Dois dias haviam passado rapidamente, e era sexta-feira, o dia da festa da filha de seu chefe. Durante esse período, Lisa havia deixado Rodolfo em paz, mas sua mente continuava constantemente voltada para ela. Por mais que tentasse escapar, era impossível ignorar os pensamentos que a presença dela despertava nele.
Apesar disso, Rodolfo sabia que não podia evitar a festa. Seu chefe havia feito questão de sua presença, e todos os diretores estariam lá. Ele decidiu encarar a situação como parte do trabalho e se preparou para o evento.
Enquanto terminava de digitar um relatório, tudo ao seu redor estava silencioso, como ele gostava. Mas sabia que essa tranquilidade não duraria muito tempo.
— Cara — Caio entrou sem bater, ele tinha um jeito grosseiro, mas o dinheiro lhe permitia determinadas atitudes. — Você continua aqui?
— Expediente vai até as 17h e agora são 16h50.
— Todos já foram embora devido à festa de Lisa. — Rodolfo resmungo para o amigo, algo que ele não entendia — Você tem que ir. Acho que ela vai me dar uma chance.
— Chance? — Ele perguntou o encarando
— É — Caio sorriu e se sentou na cadeira na frente do amigo — Sabe, a gente teve um lance, eu fui o primeiro dela.
No momento em que Rodolfo tomou conhecimento dessa informação, uma sensação desconfortável se instalou em seu peito. Era como se uma sombra fria tivesse passado por ele, deixando para trás um rastro de incerteza e insegurança. Aquela revelação despertou um turbilhão de emoções dentro dele, incluindo ciúmes.
A ideia de que Lisa estava interessada em alguém ou envolvida em algo que não incluía ele o perturbava profundamente. Embora tentasse racionalizar seus sentimentos, uma parte dele não podia evitar se sentir inquieto com a situação.
— As coisas não foram legais depois — Ele comentou abrindo o frigobar de Rodolfo e pegando uma água — e agora sei lá, eu senti uma faísca no almoço. — A voz de Caio saiu animada.
As sobrancelhas de Rodolfo se uniram no centro da testa, demonstrando sutilmente a confusão a fala de Caio. Em busca de resposta ele se lembrou do almoço qual movimento Ana Elisa havia feito para Caio achar isso, a única coisa que Rodolfo vi era o desprezo dela para com ele. Talvez fosse pelo romance anterior.
— Faísca? — Perguntou Rodolfo tentando manter seu tom compreensivo.
— Ah, você não a conhece — Caio sorriu para o amigo passando a sensação de triunfo — Bom, ela jamais ficaria ouvindo uma conversa como aquela de trabalho e ela ficou, sabe por quê?
Rodolfo encarou o amigo, seu desejo era dizer que ficou por do que estava fazendo para ele debaixo da mesa e provavelmente explicar que nem tudo tem a ver com ele. Caio piscou para Rodolfo quase se vangloriando — Para ficar perto de mim, cara. — Concluiu Caio.
A risada de Rodolfo ecoou pelas paredes do seu escritório, enchendo o ambiente com uma vibração de diversão. Para ele, a lógica apresentada por Caio era simplesmente ridícula, e não pôde conter sua reação diante da absurda argumentação do colega.
— Parabéns, quando é o casamento? — Perguntou quando parou de rir, Caio estava com uma feição seria agora.
— Vamos com calma. — Ele se levantou da cadeira confiantemente — Ela vai ser minha novamente, ela e o resto.
— Que resto? — Perguntou Rodolfo desconfiado da fala do amigo.
— Ah, cara, deixa isso para lá. — Disse Caio, caminhando até a porta para sair do escritório — Até mais tarde.
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A filha do Chefe
Romance[ D A R K R O M A N C E ] ❍ [ E M A N D A M E N T O ]❍ [ E R O T I C O] Rodolfo nunca imaginou que uma única noite de paixão poderia se transformar em um labirinto de problemas e dilemas. Quando se entregou ao desejo e à luxúria, estava convenci...
