Capítulo 19

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Piper acordou na manhã seguinte com o som do chuveiro. Ela estava tentando entender como outra pessoa, que não fosse ela, poderia estar em seu banheiro, quando o som parou e uma mulher alta, de cabelo escuro, enrolada em uma toalha pequena e roxa passou pela porta.

Seus olhos se arregalaram de surpresa, e ela ofegou, batendo a mão sobre a boca aberta.

— Bom dia! — disse Alex, segurando a toalha enroscada sobre os bustos com uma mão, enquanto agarrava suas roupas com a outra.

Piper olhou. E ela não estava olhando para o rosto.

Independentemente do que observava, o cabelo de Alex estava molhado e rebelde. Gotas de água presas aos ombros, escorrendo por entre o busto, reluzindo sobre a superfície da tatuagem. Os contornos dos músculos, tendões e veias, simetria e equilíbrio, tudo era de tirar o fôlego. Piper havia passado a noite inteira com aquele corpo em sua cama, dormindo de conchinha e acariciando todo o conjunto da obra. E aquele corpo estava ligado a uma mente malditamente perfeita e uma alma profunda, apaixonada.

No entanto, Piper estava olhando para a forma física, e o termo "semideusa do mar" passou por seus pensamentos.

Alex sorriu.

— Eu disse bom dia, Piper.

Ela fechou a boca.

— Hum... bom dia.

Alex se aproximou e inclinou-se, pressionando um beijo de boca aberta, firme, mas doce, contra os lábios dela. Algumas gotas de água se espalharam nos lençóis.

— Você dormiu bem?

Piper assentiu lentamente, sentindo-se muito, muito quente.

— Você não está falando muito. — Alex endireitou-se e sorriu para ela.

— Você está seminua...

— Certo. Você prefere que eu esteja totalmente nua? — Alex mudou a toalha provocativamente no corpo e sorriu.

Piper ficou praticamente em choque.

— Estou brincando, querida. — Ela a beijou novamente, com o cenho franzido.

Um pensamento incômodo lhe ocorreu. Alex se afastou com uma expressão muito séria no rosto.

— Eu esqueci o que te aconteceu em St. Louis. Quando você era pequena. — esclareceu. — Sinto muito por entrar assim. Eu não estava pensando.

Piper olhou para ela com apreço mudo. Sorriu timidamente.

— Está tudo bem. Você só estava distraída. Parece feliz esta manhã.

Ela sorriu.

— Partilhar a cama com você me faz bem. Posso fazer o café da manhã?

— Hum... com certeza. Mas você sabe que eu não tenho uma cozinha.

— Eu sou engenhosa. — Alex sorriu genuinamente, sua simpatia suficiente para que Piper superasse o constrangimento sobre seus equipamentos de cozinha.

Pouco antes de fechar a porta do banheiro atrás dela, Piper foi presenteada com um simples vislumbre dos mais belos glúteos, quando Alex deixou cair a toalha roxa.

Piper ficou boquiaberta como um bacalhau.

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Na noite seguinte, Lorna voltou à Filadélfia depois de seu feriado romântico com Nicky e prontamente verificou sua secretária eletrônica. Após um telefonema desesperado de seu pai, ela imediatamente ligou para Alex e deixou uma mensagem:

O Inferno de Alex VauseHistórias para pegar e não largar. Descubra agora