THOMAS
Alcatéia Suprema,
Praça da Vila Centro.
Os gritos um tanto exagerados vinham de uma cafeteria na esquina da rua norte. Olhei para a calça moletom cinza pegando marreco na minha canela pelo tamanho pequeno. Encaixei o zíper fechando o moletom e puxei o capuz cobrindo minha cabeça.
— UM SELVAGEM, TEM UM SELVAGEM AQUI!!! — olhei para a mulher correndo de dentro do estabelecimento igual uma louca gritando. — CORRAM, ELE VAI NOS DEVORADOR!
Observei ela atravessando a rua e sendo atropelada por um carro. As pessoas saiam da cafeteria se transformando sem se importar com as peças que rasgavam em seu ato de desespero para fugir. Os lobos correndo em volta para longe da praça eram assistidos pelas pessoas circulando em volta confusas com a situação.
Pra quê tanto alarde, eu nem fiz algo tãoooo chocante!
Passei a língua no dente e tirando os resquícios de carne da gengiva apreciando o gosto na boca. Rir baixinho negando devagar ao ver um dos garotos desmaiando ao sair cambaleando. A poucos minutos atrás ele estava dando uma de machão para cima da garçonete.
Eu detesto adolescentes…não importa a espécie, nessa fase, todos são insuportáveis!
Seus amigos o ampararam arrastando ele até um carro estacionado na frente do estabelecimento. Não demorou para a caminhonete preta acelerar levantando fumaça dos pneus. Eles eram um grupo de cinco garotos, lembro bem quando entrei lá, mas somente quatro deles saíram agora.
Um estava com o pescoço quebrado dentro do banheiro da cafeteria. Ele foi rude e mal educado comigo quando eu perguntei se ele conhecia Derek, não gostei, então o matei. Ao menos o pirralho facilitou um pouco meu dia me poupando de procurar roupas por aí.
Não dava para ficar andando pelado. As cicatrizes dos cortes que Meredith fez, insistem em marcar minha pele e estava chamando muito a atenção das pessoas. Ainda é cedo demais para mim ser notado, e eu simplesmente não gostei dos olhares tortos.
Vão se fuder!
Caminhei a passos lentos até um banco próximo ao chafariz me sentando e cruzei as pernas observando aquela cena de puro caos. Os curiosos se aglomerando em frente ao estabelecimento para saber o que estava acontecendo… Fiz só um lanchinho da tarde, porque esse povo é tão dramático?
— Que bando de fofoqueiro. — sussurrei negando devagar.
Meus olhos avistaram um rapaz correndo na direção da cafeteria se misturando entre as pessoas. O short jeans azul e a camisa social de manga curta com estampa de ondas do mar, os cabelos lisos e pretos bagunçados, lhe dava um ar casual.
Meus olhos mudaram a visão avistando a energia espiritual do garoto cobrindo as pessoas numa neblina densa de tão pesada que era sua presença. Pisquei retornando a visão humana e constatando que eu não estava vendo um simples alfa.
Derek…achei você!
Dois lobos cinzas chegaram até o estabelecimento e se transformaram fazendo a tornozeleira preta em seus calcanhares se espalhar por suas peles cobrindo sua nudez rapidamente por um macacão sintético preto.
Sentinelas da corte?
Apoiei o braço no encosto do banco observando eles entrarem na lanchonete. Minha audição aguçada focou nas vozes lá de dentro me desligando dos demais sons em volta.
— …eles estavam no banheiro, senhores. — a voz trêmula de uma das funcionárias soou. — Ninguém viu se era mesmo um selvagem, alguém gritou que era um e todos saíram correndo, ma…ma…mais o moço está sem roupas e com a coxa esquerda comida, só te…tem osso.
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O Lobo De Sterk
ParanormaleHá mil anos, os lobos pediram à deusa Selene por um líder supremo. Só não esperavam que ela fosse atender ao pedido tão tarde. Derek veio ao mundo inesperadamente. Mas, ao contrário dos lobos, que sequer se lembravam do pedido, bruxos e vampiros já...
