JAMES GRIFFIN
DESCREVER O QUANTO EU ESTAVA FELIZ era impossível, pois a magnitude era tão absurda que eu mal conseguia mensurar.
Passei três anos focado somente na minha tristeza que não me lembrava que podia me sentir dessa forma, na verdade, nem tinha esperanças de que eu poderia viver isso outra vez, mas aqui estou eu, num parque de diversões em pleno domingo com a minha filha e com Emma, me sentindo a pessoa mais alegre do mundo ao vê-las rir ao tentarem me ganhar no tiro ao alvo.
— Papai você bom dimais — minha filha resmungou, antes de voltar a segurar a arminha com a ajuda da loira e voltar a atirar como se a sua vida dependesse daquilo, gargalhando alto.
— Eu sou bom em tudo, pacotinho — falei, convencido, acertando um alvo e me virando para as duas, encontrando o olhar de Emma em mim.
Ele estava brilhante, cristalino, cheio de uma emoção arrebatadora e na sua boca tinha um sorriso tão grande e lindo que me deixava rendido sem ao menos tentar.
Como alguém conseguia ficar cada vez mais linda a cada vez que eu a via?
Porque era isso que acontecia com Emma Conway.
Ela conseguia ficar ainda mais maravilhosa do que quando a olhava há um minuto.
Fomos no carrinho bate-bate, no qual tive que fugir como um doido das duas que me perseguiam no outro carrinho e todas as vezes que minha filha me batia, ela, assim como Emma davam gargalhadas tão altas que me deixava hipnotizado por vários segundos.
Em seguida optamos pela roda gigante, no qual tive que ficar com a minha filha no colo, pois ela estava com um pouco de medo da altura, mas assim que viu o mar se estender na nossa frente, ficou encantada e seu medo foi embora no mesmo instante.
Quando fomos para o carrossel, a garotinha sorria de orelha a orelha sentada comigo no cavalinho e dava tchauzinhos para Emma a cada cinco segundos, que era correspondido pela loira logo depois.
O que Melissa mais gostou com certeza foram as camas elásticas que tinham algumas piscina de cubos e de bolinhas do lado. E ela fez nós dois entrarmos com ela, já que era permitido adultos, e ficamos ali por muito tempo, pulando e brincando, arrancando risadas de nós três.
E mesmo que eu estivesse muito cansado depois de brincar por horas, não me sentia nem um pouco mal-humorado, como normalmente fico quando estou exausto. Pelo contrário, me sentia realizado, contente e muito feliz.
Comemos alguns doces, um cachorro quente meio duvidoso, alguns sacos de pipocas e claro, jujubas já que Emma não vivia sem aquelas balas açucaradas.
O dia passou tão rápido que fiquei até um pouco desapontado. Mas foi muito bem aproveitado.
Agora, voltando para casa, eram quase sete da noite e minha filha dormia tranquilamente na cadeirinha no banco de trás conforme eu dirigia com uma mão no volante e a outra fixa na coxa de Emma sentada só meu lado.
— Foi um dia incrível — falou, sorrindo como se fosse o dia mais feliz da sua vida. O meu, sem dúvidas, era depois de muito tempo.
— Eu também achei — concordei, entrelaçando seus dedos no seu. — Fazia muito tempo que eu não me sentia assim.
— Assim como? — perguntou, e podia sentir que me olhava.
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Escolha Certa - CONCLUÍDO
RomanceVIZINHOS - "ENEMIES TO LOVERS" - CONVIVÊNCIA FORÇADA - COLEGAS DE TRABALHO - PAI SOLO - CRIANÇA FOFA - HOT+18 - FOUND FAMILY James Griffin, um homem marcado pelos traumas do passado, vive uma vida extremamente controlada, segura e previsível, tenta...
