Ao abrir os olhos, Ana Elisa sentiu-se envolta em uma suave confusão. Ao seu lado, Rodolfo dormia tranquilamente, abraçando o travesseiro com ternura. Ela espiou o relógio: faltavam alguns minutos para as sete da manhã. Lentamente, quase como se flutuasse, levantou-se, tomando cuidado para não perturbar o silêncio do quarto. No banheiro, escovou os dentes e penteou os cabelos com delicadeza. Por fim, passou um hidratante labial, enviou os lábios um contra o outro, conferindo-lhes um tom rosado e suave.
De volta ao quarto, com passos leves como brisa, ela se deitou novamente, deslizando sob as cobertas. O ambiente estava fresco, exatamente como Rodolfo gostava. Fechou os olhos e, num movimento quase imperceptível, rolou na cama, aproximando-se dele com uma naturalidade ensaiada.
Rodolfo, despertando, abriu os olhos e deixou os dedos deslizando pelo rosto de Ana Elisa, que fingiu acordar. Com curiosidade, ele segurou o queixo dela, como se tocasse um objeto precioso.
— Bom dia, meu amor. Eu te acordei? — Perguntou Rodolfo, com voz suave.
— Sim — respondeu Ana Elisa, entregando-se à interpretação de quem acabou de despertar.
— Você acorda tão linda — disse ele, aproximando-se com um sorriso. — Vou fingir que não te vi saindo do quarto para se arrumar.
O sabor amargo da frustração tingiu seus pensamentos; Ana Elisa acreditava ter arquitetado o plano perfeito. — Ah, Rodolfo — murmurou ela, resignada.
De repente, Rodolfo começou a rir, e o som de sua risada encheu o quarto, ressoando como música alegre. Ana Elisa virou-se de costas para ele, mas Rodolfo o abraçou, tentando conter o riso.
— Você é tão fofo, meu amor — disse ele, com carinho.
— Me deixa, vai — resmungou Ana Elisa, meio emburrada. Rodolfo beijou seu rosto com ternura antes de sair do quarto.
Rodolfo foi ao banheiro, o coração leve de felicidade, mas a mente inquieta com a necessidade de um plano. Ana Elisa não sabia, mas ele estava comprando uma casa no condomínio onde os pais dela moravam. O preço era exorbitante, mas Rodolfo conseguiu levantar quase todo o valor e planejaria vender seu carro novo para cobrir o restante, optando por algo mais simples.
Partes de seu salário estariam comprometidas para realizar esse sonho. Ele suspirou, frustrado, ao pensar na instabilidade de seu emprego atual. Além disso, respondeu a um processo que complicava ainda mais a sua situação.
Rodolfo lavou o rosto e tentou manter a calma. Uma coisa era certa: o dinheiro de Ana Elisa não lhe importava. Como homem, jamais aceitaria ajuda financeira dela. Voltou ao quarto e se deitou ao lado de Ana Elisa.
Ela se aproximou e deitou a cabeça sobre seu peito, buscando conforto e tranquilidade.
— O que vamos fazer hoje? — Perguntou Ana Elisa, de olhos ainda fechados, a voz suave e embriagada de sono.
— É meio de semana, amor. Vou procurar um emprego e tentar resolver umas pendências — respondeu Rodolfo, acariciando levemente seus cabelos.
— Que pendências? — Ela perguntou, agora abrindo os olhos e fitando-o com curiosidade.
Rodolfo hesitou por um momento, não querendo revelar seu segredo. — Bom... — começou ele, escolhendo as palavras com cuidado — coisas de trabalho. Preciso buscar minhas coisas no escritório. Ah, e um concorrente me ofereceu um emprego — disse rapidamente, desviando o assunto. — Não aceitei na época porque estava me dedicando à empresa do seu pai. Ele foi o primeiro a ver meu potencial e me dar uma oportunidade. Eu não poderia fazer isso com ele.
Ana Elisa fez um som de desaprovação, franzindo o rosto de forma adorável, o que fez Rodolfo sorrir.
— Eu gosto da empresa e gosto do seu pai — contínuo ele, tentando suavizar a tensão.
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A filha do Chefe
Roman d'amour[ D A R K R O M A N C E ] ❍ [ E M A N D A M E N T O ]❍ [ E R O T I C O] Rodolfo nunca imaginou que uma única noite de paixão poderia se transformar em um labirinto de problemas e dilemas. Quando se entregou ao desejo e à luxúria, estava convenci...
