Piper e Larry atravessaram a soleira do Segovia e foram recebidos por um espanhol de aparência muito agradável que se identificou como o proprietário. Para o deleite de Piper, Larry respondeu em espanhol.
O interior do Segovia era acolhedor, com paredes amarelas ensolaradas pintadas com desenhos de Picasso, Don Quixote e Sancho Pança. Um guitarrista clássico tocava arranjos do Maestro Segovia em um canto. No centro da sala, uma série de longas mesas formavam um quadrado, marcando o espaço reservado para o jantar da faculdade. A configuração geométrica tornava inevitável que todos os convidados se sentassem de frente uns para os outros.
Piper não gostou da ideia de se sentar de frente para a "Professora Dor" e, se achasse que poderia escapar sem insultar ou chamar atenção indevida do Professor Martin, teria ido embora.
Larry escolheu assentos em um dos cantos da mesa, consciente do sistema de classes e ciente de que seu lugar não era de honra. Enquanto discutia o menu com o garçom em espanhol, Piper refletia silenciosamente sobre o ciúme de Alex e virou o celular discretamente para escrever uma mensagem. Mas já havia uma esperando por ela:
Não venha para o jantar. Dê uma desculpa ao Larry.
Espere por mim na minha casa, o porteiro vai te deixar entrar.
Eu explico depois.
Por favor, faça o que pedi.
– A
Piper olhou fixamente para a tela, confusa, até Larry cutucá-la.
— Quer uma bebida?
— Hum... provavelmente está fora de época para sangria, mas adoraria se tiverem.
— Nossa sangria é excelente! — disse o garçom, antes de sair para dar as ordens ao barman.
Piper lançou a Larry um olhar de desculpas.
— Recebi uma mensagem da Stella. Me desculpe se estou sendo rude.
— Não se preocupe. — disse ele, ocupando-se com o menu.
Enquanto isso, Piper rapidamente digitou uma resposta:
Meu telefone estava desligado.
Já estou aqui, é tarde demais. Não precisa ter ciúmes dele.
Vou pra casa com você. Vai me ter em sua cama até de manhã.
– P
Ela guardou o telefone na bolsa, rezando silenciosamente para que Alex não fizesse uma cena.
Oh deuses de todos os superprotetores e ciumentos (uma descrição adequada de Alex e da nossa relação aqui), por favor, não a deixem fazer um escândalo. Não na frente dos colegas!
Infelizmente para Piper, e para quem quer que tenha enviado a mensagem, a bolsa abafou o som de uma nova notificação que chegou pouco depois.
Dentro de vinte minutos, o restante dos convidados chegou. A Professora Leaming e alguns outros se sentaram ao lado de Larry. No outro extremo, Alex ficou entre os Professores Martin e Singer.
Na visão de Alex e seus colegas de assento, Piper começou a beber sua sangria com certa ansiedade, esperando que o sabor delicioso e as frutas cítricas ajudassem a aliviar a tensão que estalava no ar.
— Está com frio? — Larry fez um gesto para o echarpe roxo enrolado no pescoço dela.
— Na verdade, não. — Ela retirou lentamente o echarpe e o colocou sobre a bolsa.
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O Inferno de Alex Vause
FanfictionAVISO: Essa obra não me pertence. O enredo e conteúdo descritos são de autoria da escritora Sylvain Reynard. O que lerão a seguir é uma adaptação feita para o universo Vauseman, personagens fictícios da série Orange is the new black. Livro 01: Enig...
