JAMES GRIFFIN
FALEI PARA EMMA QUE IRIA APENAS avisar a Beatriz que passaria a noite lá na sua casa e para pedir que ficasse de olho em Melissa caso minha filha acordasse e acabasse me chamando no meio da noite, então não demorei a fazer isso, colocando também uma calça de moletom e uma camiseta que normalmente usava para dormir e retornei, batendo na porta da sua casa em seguida.
Confesso que estava um pouco nervoso, com as emoções à flor da pele, pois não sabia o que eu encontraria quando ela abrisse a porta, mas nada me preparou quando ela puxou a madeira, agraciando-me com a visão dela com um pijaminha para lá de indecente, com o tecido de seda, o short curto e a blusa com um decote em “v” e rendinha nas bordas, deixava muito pouco para a minha imaginação, que vem se mostrando muito fértil como a de um adolescente cheio de hormônios e não de um cara de trinta e quatro anos desde que a conheceu.
— Pode entrar — deu um passo para o lado, indicando para que eu fizesse o que pediu, mas era difícil me concentrar quando os seus mamilos e os piercings marcavam o tecido leve.
Soltei uma risada fraca e balancei a cabeça em negativa. Como eu iria passar a noite com ela desse jeito? Era um tipo de teste de resistência, porra? Porque se fosse, eu já estava começando muito mal.
Passei por ela, e foi involuntário não respirar um pouco mais fundo para sentir o cheiro delicioso de baunilha e flores que emanava dela. Porra! Eu estava atrás de cada migalha possível, por mais patético que parecesse.
Nos direcionamos até a sua sala de estar que era em conceito aberto com a cozinha e eu aproveitei esse momento para correr os meus olhos pelas coisas posicionadas ali. A casa tinha a cara dela. Com decorações coloridas, objetos que complementam a sua personalidade e deixavam claro que Emma Conway morava naquela casa.
Tinha muitas almofadas nos dois sofás em tom creme, um tapete fofo, algumas plantas pequenas, decorações de desenhos animados, que eu tinha certeza que minha filha ficaria louca se visse, e também de lugares espalhados pelo mundo, e claro, muitos porta-retratos, que eu fiz questão de ver cada um deles.
A maioria era dela, ainda criança — muito fofa por sinal —, com um outro garotinho. Em todas eles estão sorrindo, parecendo muito felizes, mesmo que em algumas delas estivessem num quarto de hospital.
Não foi difícil deduzir quem era ele e pelo olhar nostálgico e tristonho que Emma observou a foto, tive ainda mais certeza de que era o seu irmão Ethan.
— Ele era a pessoa mais amorosa que eu conhecia, sabia? — Falou, quebrando o silêncio. — Mesmo doente e sendo pequeno, ainda me fazia rir com o seu jeitinho carinhoso e frases absurdas.
— O que ele tinha? — perguntei quando ela voltou a ficar quieta.
— Leucemia Linfóide Aguda — contou, piscando mais vezes, provavelmente para dissipar as lágrimas que se acumulavam nos seus olhos.
Peguei sua mão, levando-a até o sofá, onde nos sentei e a puxei para que pudesse deitar no meu peito conforme fazia carinho no seu cabelo com uma, e segurava as suas mãos com a outra no meu colo.
A LLA era a leucemia mais comum em crianças, mas a taxa de cura era muito alta.
— E, eu sei que deve estar pensando que essa doença tem um percentual de cura muito grande, mas isso não anula a taxa pequena de mortalidade. Meu irmão, infelizmente, fazia parte dessa pequena porcentagem.
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Escolha Certa - CONCLUÍDO
RomanceVIZINHOS - "ENEMIES TO LOVERS" - CONVIVÊNCIA FORÇADA - COLEGAS DE TRABALHO - PAI SOLO - CRIANÇA FOFA - HOT+18 - FOUND FAMILY James Griffin, um homem marcado pelos traumas do passado, vive uma vida extremamente controlada, segura e previsível, tenta...
