21.

265 17 9
                                        

JAMES GRIFFIN


— NÃO ACREDITO QUE NOSSA MINI FÉRIAS está chegando ao fim — Davis falou comigo assim que ficamos ele, Carter e eu.

— Pois é... — Comentei vagamente, meus olhos presos na interação de Marcos e Emma.

Eles estavam na varanda, sozinhos, conversando sobre alguma coisa bastante animada, o que parecia ter virado rotina entre os dois já que eles não se desgrudavam nunca desde ontem.

— Está olhando para eles como se fosse a porra de um psicopata — Carter disse, olhando para mim como se eu fosse um louco e com uma cara de deboche bem nítida.

— O quê? — perguntei finalmente tirando os meus olhos dos dois e dando atenção a eles.

— Para de encará-los assim, James! — Davis pediu, dando risada..

— Não estou encarando eles de jeito nenhum — passei por ele indo pegar um pouco de café para acalmar meus ânimos.

Abri a garrafa, despejando o líquido preto na xícara, meus olhos foram novamente até os dois quando acabei e prendi a respiração quando Marcos lançou um daqueles sorrisos cafajestes na direção da minha vizinha.

Ele não estava dando em cima dela, não é, porra?
Não era possível!
Marcos jamais faria uma coisa dessas. Ele pode ser um cretino, mas dar em cima de uma mulher que um de nós estava afim era demais até pra ele.

— Calma, James — ouvi a voz de Carter.
Ele me conhecia bem o suficiente para saber que eu estava ficando puto.

Beberiquei o líquido fumegante sem desviar o olhar e sentindo-o descer como areia misturada com vidro pela minha garganta. Nem a minha bebida favorita estava fazendo o seu devido trabalho direito.

— Acabará furando a cabeça do Marcos apenas com esse olhar na direção dele — Davis insistiu em me provocar.

— Não cansam de serem chatos, porra? — murmurei vendo que Mel estava vindo na nossa direção.

— E você não cansa de ser um ciumentinho, não? — Davis riu da minha cara de ódio na sua direção.

— Papai? — minha filha me chamou e eu a peguei no colo quando estendeu os braços para mim, agradecendo por ela vir e eu poder mudar de assunto. — Você poque tá com essa cala de blavo?

E lá se vai por água baixo a minha tentativa.
Ouvi a risada baixinha dos dois idiotas.

— Eu... — engoli em seco, pois não sabia qual desculpa inventar. Minha cabeça parecia ter dado pane.

— Conta a ela, Griffin — Davis deu um tapinha no meu braço e se afastou, junto de Carter, que me deu um daqueles olhares dele que irritam qualquer um e deixando-me com a minha filha me encarando com a maior expressão de confusão no rosto.

— E então, papai? — insistiu.

Respirei de maneira profunda.
— Não é nada, filha, estou apenas cansado.

— Essa não é a sua cala de cansado — cruzou seus bracinhos como se fosse uma adulta.

— Ah é? E como sabe disso, pacotinho?

Escolha Certa - CONCLUÍDOOnde histórias criam vida. Descubra agora