Piper parou sua bicicleta ao lado da grande casa branca dos Vause e caminhou para a varanda da frente. Ela nunca batia quando os visitava então saltou as escadas acima e puxou a porta de tela. O que ela encontrou no interior a chocou.
A mesa de vidro da sala de estar estava quebrada e tinha sangue respingado no tapete. Cadeiras e almofadas estavam espalhadas, e Rachel e Nicky estavam sentados amontoados no sofá, no centro da sala. Rachel estava soluçando. Piper permaneceu ali, ofegando em horror.
— O que aconteceu?
— Alex... — Nichols disse.
— Alex? Ela está ferida?
— Ela está bem! — Rachel riu quase histericamente. — Ela está em casa há menos de vinte e quatro horas, e já começou um jogo de empurrões com o meu pai, fez minha mãe chorar duas vezes, e enviou Scott para o hospital.
Nicky continuou esfregando as costas de sua namorada, afim de consolá-la, com uma expressão triste no rosto.
A loira engasgou.
— Por quê?
— Quem sabe? Ninguém nunca sabe o que está acontecendo com ela. Alex começou uma discussão com o papai, a mamãe se meteu entre eles e Alex a empurrou. Scott disse que a mataria se ela tocasse nela novamente. Assim, minha irmã deu-lhe um soco e quebrou o nariz dele.
Chapman olhou para baixo, para os pedaços de vidro que estavam agora incorporados com o sangue no tapete. Assim como as dúzias de cookies, que agora estavam desintegrados, foram espalhados em torno do vidro, juntamente com os restos do que parecia ser um par de xícaras de café.
— E este? — Ela apontou para a bagunça macabra.
— Alex empurrou Scott sobre a mesa de café. Ele e papai estão no hospital, mamãe está trancada em seu quarto, e eu vou passar a noite com Nicky.
Rachel começou a arrastar a namorada para a porta da frente. Piper ficou congelada no lugar, incapaz de se mover.
— Talvez eu tente falar com sua mãe.
— Eu não posso ficar nesta casa nem mais um minuto. Minha família acaba de ser destruída. — Com isso, Rachel fugiu com a namorada.
Piper pretendia subir as escadas para encontrar Diane, mas ela ouviu um barulho vindo da direção da cozinha, então silenciosamente foi para o fundo da casa. Pelo vão da porta dos fundos aberta, ela pôde ver alguém sentado na varanda, levando uma garrafa de cerveja aos lábios. Um choque de cabelo preto brilhava à luz do por do sol. Piper a reconheceu por conta das fotos de Rachel.
Antes que tivesse tempo para pensar sobre isso, seus pés saíram pela porta de trás, e ela se viu sentada a alguma distância dela em uma espreguiçadeira, com os joelhos dobrados sob o queixo. Ela abraçou as pernas, olhando-a.
Alex a ignorou.
Chapman traçou sua aparência com os olhos, esperando gravar a visão em sua memória. Ela era muito mais bonita pessoalmente. A garota olhou para seus olhos claros e vermelhos, que ficaram chocantes sob as sobrancelhas finas. Ela seguiu o ângulo de suas maçãs do rosto salientes, o nariz reto e nobre, sua mandíbula extremamente perfeita e sexy. Seus olhos pousaram sobre os lábios dela, observando a curva e plenitude do lábio inferior antes que fosse capaz de arrastar relutantemente seu olhar pasmado pelos seus hematomas.
A morena tinha hematomas e sangue em sua mão direita e algo roxo na bochecha esquerda. Scott, primeiramente, havia deixado a sua marca, mas, surpreendentemente, Alex ainda estava consciente.
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O Inferno de Alex Vause
FanfictionAVISO: Essa obra não me pertence. O enredo e conteúdo descritos são de autoria da escritora Sylvain Reynard. O que lerão a seguir é uma adaptação feita para o universo Vauseman, personagens fictícios da série Orange is the new black. Livro 01: Enig...
