JAMES GRIFFIN
EU NUNCA FUI UM CARA QUE SENTIU estupidamente as coisas, nunca deixei que as emoções atrapalhasse o meu processo de julgamento. Racionalidade era uma coisa que fazia parte de mim.
Lógico que tinha momentos em que eu deixava o meu lado emotivo tomar conta do meu corpo e tenho algumas situações em que posso provar isso, por exemplo: o instante em que consegui entrar na faculdade dos meus sonhos ou quando conheci a Verona na biblioteca da faculdade; o dia em que a beijei pela primeira vez; quando nos casamos; quando me contou que estávamos esperando um bebê, o dia em que minha filha nasceu ou o momento em que minha esposa nos deixou.
Esses foram momentos, que deixei o meu lado racional oculto para deixar as emoções tomarem conta do meu corpo. Mas em compensação, em momentos de pressão no trabalho ou quando tenho que ser mais duro com alguém à minha volta, nunca deixei as emoções falarem mais alto, mesmo ainda às mantendo comigo.
Ultimamente, tenho percebido isso ao lembrar de vários momentos da minha vida em que soube lidar com essa parte do ser humano. Quando algo de ruim acontecia, sabia como controlar a situação e fazer tudo na mais pacificação possível.
No meu trabalho, isso era essencial. Várias pessoas chegavam terrivelmente machucadas no HAV ao mesmo tempo, e o caos era instaurado quando tínhamos que lidar, não só com os pacientes, mas também com os familiares desesperados.
Muitas cirurgias diárias acabavam terminando em óbitos que não eram desejados ou diagnósticos terminais e paliativos, mas como profissional, uma camada fria e impassível acabou se apossando de mim no decorrer dos anos.
No entanto, isso especificamente estava falhando desde quando encontrei Emma Conway chorando sozinha na praia por ser aniversário do seu irmão falecido.
Acabei percebendo como Conway tinha ficado um pouco mais reclusa com o passar da semana, e isso acabou me deixando mais incomodado do que eu gostaria de admitir, foi por conta disso que, agindo guiado pelas minhas emoções, pensei em fazer alguma coisa diferente quando o final de semana chegou. E iria usar a minha filha para isso.
Estava um pouco nervoso, principalmente pelo fato de que tivemos um pequeno momento cheio de tensão sexual, mas nada disso conseguia me impedir de agir, parecia que meu corpo estava em comando próprio.
Minha irmã tinha saído para resolver algumas coisas relacionadas ao seu aniversário que seria no próximo final de semana, então, chamei Mel para irmos até a casa de Emma com a desculpa de que minha filha estava com saudade da sua cachorra, mas não me preparei para encontrá-la com um biquíni vermelho, a barriga lisa a mostra e vestindo um short branco molinho e um chinelo de dedo também branco assim que abriu a porta.
Nunca a tinha visto com tanta pele exposta assim, e isso mexeu com partes do meu corpo que eu achei que ficariam adormecidas pelo restante da minha vida. Não poderia estar mais enganado.
Os seios, mal cobertos pelo tecido fino da peça eram fartos e podia jurar que tinha duas bolinhas ao lado dos mamilos. Ela tinha piercings, caralho? Na porra dos peitos?
A cintura era fina e lisa, a pele branca parecia macia e tinha uma pequena pintinha bem perto do cós do short. Os quadris eram um pouco mais largos, dando-lhe curvas deliciosas e que me deixavam com uma vontade avassaladora de apertar.
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Escolha Certa - CONCLUÍDO
RomanceVIZINHOS - "ENEMIES TO LOVERS" - CONVIVÊNCIA FORÇADA - COLEGAS DE TRABALHO - PAI SOLO - CRIANÇA FOFA - HOT+18 - FOUND FAMILY James Griffin, um homem marcado pelos traumas do passado, vive uma vida extremamente controlada, segura e previsível, tenta...
