna escura olhando para o piso úmido que passou a refletir a luz da lanterna de Alexia que iluminava olhando em volta.

Ergui os olhos avistando uma porta enorme a uns dez metros de distância, chuto que tenha uns cinco metros de altura. Era bem alta, chegando ao teto da caverna. Mas essa porra não estava aí antes, a parede rochosa estava camuflando ela.

Uma passagem secreta!

— Derek? — o chamado de Alexia ecoou pelo lugar vazio.

Dei passos até a porta tentando entender os símbolos estranhos esculpidos nela, mas quando dei por mim, senti um impacto forte na testa. Dei um passo pra trás erguendo a mão e toquei a parede invisível à minha frente. Tava a aproximadamente uns cinco metro de distância da porta.

Não estou surpreso com esse empecilho.

— Derek? — pisquei olhando para a garota que surgiu ao meu lado me olhando assustada e curiosa.

Alexia me avaliou com certo divertimento na feição. Fiquei brevemente envergonhado com a situação.

— O que você tá vendo nessa parede? — pisquei mudando a visão e olhei para a parede rochosa na nossa frente.

— Interessante. — sussurrei tocando a parede. — No plano espiritual essa parede não existe. — falei baixinho.

— Então...o que tem atrás dela? — olhei para ela.

— Uma porta, e bem grande, por sinal. — ela suspirou desanimada.

— Outra porta, parece que quem estava escondendo, seja lá o que tiver escondido aqui, amava portas. — semicerrou os olhos em desconfiança.

Ergui o punho e soquei a parede sentindo um leve tremor. Alexia agarrou meu ombro assustada.

— Tá maluco! Quer matar a gente soterrado!? — ela me soltou indignada. — Quer dizer, me matar né, já que você não morre! — me soltou com um empurrãozinho indignada.

O Lobo De SterkHistórias para pegar e não largar. Descubra agora