EMMA CONWAY
PASSEI O RESTANTE DA SEMANA concentrada em organizar minhas coisas em casa e revisar alguns conceitos, pois na segunda-feira eu estaria finalmente me especializando no que tanto quis. Mas hoje, domingo, tirei um tempinho para relaxar antes de começar na loucura que era trabalhar no HAV.
Eu estava na praia, sentada com Amora, minha cachorra, uma Golden Retriever, na areia fofinha, insistindo para que ela se levantasse e fosse embora comigo. Mas para o meu completo desespero, a peludinha não queria levantar do seu conforto ao sair da área quente e parar de tomar o seu banho de sol.
No dia da mudança, não tinha conseguido trazê-la comigo, tive alguns problemas com o transporte de Londres até aqui, porém, graças a Deus, tudo tinha dado certo e ela finalmente estava aqui comigo.
Como ela estava muito quietinha esses dias, ficando sempre deitada na sua cama, levantando apenas para comer e beber água, provavelmente por conta do jet lag e a viagem nada confortável da Europa até a América, fazer algo ao ar livre me parecia uma ótima ideia no começo, mas minha cachorra deitou neste lugar e não quis mais levantar.
— Vamos, Amora, estamos aqui há quase uma hora — tentei chamá-la novamente, puxando de leve a coleira, no entanto, nada do que eu fizesse faria com que a minha cachorra saísse do lugar.
Decidi ficar aqui sentada com ela por mais um tempo, admirando o céu, o mar e o vento fresco do fim da tarde. Meus pés se afundavam na areia fofinha e quentinha, a brisa bagunçando meus cabelos, raspando no meu rosto e me fazendo fechar os olhos para aproveitar. Fazia tempo que eu não ia até a praia, não até eu me mudar para cá. E eu sentia saudade de dar um mergulho, de admirar as estrelas a noite, ou ler um livro tomando sol enquanto me esbaldava com a paisagem incrivelmente bonita desse lugar.
Fazia uma semana que eu tinha me mudado para Los Angeles e, mesmo que agora eu morasse na famosa cidade que não dormia por sua tamanha agitação, minha residência ficava em um bairro um pouco afastado do centro, uns trinta minutos, o que me permitia uma tranquilidade que eu não sabia que essa cidade paradisíaca poderia prometer. E eu amava essa calmaria. Muito mais do imaginava.
Aqui, as pessoas eram tranquilas e sem alvoroços, não tinha tantas movimentações de carros e trânsitos loucos e as praias, apesar de belíssimas e convidativas, não era frequentada por muitas pessoas, apenas pelos moradores locais que pude concluir nesse pouco tempo de moradia.
Olhei para Amora, que se remexeu ao ouvir o barulho de um carro se aproximando, notei ser o carro dos vizinhos que moravam ao lado da minha casa.
— Agora você levanta? — perguntei, balançando a cabeça em negativa e começamos a caminhar devagar em direção a nossa casa, passando pelo calçadão que rondava a areia da praia e a rua asfaltada que tinha apenas alguns carros estacionados para enfeitá-la.
Eu ainda não conhecia as pessoas que moravam naquela casa enorme, muito bem estruturada e que exalava mais dinheiro do que se era possível imaginar. Não tive tempo para apresentações formais por conta da organização da mudança, apenas lembrava dos momentos em que vi uma mulher de cabelos curtos e escuros e uma criança correndo pelo gramado.
Não os conhecia ainda, então achava que esse era um bom momento para me apresentar, afinal, seríamos vizinhos por um longo tempo. Pensando nisso, comecei a me aproximar.
— Mel! — a mais velha chamou a criança, quando a pequena correu pelo quintal. — Venha trocar de roupa antes de brincar, princesa, não quero seu pai chato resmungando na minha cabeça porque está com a roupa de escola ainda!
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Escolha Certa - CONCLUÍDO
RomanceVIZINHOS - "ENEMIES TO LOVERS" - CONVIVÊNCIA FORÇADA - COLEGAS DE TRABALHO - PAI SOLO - CRIANÇA FOFA - HOT+18 - FOUND FAMILY James Griffin, um homem marcado pelos traumas do passado, vive uma vida extremamente controlada, segura e previsível, tenta...
