A amanhã havia acontecido como todas, Ana Elisa foi a primeira a chegar e acompanhou seus respectivos chefes até a sala, ela já estava se dando muito bem com a chefe de jurídico, eles até conversar sobre coisas aleatórias da empresa o que era maravilhoso, Elisa queria ganhar a confiança de todos, não queria que sua contratação fosse apenas nepotismo.
Rodolfo foi o ultimo a chega, quando o elevador o encarou, ele estava tão lindo com um terno cinza e uma gravata azul, seu perfume vinha até ela aguçando todos seus instintos, como cheiro de café e comida quente.
— Bom dia.
— Bom dia, Senhorita Ravaneli
— Posso te fazer uma pergunta?
— Claro — Rodolfo andava mais devagar hoje pra ela o acompanhar, os seus passos agora pareciam sincronizados.
— Eu estava pesquisando seu sobrenome e não achei nem mesmo no seus documentos, como abreviaram?
— Sim
— DM? — Ela suspirou — Parece coisa no Instagram.
— Rodolfo Vieira. Me chame apenas assim.
— De onde vem o DM
— São da minha mãe, meu pai não queria que eu mudasse quando fiz 18 anos então abreviei
— Era isso? — Perguntou quando abrir a porta para Ana Elisa passar.
— Sim.
Os dedos de Elisa deslizaram pelo paletó de Rodolfo. Hoje estava fechado e ele usava um colete. Ela abriu seus botões. Rodolfo observava os dedos dela deslizando pelo tecido. Ela desceu o tecido pesado pelos ombros dele e pegou o paletó, pendurando-o no cabide cuidadosamente. Ele sentiu seu coração disparar com o leve toque dela.
— Me sinto recebendo tratamento VIP — disse, caminhando até sua cadeira.
— Faço o mesmo para todos — Lisa se explicou. — Não quero que pensem que o puro nepotismo me colocou aqui. — Rodolfo sentou em sua cadeira, arqueou a sobrancelha e sorriu de forma debochada. — Sim, vai colocar, mas quero que digam: "Olha, ela também é eficiente".
— Seu pai pediu uma reunião no final da semana para que a gente possa falar do seu desempenho.
— Vai me dar 10? — Lisa perguntou.
— Será que você merece?
— Se eu desfilar para você, aumenta minha nota?
— Sem dúvida.
Lisa piscou para Rodolfo e caminhou para fora. Ela mexia os quadris de forma sensual e até mais lenta. Ele ficou observando até ela se sentar e piscar para ele. Sacudiu a cabeça e voltou a se focar no seu trabalho.
Rodolfo, imerso novamente na pesquisa, ansiava por seguir os caminhos corretos, embora a verdade já lhe fosse conhecida por meios pouco ortodoxos. Mina havia trazido à tona aquilo que ele preferiria descobrir por vias convencionais. Porém, o emaranhado de burocracia parecia insuperável.
Decidiu-se então a agir. Abandonou o paletó e adentrou a sala da diretora jurídica sem cerimônias.
— Opa — murmurou ao notá-la ao lado de Irineu, cuja mão repousava em sua perna — Desculpe.
Apressadamente Rodolfo se afastou e fechou a porta, aquela cena foi constrangedora para ele.
Ambos tentaram dissimular, ou ao menos ela tentou, pois como uma mulher tão distinta permitiria tais intimidades com alguém como ele? Rodolfo sentiu um mal-estar, sem saber quem era pior, se ele por compreender ou ela por aceitar.
VOCÊ ESTÁ LENDO
A filha do Chefe
Romantik[ D A R K R O M A N C E ] ❍ [ E M A N D A M E N T O ]❍ [ E R O T I C O] Rodolfo nunca imaginou que uma única noite de paixão poderia se transformar em um labirinto de problemas e dilemas. Quando se entregou ao desejo e à luxúria, estava convenci...
