Draco sentia uma raiva tomar conta de si. Não porque o cara apenas falava com Natasha, mas porque olhou as mentes deles. Natasha achava o rapaz muito bonito e parecido com Draco.
"Ela me tem, porra! Pra que procurar alguém que pareça comigo?" Pensou ele, no auge de seu ciúme, enquanto carregava Natasha consigo, para longe do homem.
Já o rapaz russo, pensava no quanto ela era ainda mais bonita pessoalmente, de tudo que haviam lhe falado e das fotos antigas dela, ainda na adolescência. Draco tinha consciência de que Natasha despertaria interesse em outros homens, mas depois de ter tido ela longe de si, por tanto tempo, não estava disposto a deixar espaço para eles.
Ouviu Natasha lhe perguntar o que estava acontecendo, mas ele não podia falar ou sequer olhar para ela, porque se não ele a beijaria ali, no meio de toda aquela gente e ele não queria causar fofocas e estar na capa dos tabloides por ter perdido o controle e beijado alguém que não era sua namorada, em público.
Assim que encontrou um lugar vazio, próximo a Travessa do Tranco, ele entrou com ela e fez o que seu corpo, alma, mente e coração queriam e a beijou. Não tocou seus lábios com suavidade, mas sim com desejo. Ele precisava tanto dela que até doía.
Apertava levemente o pescoço da mulher, enquanto seus lábios tomavam os dela e sua língua domava a boca da ruiva. Natasha puxou o cabelo de Draco, o que o fez descer a mão da cintura dela para uma das coxas, a erguendo e fazendo Natasha a prender no quadril dele.
Draco se movia levemente, fazendo Natasha sentir que ele estava excitado. Apertava a coxa dela e gemeu durante o beijo. Quando ofegante, se separou dela e colou sua testa a dela, sorrindo. Assim que recuperou o fôlego, Draco afastou seu rosto apenas para poder vê-la e levou a mão que antes estava no pescoço, para o rosto dela, o segurando e a fazendo o olhar.
- Escute bem o que vou te dizer, Natasha. Você é minha, entendeu? Minha!
- Eu não sou sua!
- Não? Então porque você escolheu viajar pelo mundo com o seu ex-namorado, no lugar de ficar aqui?
- Porque queria conhecer o mundo.
- E ficar longe do seu irmão? Está mentindo para si mesma. Por que, querida Natasha, quando soube que teria de voltar, para o casamento do seu irmão, voltar pela primeira vez em seis anos e sabendo que eu estaria no local, você terminou dois dias antes?
- Porque não estava dando certo.
- Porque você é minha! Não deu certo porque sempre foi minha, porque seu desejo por mim é tão grande que não conseguiria ficar longe de mim e poderia trair o Wezen! Você foi para longe numa atitude desesperada de fazer esse relacionamento fracassado dar certo, porque perto de mim, não duraria! Você é minha! Não se esqueça disso! Está a procura de outro cara parecido comigo, porque quem você quer, sou eu! Então não procure por aquele cara russo, quando na verdade é a mim que quer!
- Draco...
- Você é minha! E eu sou, sempre fui e sempre serei seu. Então não busque por ele quando é a mim que quer. Busque por mim! - Então ele afastou seu corpo do dela. - Vamos pra casa. Temos um jantar com os Weasleys essa noite.
Draco saiu andando e Natasha ainda ficou parada, um pouco atordoada. Até que seguiu em frente, correndo para alcançar Draco e tentando entender o que aconteceu. Assim que entraram no carro, Draco permaneceu sério e nada falou com ela por todo o caminho.
A noite, todos os Weasleys (com exceção de Gina) foram para a mansão Malfoy. Draco recebeu Molly Weasley com um sorriso aberto e um abraço carinhoso, coisa que Natasha jamais imaginou ver, em toda sua vida.
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Vermelho Escarlate
FanfictionTrês anos pós batalha de Hogwarts. Todos haviam perdido algo, mas Draco sentia que havia perdido sua vida, pois aquela que ele amava, havia morrido. Se recuperar da batalha era difícil, seguir a vida adiante, sem saber que Natasha estava viva lhe e...
