JAMES GRIFFIN
PASSEI MEUS OLHOS PELO AMBIENTE, vendo minha irmã conversar freneticamente com Marilyn, Matteo, Hailey e Raphael; Nick e Davis estavam brincando com as crianças na pista improvisada que criamos; Carter, como sempre, estava quieto no seu canto, devorando os doces espalhados na mesa e, bem perto dele, vi Emma conversando animadamente com Marcos.
Spencer falou alguma coisa bem próximo ao ouvido dela, que a fez gargalhar ainda mais e se inclinar minimamente na direção do idiota. Senti meu estômago embrulhar e meu coração acelerar no mesmo instante e não era nenhum pouco o efeito da bebida que eu tinha em meu copo.
Seja lá o que Calissa dizia ao meu lado, já não entrava mais pelos meus ouvidos. Meu foco estava completamente nos dois e na forma como pareciam se entender muito bem e estivessem dentro de uma bolha particular e nada mais no mundo importava.
Eu já estava me contorcendo de ciúmes desde o momento em que vi os dois irem lá fora e retornarem depois de alguns minutos, e não era difícil admitir para mim mesmo que isso estava acontecendo, porque era a mais pura verdade. Tão nítido como água cristalina.
Apertei o copo entre meus dedos antes de dar um longo gole no líquido azul, acabar com ele em segundos e pedir licença para Walton, indo em direção a saída da casa até chegar no parapeito da varanda de madeira e me encostar ali.
Respirei fundo tentando controlar os sentimentos conflituosos que me atingiam. Estava tudo me acertando como um tsunami ao ponto de me deixar zonzo. Completamente sem rumo.
Não fazia ideia de quanto tempo havia ficado ali, sentindo a brisa fresca do mar soprar no meu rosto, fazendo meus fios mexerem levemente e tentando organizar a bagunça que morava dentro de mim até ouvir passos se aproximarem.
Olhei sobre o ombro, vendo minha mãe caminhar até onde eu estava.
— Deveria estar lá dentro — Falei, voltando a encarar as ondas calmas do mar.
Ela se colocou ao meu lado e estendeu um dos dois copos que estavam nas suas mãos; aceitei-o.
— E você também.
— Já estava voltando — sorvi um gole do álcool.
— Posso saber por qual motivo está aqui? Ou terei que adivinhar? — Perguntou, direta como sempre.
— Não tenho nenhum motivo, dona Susan — dei o sorriso mais falso que já tinha dado na vida e completei: — Apenas vim tomar um ar.
Ela estreitou os olhos na minha direção.
— Hum... E você espera que eu acredite? — não tive tempo de responder, já que ela continuou: — Te conheço como a palma da minha mão, querido, fui eu quem te criou, lembra? Acha que pode mentir pra mim?
— Estou dizendo a verdade, mamãe, não aconteceu nada.
Ela revirou os olhos.
— Você está com ciúmes, não é mesmo?
Meu corpo paralisou no mesmo segundo.
Estava tão claro assim?
— Eu não… — tentei negar.
— O quê? Não está com ciúmes? É, a fase da negação é uma merda mesmo — falou, me olhando com os olhos acusadores, mas cheios de diversão, como se tivesse me pegado no pulo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Escolha Certa - CONCLUÍDO
RomanceVIZINHOS - "ENEMIES TO LOVERS" - CONVIVÊNCIA FORÇADA - COLEGAS DE TRABALHO - PAI SOLO - CRIANÇA FOFA - HOT+18 - FOUND FAMILY James Griffin, um homem marcado pelos traumas do passado, vive uma vida extremamente controlada, segura e previsível, tenta...
