Oi, Larry.
Desculpa. Não ouvi a campainha. Será que está quebrada?
Vause me repreendeu, mas não vou ter que sair da turma (ufa). Tenho que encontrar uma nova orientadora. Estou trabalhando nisso. Conversamos mais tarde.
Obrigada!
Piper
Larry olhou confuso para a mensagem de texto que acabara de receber de Piper. Campainha quebrada? Conveniente demais. Ele não sabia se ela estava lhe dando um fora ou se estava envergonhada depois da briga com Vause, ou por algum outro motivo. Em ambos os casos, ele não tinha tempo para encontrá-la e descobrir. Vause havia mandado um e-mail com uma lista de livros para ele verificar na livraria e queria que fossem entregues em seu escritório antes do fim da tarde.
Larry enviou uma resposta curta dizendo que estava feliz por ela estar bem e saiu rapidamente de seu apartamento rumo à Robarts Library, balançando a cabeça.
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Piper estava sentada de frente para as costas do sofá de couro, descansando o queixo sobre os braços cruzados. A vista através das janelas do chão ao teto do apartamento de Alex era impressionante. Daquela posição, ela podia ver boa parte da cidade e um recorte do lago Ontário. As árvores haviam mudado de cor e agora estavam salpicadas de ouro, laranja e vermelho vibrante. Lembravam Piper das paisagens canadenses que Larry a levou para ver na Galeria de Arte de Ontário.
Ela se ofereceu para ajudar Alex a limpar depois do almoço, mas ela recusou. Beijou sua testa e pediu que relaxasse, como se relaxar fosse uma opção. Olhar para o horizonte de Toronto permitiu que Piper se concentrasse em algo bonito, enquanto repetia mentalmente a conversa que tiveram, tentando encaixá-la com os encontros anteriores.
Como pôde ter sido tão cega? E por que os Clarks esconderam dela o vício de Alex? Sempre a trataram como parte da família. Nem mesmo Lorna havia deixado escapar uma palavra sobre isso, a menos que se considerasse o que ela disse recentemente sobre "a escuridão". Será que os Clarks sempre falavam em metáforas prolongadas como poetas metafísicos? Piper achou que precisava de uma aula de literatura para interpretar aquelas alusões.
Alex encostou-se à lareira, observando-a. Ela parecia notavelmente em casa, encolhida no sofá, olhando pela janela como um gato. Mas os ombros tensos denunciavam preocupação. Sentou-se ao lado dela, propositalmente mantendo uma distância saudável. Quando Piper não se moveu nem olhou para ela, Alex estendeu a mão.
— Por favor. — Sorriu.
Piper pegou sua mão e se viu relutantemente puxada para o lado dela. Alex passou os braços em volta dela e beijou seu cabelo.
— Assim é melhor.
Piper suspirou e fechou os olhos.
— Confortável? — perguntou Alex.
— Sim.
Alex sentiu o corpo dela relaxar. Depois de tudo o que haviam discutido, ficou surpresa que Piper pudesse relaxar com ela.
— Quando foi a última vez que alguém te abraçou assim? — começou a acariciar o cabelo dela distraidamente.
— Na noite passada.
Alex riu.
— Eu me lembro. Mas antes?
— Eu não me lembro. — O tom de Piper estava defensivo, então ela não pressionou.
Ela provavelmente está carente de afeto físico. Mães alcoólatras não têm recursos para cuidar de seus filhos. E esse Simon provavelmente não a segurava, a menos que estivesse tentando tirar sua roupa.
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O Inferno de Alex Vause
FanfictionAVISO: Essa obra não me pertence. O enredo e conteúdo descritos são de autoria da escritora Sylvain Reynard. O que lerão a seguir é uma adaptação feita para o universo Vauseman, personagens fictícios da série Orange is the new black. Livro 01: Enig...
