Ana Elisa dirigia sem rumo, a música alta mal abafava a tempestade de pensamentos em sua mente. Rodolfo havia ligado vinte e sete vezes, mas ela desligou o telefone, incapaz de lidar com a situação. Seu coração estava em tumulto, sua mente um turbilhão de emoções contraditórias.
Havia apenas um lugar que poderia oferecer o conforto que ela desesperadamente procurava: os braços de sua mãe. Ela fez uma curva perigosa e acelerou, determinada a encontrar consolo.
Ao chegar, Ana Elisa não se deu ao trabalho de fechar as portas do carro. Na verdade, ela sequer estacionou corretamente; largou-o e saiu correndo para dentro da casa, passando pela mãe como um furacão. Ângela, assustada, recebeu o aviso do motorista sobre a situação e seguiu a filha.
Ao entrar, Ângela encontrou Ana Elisa caída no chão, soluçando desesperadamente. Seu coração apertou ao ver a filha naquele estado. Ana Elisa havia saído radiante para ver Rodolfo, e agora estava completamente desolada.
— Amor, o que aconteceu? — Ângela perguntou, sua voz um sussurro carregado de preocupação e amor.
Ana Elisa olhou para a mãe, os olhos inundados de lágrimas, mas não conseguia falar. Ela se lançou nos braços de Ângela, buscando o conforto e a segurança que apenas o calor maternal podia oferecer. Ângela segurou-a firmemente, acariciando seus cabelos, sussurrando palavras suaves, tentando acalmar a tempestade que assolava o coração de sua filha.
Quando Ana Elisa conseguiu se acalmar depois de muitas lágrimas derramadas, ela olhou para sua mãe com seus grandes olhos azuis, cheios de dor e confusão. Ângela, com o coração apertado, estava atenta a cada detalhe da angústia da filha.
— Mamãe, ele é um mentiroso.
— Ana Elisa, não fala isso — disse Ângela, suavemente, lembrando-se do pouco que conhecia sobre Rodolfo e de seu caráter.
— É sim, quando cheguei lá, papai estava lá — Ana Elisa disse, secando as lágrimas com as costas da mão.
— Seu pai? — Ângela estava perplexa. Ela havia despachado as malas de Eduardo, mas o que ele fazia na casa de Rodolfo?
Ana Elisa olhou para a mãe, mal conseguindo processar o que tinha a dizer. Novas lágrimas deslizaram pelo seu rosto enquanto continuava:
— Além disso, a ex-namorada do Rodolfo apareceu, com um bebê, mamãe, e ela disse que é dele.
— Rodolfo tem um filho? — Ângela não podia acreditar nisso. Ela apenas gesticulou que sim com a cabeça. — Filha, isso está muito mal contado. Rodolfo não é esse tipo de pessoa, você sabe disso. Ele é doce e gentil.
— ELE TEM UM FILHO, MAMÃE! — Ana Elisa gritou, a voz quebrada pelas lágrimas.
— Não, meu amor. Tenho certeza que não. Por que ele não assumiria a responsabilidade?
Ana Elisa não respondeu. Ela apenas se deitou na cama, o peso da dor e da confusão a envolvendo. Como sua vida tinha virado de ponta cabeça tão rapidamente? Sentia que tudo tinha a ver com a família do Caio novamente. Deveria fugir de novo?
O dia de Ana Elisa passou de forma confusa e dolorosa. Ela dormiu com o coração cheio de mágoa, tentando encontrar alguma paz em meio ao caos. Peter, preocupado, foi visitá-la e tentou consolá-la, mas seus esforços pareciam insuficientes diante do turbilhão de emoções que ela enfrentava.
Peter, conhecido por sua fama de galinha, era um homem que não costumava levar nada a sério, especialmente em se tratando de relacionamentos. No entanto, ele sabia reconhecer um amor verdadeiro quando o via. A relação entre Rodolfo e Ana Elisa era algo especial, único, e ele acreditava que ninguém poderia ser melhor para sua menina do que Rodolfo. Suspeitava que a história contada por Ana Elisa podia estar distorcida pelas emoções intensas do momento.
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A filha do Chefe
Romance[ D A R K R O M A N C E ] ❍ [ E M A N D A M E N T O ]❍ [ E R O T I C O] Rodolfo nunca imaginou que uma única noite de paixão poderia se transformar em um labirinto de problemas e dilemas. Quando se entregou ao desejo e à luxúria, estava convenci...
