DEREK
Alcatéia Suprema,
Vila Leste.
Olhei para a fachada da casa na beira de um rochedo que divide a praia privada das casas na beira a mar a esquerda da praia pública a direita, aberta para todos da região. Minha casa nessa vila era bem localizada, tinha vista para o mar, para a vila e para as duas praias nos dois lados.
Talvez futuramente, eu venha morar nessa casa e não na da vila central.
Olhei para o caminho de pedra com luzes nas laterais acesas apesar da claridade do dia. Caminhei a passos largos até a porta dupla de madeira e a abri avistando um grupo de cinco sentinelas jogando um jogo de cartas sentados nos sofás e na poltrona branca.
Eles se levantaram rápido com minha aparição repentina jogando as cartas na mesa com pressa. Levaram as mãos para trás dando um leve aceno e o que estava na poltrona de aproximou devagar.
— Meu alfa.
— Eu vim ver meu pai, onde ele está? — alguns deles se entreolharam e o homem voltou a falar.
— Está treinando na academia, senhor. — Arqueei uma sobrancelha.
— Treinando?
— Ele treina todas as tardes, nesse horário… — passei os olhos em volta parando em um relógio na parede à direita. — Ele perturba muito quando está sem fazer nada, então deixamos ele se distrair com algumas coisas, nada demais, só treino e leitura de livros de autoria humana.
16:30
— Certo… — voltei a olhar para o homem à minha frente. — Me leve até ele.
O mesmo acenou e seguiu por entre os móveis da sala. Passei a segui-lo e os homens no caminho, abaixavam a cabeça. Adentramos um corredor largo que tinha porta à esquerda e salas abertas à direita. Uma sala de lazer, outra com piscina e espreguiçadeiras e a última a academia com vários equipamentos.
O sentinela parou estendendo a mão e eu concordei o dispensando com um aceno de mão. Meu olhos percorreram o interior do cômodo até para na figura do homem fazendo barra fixa de costas para mim e de frente para a imensa janela de vidro dando vista para a praia um pouco movimentada da vila.
Ele fez umas dez barras desde que parei o observando, até que não conseguiu mais levantar o peso do corpo largando o ferro e saltando no piso silencioso. Ele foi até um banco de um equipamento pegando a garrafa térmica e bebeu se virando. Parou ao me avisar tirando a garrafa da boca e sorrindo ladino.
— Ora, ora, quem tá vivo, sempre aparece.
Ele deixou a garrafa de lado pegando uma toalha branca pequena limpando o suor do rosto e peito nú. O short preto e largo que usava, era a única peça em seu corpo. Sua voz ecoou pelo espaço:
— Então, veio me admirar ou me levar até minha preciosa pedra do sol? — o encarei cruzando os braços.
— Vim saber como anda se comportando. — ele riu divertido.
— A criança aqui não sou eu.
— Está insinuando que sou criança? — ele jogou a toalha na garrafa e foi em direção a outro aparelho me ignorando. — Minha mãe quer vê-lo.
— Não estou interessado em olhar pra cara daquela songa monga da Léia, saiba que só aturei ela para chegar até você, o mulherzinha chata, me pergunto como esse cara conseguiu suportar ela, deve ser por esses casos que o ditado “o amor tudo suporta” surgiu…— riu divertido negando.
Suspirei procurando não me estressar com suas palavras.
O chato aqui é ele!
Voltou a falar tranquilo:
— Por que você não resolve logo suas desavenças com os betas da corte e me leva até a minha pedra? Eu sei que vocês estão tentando me enrolar para ganhar tempo e…
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O Lobo De Sterk
ParanormalneHá mil anos, os lobos pediram à deusa Selene por um líder supremo. Só não esperavam que ela fosse atender ao pedido tão tarde. Derek veio ao mundo inesperadamente. Mas, ao contrário dos lobos, que sequer se lembravam do pedido, bruxos e vampiros já...
