Capítulo 14

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Seus olhos fecharam, mas só por um segundo. Um lento e doce sorriso espalhou-se em seu rosto. Os olhos de Alex estavam muito suaves e calorosos.

— Você me encontrou!

Piper mordeu o interior da bochecha, desejando não explodir em lágrimas ao som daquela voz. Era a voz de que ela se lembrava. E esperou por tanto tempo para ouvi-la de novo. Esperou que Alex voltasse para ela por tanto, tanto tempo.

— Beatrice... — Alex apertou-lhe o pulso, puxando-a para perto. Mexeu-se um pouco na cama para acomodá-la, envolvendo-a em seus braços enquanto Piper repousava a cabeça sobre seu colo nu. — Eu pensei que você tivesse se esquecido de mim.

— Nunca! — Piper engasgou, enquanto as lágrimas começaram a fluir de forma incontrolável. — Pensei em você todos os dias.

— Não chore. Você me encontrou.

Alex fechou os olhos e virou a cabeça. Sua respiração começou a se acalmar novamente. Piper permaneceu muito quieta, não querendo que seus soluços a perturbassem, tentando desesperadamente não agitar a cama enquanto deixava a tristeza e o alívio caírem sobre ela. Lágrimas viajaram em pequenos rios por suas bochechas pálidas e pela extensão da pele bronzeada e tatuada que estava sob sua cabeça.

Sua Alex tinha se lembrado dela. Sua Alex tinha finalmente voltado.

— Beatrice... — O braço de Alex apertava sua cintura quando ela se moveu para sussurrar contra os cabelos ainda úmidos de Piper.

— Não chore... — Com os olhos verdes brilhantes fechados, Alex apertou os lábios na testa de Piper, uma, duas, três vezes.

— Senti tanto a sua falta... — Piper sussurrou, movendo os lábios contra a tatuagem de Alex.

— Você me encontrou — ela murmurou. — Eu deveria ter esperado. Eu te amo.

Agora Piper chorou ainda mais, agarrando-se a Alex como se estivesse se afogando, e ela fosse sua salvação. Beijou a pele do seio esquerdo de Alex levemente e passou os dedos para cima e para baixo em sua barriga.

Em resposta, as pontas dos dedos de Alex traçaram a pele dos braços de Piper, arrepiando-os, antes de deslizar sob o tecido solto da camiseta. Ela moveu os dedos levemente até que sua mão finalmente se aquietou contra a parte inferior das costas de Piper. Alex suspirou profundamente e pareceu adormecer novamente.

— Eu amo você, Alex! Tanto, que dói! — Piper disse, descansando a mão sobre o coração dela, que batia suavemente. E então sussurrou as palavras de Dante, um pouco alteradas:

Tão longamente me reteve Amor E acostumou-me à sua tirania, Que, se a princípio parecia rude, Suave agora me habita o coração.

Assim, quando me tira tanto as forças Que os espíritos vejo me fugirem, Então a minha frágil alma sinto Tão doce, que o meu rosto empalidece.

Pois Amor tem em mim tanto poder Que faz os meus suspiros me deixarem E saírem chamando A minha amada, para dar-me alento.

Onde quer que eu a veja, tal sucede, E é coisa tão humilde que não se crê. Sempre solicitando Minha saudação a Alex lastimosamente. Sempre que ela vê em mim, é assim, Quem é mais doce do que quaisquer palavras podem mostrar.

Quando todas as suas lágrimas secaram, Piper depositou alguns beijos hesitantes sobre os lábios macios de Alex, acalmando-a, e caiu em um sono profundo e sem sonhos nos braços de sua amada.

Quando acordou, já passava das sete da manhã. Alex ainda dormia. Na verdade, ela roncava — e pelo jeito, nenhuma das duas havia se mexido a noite toda. Foi provavelmente o sono mais tranquilo que Piper já teve. O único.

O Inferno de Alex VauseHistórias para pegar e não largar. Descubra agora