Thomas
Alcatéia Selve,
América do Sul.
Olhei para a pequena sala empoeirada à minha volta. Os dois sofás estavam cobertos por uma manta de tricô combinando com as fronhas dos pequenos travesseiros bem postos neles.
Olhei para o pequeno jarro com os restos mortais de uma planta. Sorri ao lembrar da jovem recém casada tocando as plantas sempre que a visitava.
Maya sempre foi bem organizada!
A única coisa que restou da minha família nesse lugar foi a casa de meu irmão. Por incrível que pareça, ninguém entrou durante todos esses anos. Meu irmão sempre foi muito amado por todos, não era surpresa que as pessoas honrassem sua memória de alguma forma, já que não foi enterrado aqui.
Fui até a estante pegando o porta retrato com a imagem do jovem casal quase apagada pela poeira. Passei a mão limpando com cuidado o vidro e o pus no mesmo lugar que estava observando a foto. Os dois abraçados com um largos sorrisos.
- Thomas. - olhei para Matheus na porta olhando em volta e voltando a me olhar. - Tenho novidades pra você.
- Eles acharam algum rastro do lobo? - concordou.
- Parece que os rastreadores seguiram os passos dos vampiros que foram mortos aqui e chegaram até um galpão perto do centro comercial de Péres. - franzi a testa.
- Dos vampiros, porque deles?
- Não foi encontrado nenhuma uma pegada sequer do solitário pela floresta e eles não tem um pertence dele pra saber o seu cheiro, então estão seguindo os dos vampiros. - acenei entendendo.
Não tem pegadas porque ele é rápido demais pra deixar alguma, de fato, a única forma de chegar até ele é seguindo os rastros das vítimas.
- Onde fica esse galpão?
...
Olhei para a rua sem saída em volta bastante deserta, apesar de a mesma levar a uma avenida bastante movimentada. Não havia câmeras, nem mesmo pegadas, não que eu esperasse encontrar alguma, já fazia semanas daquele ataque e os rastreadores já vieram aqui.
Olhei para as portas de ferro enferrujadas trancadas por grossas correntes. Suspirei me virando em direção a avenida e caminhei a passos vagarosos. Olhei para os carros passando de um lobo para o outro.
O sinal no cruzamento movimentado, a faixa de pedestre e mais adiante, um grande centro hospitalar. Provavelmente, essa avenida é movimentada mesmo a noite por conta daquele hospital. Olhei em volta.
Eles saíram daqui até Selve!
Era uma viagem de horas que pode ser reduzida a minutos por alguém com velocidade sobrehumana!
Mas usar essa habilidade deve ser cansativo para alguém que tem um metabolismo normal, vampiros não se cansam, mas um lobo com certeza se cansaria.
Ele foi atacado primeiro?
Sim, tenho certeza disso.
Os vampiros tinham o péssimo hábito de ser encrenqueiros com outras espécies que os igualavam em força. Mexer com um lobo solitário seria um feito deles. Agora resta saber porque Derek passou aqui a noite.
Caminhei pela rua, atravessei a faixa de pedestre observando em volta. Só havia prédios comerciais, nenhuma casa ou prédio residencial. Obviamente um lobo não viveria em um lugar tão barulhento e movimento como esse, seria um tormento.
Estamos sempre perto da natureza!
Um solitário não viveria na floresta, é claro, mas estaria o mais perto dela. Tinha reparado no mapa da cidade que estudei mais cedo, várias vilas de casa no sul, lá era mais próximo da reserva florestal que cerca os arredores.
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O Lobo De Sterk
ParanormalHá mil anos, os lobos pediram à deusa Selene por um líder supremo. Só não esperavam que ela fosse atender ao pedido tão tarde. Derek veio ao mundo inesperadamente. Mas, ao contrário dos lobos, que sequer se lembravam do pedido, bruxos e vampiros já...
