Piper acordou na manhã seguinte com o som do chuveiro. Ela estava tentando entender como outra pessoa, que não fosse ela, poderia estar em seu banheiro, quando o som parou e uma mulher alta, de cabelo escuro, enrolada em uma toalha pequena e roxa passou pela porta.
Seus olhos se arregalaram de surpresa, e ela ofegou, batendo a mão sobre a boca aberta.
— Bom dia! — disse Alex, segurando a toalha enroscada sobre os bustos com uma mão, enquanto agarrava suas roupas com a outra.
Piper olhou. E ela não estava olhando para o rosto.
Independentemente do que observava, o cabelo de Alex estava molhado e rebelde. Gotas de água presas aos ombros, escorrendo por entre o busto, reluzindo sobre a superfície da tatuagem. Os contornos dos músculos, tendões e veias, simetria e equilíbrio, tudo era de tirar o fôlego. Piper havia passado a noite inteira com aquele corpo em sua cama, dormindo de conchinha e acariciando todo o conjunto da obra. E aquele corpo estava ligado a uma mente malditamente perfeita e uma alma profunda, apaixonada.
No entanto, Piper estava olhando para a forma física, e o termo "semideusa do mar" passou por seus pensamentos.
Alex sorriu.
— Eu disse bom dia, Piper.
Ela fechou a boca.
— Hum... bom dia.
Alex se aproximou e inclinou-se, pressionando um beijo de boca aberta, firme, mas doce, contra os lábios dela. Algumas gotas de água se espalharam nos lençóis.
— Você dormiu bem?
Piper assentiu lentamente, sentindo-se muito, muito quente.
— Você não está falando muito. — Alex endireitou-se e sorriu para ela.
— Você está seminua...
— Certo. Você prefere que eu esteja totalmente nua? — Alex mudou a toalha provocativamente no corpo e sorriu.
Piper ficou praticamente em choque.
— Estou brincando, querida. — Ela a beijou novamente, com o cenho franzido.
Um pensamento incômodo lhe ocorreu. Alex se afastou com uma expressão muito séria no rosto.
— Eu esqueci o que te aconteceu em St. Louis. Quando você era pequena. — esclareceu. — Sinto muito por entrar assim. Eu não estava pensando.
Piper olhou para ela com apreço mudo. Sorriu timidamente.
— Está tudo bem. Você só estava distraída. Parece feliz esta manhã.
Ela sorriu.
— Partilhar a cama com você me faz bem. Posso fazer o café da manhã?
— Hum... com certeza. Mas você sabe que eu não tenho uma cozinha.
— Eu sou engenhosa. — Alex sorriu genuinamente, sua simpatia suficiente para que Piper superasse o constrangimento sobre seus equipamentos de cozinha.
Pouco antes de fechar a porta do banheiro atrás dela, Piper foi presenteada com um simples vislumbre dos mais belos glúteos, quando Alex deixou cair a toalha roxa.
Piper ficou boquiaberta como um bacalhau.
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Na noite seguinte, Lorna voltou à Filadélfia depois de seu feriado romântico com Nicky e prontamente verificou sua secretária eletrônica. Após um telefonema desesperado de seu pai, ela imediatamente ligou para Alex e deixou uma mensagem:
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O Inferno de Alex Vause
FanfictionAVISO: Essa obra não me pertence. O enredo e conteúdo descritos são de autoria da escritora Sylvain Reynard. O que lerão a seguir é uma adaptação feita para o universo Vauseman, personagens fictícios da série Orange is the new black. Livro 01: Enig...
