43 _ Ameaça velada.

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DEREK

Alcatéia Suprema,
Vila Leste.

Olhei para a fachada da casa na beira de um rochedo que divide a praia privada das casas na beira a mar a esquerda da praia pública a direita, aberta para todos da região. Minha casa nessa vila era bem localizada, tinha vista para o mar, para a vila e para as duas praias nos dois lados.

Talvez futuramente, eu venha morar nessa casa e não na da vila central.

Olhei para o caminho de pedra com luzes nas laterais acesas apesar da claridade do dia. Caminhei a passos largos até a porta dupla de madeira e a abri avistando um grupo de cinco sentinelas jogando um jogo de cartas sentados nos sofás e na poltrona branca.

Eles se levantaram rápido com minha aparição repentina jogando as cartas na mesa com pressa. Levaram as mãos para trás dando um leve aceno e o que estava na poltrona de aproximou devagar.

— Meu alfa.

— Eu vim ver meu pai, onde ele está? — alguns deles se entreolharam e o homem voltou a falar.

— Está treinando na academia, senhor. — Arqueei uma sobrancelha.

— Treinando?

— Ele treina todas as tardes, nesse horário… — passei os olhos em volta parando em um relógio na parede à direita. — Ele perturba muito quando está sem fazer nada, então deixamos ele se distrair com algumas coisas, nada demais, só treino e leitura de livros de autoria humana.

16:30

— Certo… — voltei a olhar para o homem à minha frente. — Me leve até ele.

O mesmo acenou e seguiu por entre os móveis da sala. Passei a segui-lo e os homens no caminho, abaixavam a cabeça. Adentramos um corredor largo que tinha porta à esquerda e salas abertas à direita. Uma sala de lazer, outra com piscina e espreguiçadeiras e a última a academia com vários equipamentos.

O sentinela parou estendendo a mão e eu concordei o dispensando com um aceno de mão. Meu olhos percorreram o interior do cômodo até para na figura do homem fazendo barra fixa de costas para mim e de frente para a imensa janela de vidro dando vista para a praia um pouco movimentada da vila.

Ele fez umas dez barras desde que parei o observando, até que não conseguiu mais levantar o peso do corpo largando o ferro e saltando no piso silencioso. Ele foi até um banco de um equipamento pegando a garrafa térmica e bebeu se virando. Parou ao me avisar tirando a garrafa da boca e sorrindo ladino.

— Ora, ora, quem tá vivo, sempre aparece.

Ele deixou a garrafa de lado pegando uma toalha branca pequena limpando o suor do rosto e peito nú. O short preto e largo que usava, era a única peça em seu corpo. Sua voz ecoou pelo espaço:

— Então, veio me admirar ou me levar até minha preciosa pedra do sol? — o encarei cruzando os braços.

— Vim saber como anda se comportando. — ele riu divertido.

— A criança aqui não sou eu.

— Está insinuando que sou criança? — ele jogou a toalha na garrafa e foi em direção a outro aparelho me ignorando. — Minha mãe quer vê-lo.

— Não estou interessado em olhar pra cara daquela songa monga da Léia, saiba que só aturei ela para chegar até você, o mulherzinha chata, me pergunto como esse cara conseguiu suportar ela, deve ser por esses casos que o ditado “o amor tudo suporta” surgiu…— riu divertido negando.

Suspirei procurando não me estressar com suas palavras.

O chato aqui é ele!

Voltou a falar tranquilo:
— Por que você não resolve logo suas desavenças com os betas da corte e me leva até a minha pedra? Eu sei que vocês estão tentando me enrolar para ganhar tempo e…

O Lobo De SterkHistórias para pegar e não largar. Descubra agora