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JAMES GRIFFIN

NUNCA ESTIVE TÃO ABSORTO e surpreso quanto eu estava naquele momento. Mal raciocinei ao abaixar-me e pegar minha filha no colo, foi basicamente automático. Nem quando voltei a ficar de pé, consegui dizer alguma coisa de tão perplexo.

Apenas saí do choque quando minha filha cumprimentou animadamente a mulher a minha frente, que parecia tão espantada quanto eu. Mel parecia conhecer muito bem Emma, e pude ver, ao cumprimentá-la  de volta com um sorriso largo e lindo, que a loira também tinha conhecido a pequena.

— Olá, Mel. Como está? — perguntou para a minha filha, sua voz saindo ainda mais gentil que o normal.

Melissa sorriu com seus dentinhos pequenos, feliz por vê-la.

— Tô bem, Emma, muuuuuito bem. —  abriu os braços curtinhos, para demonstrar e dar ainda mais intensidade a sua fala. — E voxe?

Os olhos azuis cristalinos de Emma brilharam ainda mais, possivelmente pelo jeito de falar do meu pacotinho.

— Estou muito bem também, princesa. — olhou pra mim. — Apesar dos problemas chatinhos da vida.

Ela estava me chamando de chato na minha cara? Era sério? E desde quando eu era o problema aqui?

Ela quem estava se tornando uma pedra no meu sapato e eu só a conhecia por um dia. E agora, não só trabalharia comigo como também seria a minha vizinha. Morando DO LADO da minha casa.
Eu quem devia chamá-la de problema.

Não tive tempo de respondê-la quando minha irmã se colocou ao meu lado, também sorrindo para a desgraçada como se fossem amigas de longa data.

— Oi, Emma, tudo bem? — Bia perguntou, colocando a mão no meu braço. — Vejo que conheceu o senhor Griffin.

Revirei os olhos para a forma como minha irmã falou, mas não pude deixar de reparar na forma como sua testa se enrugou de maneira quase que imperceptível quando seus olhos caíram rapidamente no toque de Beatriz.

Mas não dei importância àquilo, não quando a ouvi resmungar um “infelizmente sim”.

Arqueei uma sobrancelha para a sua ousadia, que por sorte minha irmã não ouviu e perguntou:
— Como?

— Apenas disse que já o conheci sim.

— Não repare na cara mal-humorada dele. James pode ser um pouco chato, mas tem um bom coração.

— Beatriz! — a repreendi, fuzilando-a.

— Ei! Meu papai não é um pouco chato. — Mel veio em minha defesa e eu beijei o topo da sua cabeça.

— Tem razão, querida. — Bia concordou, o que era suspeito. — Ele é muito chato.

Respirei fundo.
— Já acabaram?

Minha irmã riu e virou-se para Emma.
— Vocês se conheceram agora? — queria saber, curiosa.

A loira me olhou em desafio antes de voltar a fitar Beatriz, e eu sabia que ela diria sobre o ocorrido de hoje, por isso intervi.

— Mais cedo, ela é minha residente no HAV — contei.

Minha irmã abriu os olhos, surpresa.

Escolha Certa - CONCLUÍDOOnde histórias criam vida. Descubra agora