LAURA
Alcatéia Suprema,
Ilha de Sterk
Vila central.
Abri a tampa do forno e levei a mão vestida na luva grossa puxando a pequena forma. A depositei em cima da tábua de madeira sobre o balcão de mármore abrindo um sorriso pequeno.
Estou satisfeita por finalmente acertar no ponto da lasanha. Senti braços fortes me abraçando por trás e soltei uma risadinha negando.
— Esse cheiro tá maravilhoso, dona Laura. — dei um tapinha na mão o fazendo se afastar da forma.
— Nem pense mocinho, vamos esperar a sua irmã chegar. — ele resmungou baixinho e me virei o puxando para um abraço. — Meu bebê, como sempre ,um esfomeado...— falei com uma voz infantil.
Dei vários selinhos no seu rosto. Ele revirou os olhos tentando se afastar.
— Mãe, eu não sou mais um bebê há 14 anos! — eu o soltei dando uma risadinha.
Adoro provoca-lo!
— Mas pra mim você sempre vai ser meu filhotinho fofinho...— agarrei suas bochechas coradas e ele fez uma careta me fazendo rir.
— Não dá para ficar perto de você, juro! — negou se afastando e voltando para sala.
Parou se virando:
— Ah!... mais tarde vou pra uma festa com uns amigos, mas vou esperar Stella chegar para não te deixar sozinha, tá bom? — concordei sorrindo.
O observei saltar por cima do sofá no centro da pequena sala caindo no mesmo. Ele pegou o controle sobre a mesinha de centro ligando a TV. Me virei voltando a preparar o jantar com um sorriso leve nos lábios.
Eu fiquei bastante satisfeita com a mudança de comportamento dele nos últimos anos, Steven tinha se tornado um garoto responsável e bem adorável, bem diferente da criança malina que me lembro, me pergunto se Thomas se orgulharia do filho agora.
Meu sorriso morreu quando me dei conta para onde meus pensamentos me levaram. Eu prometi que não pensaria mais nele, mas quando dou por mim, já estou pensando, mesmo depois de tanto anos do seu sumiço.
Se toca, Laura!
Neguei suspirando e passei a me concentrar na comida no fogo. Depois de alguns minutos terminei de preparar o jantar e saí da cozinha entrando na sala e me aproximando do sofá. Me sentei no braço acolchoado do móvel de cor escura e olhei para Steven adormecido.
Sorri e me estiquei sobre ele pegando o controle que escorregava de sua mão. Me sentei no tapete felpudo em frente ao sofá mudando os canais até o jornal local observando as últimas notícias.
Steven chamou minha atenção ressonando baixinho. Passei a mão por seus cabelos loiros de corte médio e embaralhado admirando suas feições serenas.
Ele está muito parecido com papai, mas tinha a personalidade do pai dele. A existência do meu filho parecia uma ironia de Selene, uma forma que a deusa achou de zombar da rivalidade entre Thomas e meu pai.
— Meu filhote lindo.
Olhei a transmissão ao vivo que passava na TV, a legenda. "Explosão mística na biblioteca central" me chamou atenção.
Tirei o mudo fazendo o acústico de emergência do jornal local soar baixinho. Olhei para o repórter sério na tela segurando o microfone.
A cena ao fundo da movimentação de paramédicos e soldados da corte, atravessando a ponte da biblioteca carregando pessoas desacordadas com manta as cobrindo me despertou o interesse.
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O Lobo De Sterk
ParanormalHá mil anos, os lobos pediram à deusa Selene por um líder supremo. Só não esperavam que ela fosse atender ao pedido tão tarde. Derek veio ao mundo inesperadamente. Mas, ao contrário dos lobos, que sequer se lembravam do pedido, bruxos e vampiros já...
