Ana Elisa chegou à mesa do café, onde seus pais estavam sentados. Apesar da atmosfera tranquila que tentavam criar, ela sentia a tensão palpável no ar, especialmente para ela, dadas as notícias que ouvira. Seus pais a observavam atentamente, esperando suas reações.
— Bom dia, meus amores — cumprimentou Ana Elisa, tentando esconder a ansiedade em sua voz.
— Bom dia, querida — respondeu seu pai com um tom animado.
— Conseguimos tudo durante a noite? — perguntou Ana Elisa, surpreendida, mas também um pouco esperançosa. Saber que sua família estava avançando trazia certo alívio, mesmo com todas as incertezas.
— Sim, conseguimos uma ordem judicial. Vamos buscar Mina. Rodolfo é o responsável por ela, e eles não têm o direito de mantê-la presa — explicou sua mãe, com uma calma que contrastava com a agitação interna de Ana Elisa.
Rodolfo permanecia à mesa, sua expressão refletindo uma mistura de apreensão e cansaço. Seus olhos estavam sombrios, marcados por olheiras profundas que denunciavam uma noite mal dormida e a ressaca que ainda o assolava.
Cada movimento era lento e pesado, como se carregasse o peso do mundo em seus ombros.
Ana Elisa observava-o com uma mistura de compaixão e preocupação, desejando poder oferecer-lhe algum conforto ou alívio. Ela sabia que não seria fácil para ele lidar com tudo aquilo, especialmente naquele estado físico e emocional tão frágil.
Rodolfo se juntou à conversa com um semblante constrangido, como se estivesse incomodado com toda a situação.
— Bom dia a todos, peço desculpa pelo incômodo. — Sua voz soava abafada, carregada de desconforto.
— Imagina, meu filho — Ângela respondeu com gentileza, estendendo-lhe um olhar reconfortante — Como está a cabeça e a mão?
— Melhor do que eu merecia — Ele murmurou, mantendo o olhar baixo em seu prato de comida.
— Coma um pouco, vai se sentir melhor. A polícia chegará em breve.
— Polícia? — A palavra pareceu ecoar na mente de Rodolfo, trazendo uma expressão de surpresa misturada com um leve toque de esperança.
— Para buscar a Mina, Rodolfo. Não se preocupe, conseguimos um mandado para tirá-la de lá — explicou Ângela, tentando acalmar os ânimos dele.
Rodolfo desabafou, revelando sua confusão e angústia diante da situação.
— Eu estou meio perdido, peço desculpa por isso. Minha cabeça virou um turbilhão depois disso — sua voz trazia um misto de desamparo e frustração. — A senhora Mariana disse que iria buscar ela para passear, mas levou ela pra sua casa e tirou o celular. Ligo para ela há dias e nem sabia onde eles estavam. Achei que estavam em um hotel, mas descobri que não.
— Tudo bem, eu imagino sua inquietude — Ângela disse, adotando um tom acolhedor — Vamos te apoiar em tudo, eu gosto muito da Milena.
Rodolfo refletiu enquanto compartilhava suas preocupações.
— Eu fiquei pensando enquanto tomava banho no que havia dito para Ana Elisa, eu não me lembro.
— Você me contou o que houve com Mina, disse que sabia de tudo — interveio Ana Elisa, tentando lembrá-lo do que havia compartilhado.
— Nunca disse nada. Não queria que a minha irmã se sentisse mal com tudo. Ela falava com meu pai, contou o ocorrido. Meu pai comprou as passagens para ela vir pra cá. Ele infartou e morreu. Ela chegou um dia depois do velório dele, nem teve tempo de vê-lo.
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A filha do Chefe
Romance[ D A R K R O M A N C E ] ❍ [ E M A N D A M E N T O ]❍ [ E R O T I C O] Rodolfo nunca imaginou que uma única noite de paixão poderia se transformar em um labirinto de problemas e dilemas. Quando se entregou ao desejo e à luxúria, estava convenci...
