27.

233 16 0
                                        

EMMA CONWAY

ACORDEI COM UM TOQUE DE CELULAR tocando, ou melhor, dois toques. Abri um pouco o olho, mexendo-me incomodada por ser acordada antes do sol sequer nascer.

James resmungou contra o meu pescoço, também parecendo irritado por ser arrancado do mundo dos seus sonhos, mas o vi se virar na cama para ver quem era ao mesmo tempo em que eu pegava o meu na cabeceira da cama.

Estranhei ao ver mensagens dos nossos amigos do hospital e ligações diretas de lá.

— É do hospital — James franziu a testa antes de atender.

Não prestei atenção no que conversou, não quando eu desbloqueei a tela, vendo as mensagens que estavam destacadas ali.

Tinha acontecido uma explosão em um apartamento após uma falha no encanamento de gás, atingindo um aglomerado de prédios de cinco andares e ocasionando um desabamento nas estruturas.

Muitas pessoas feridas, tantas que tínhamos certeza de que não sairíamos do HAV tão cedo.

— Troca de roupa. Vou avisar a Beatriz que estamos saindo — Griffin avisou, já de pé ao lado da cama e saindo do quarto.

Não demorei a me levantar também, indo rapidamente jogar uma água no corpo para acordar; ainda eram três da manhã. James em algum momento entrou comigo, mas nem tive tempo de raciocinar sobre isso, pois quando percebi já estávamos com a roupa vestida e indo diretamente para o hospital.

Ao chegar lá, tudo estava um caos.

Todos estavam andando de um lado para o outro, correndo com macas ou atendendo as pessoas com feridas leves que estavam ali no PS ou pelos corredores, a maioria sendo enfermeiras e técnicos, pois estava reparando que todos os cirurgiões já estavam ocupados nos centro cirúrgicos.

Carmen a enfermeira chefe, veio a passos rápidos na nossa direção, depois de nos ver com os scrubs já trocados e indo em direção às pessoas feridas que estavam no pronto-socorro.

— Que bom que vocês chegaram — falou, um pouquinho ofegante e algumas gotas de suor na testa.

— Onde precisam da gente? — James perguntou, olhando as pranchetas que estavam no posto de enfermagem, onde Rose e Josh trabalhavam sem parar dando informações ou digitando em seus computadores.

— Duas ambulâncias estão vindo pra cá — olhou para um relógio digital que tinha na parede. — Chegam em cerca de seis minutos.

— Qual o estado dos pacientes? — eu perguntei dessa vez.

— Não tenho tantos detalhes, mas sei que é uma mulher entre vinte e cinco e trinta anos, com uma dilaceração em quase toda a perna esquerda. E uma criança de oito que quebrou cinco costelas, atingindo vasos sanguíneos e está com hemorragia interna.

Não tivemos tempo de responder, a primeira ambulância estacionou rapidamente na vaga disponível para ela, e pude ver um bombeiro abrir as portas traseiras e mais duas mulheres e um homem da mesma profissão descer com a maca que tinha uma mulher deitada.

Ela estava coberta de sangue, a perna quase inteira com uma ferida exposta, deixando em vista até os ossos, alguns deles até quebrados.

Escolha Certa - CONCLUÍDOOnde histórias criam vida. Descubra agora