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JAMES GRIFFIN

— EU AMO OLHAR PARA ESSA VISTA — Emma disse, olhando para o mar com suas ondas pacíficas, o céu começando a escurecer e as estrelas aparecendo pela janela da sua sala.

Seu olhar longe, distraído, como tinha passado todo aquele dia.

Hoje era o dia do seu aniversário, dia dezoito de agosto, um dia que para ela, era um dos mais tristes. Onde as lembranças da sua maior perda vinha com tudo.

Ela tinha perdido o irmão, a pessoa que mais amava, em uma data que deveria ser comemorada, a mais feliz de todas.

Eu sabia o quanto era difícil aquele momento, que era delicado e que nada do que eu dissesse, faria com que ela sentisse menos dor e menos tristeza.

— E eu amo olhar pra você — falei, com os olhos fixos no seu rosto de perfil.

Ela sorriu. Um sorriso terno e lindo, mas curto.

Virou a cabeça para mim, me presenteando com as suas órbitas azuis cristalinas e com um brilho amoroso que me deixava sem chão.

Ela era tão linda. Deslumbrante. Como uma obra perfeitamente detalhada e feita a mão.

Tão encantadora que me deixava sem ar, maravilhosa de uma forma que tirava qualquer resquício da minha sanidade apenas por ter meus olhos nela.

A mulher mais linda que eu já tinha visto na minha vida. Com um charme natural que era difícil resistir.

Foi o seu olhar que me trouxe paz e aconchego depois de tanto tempo, um olhar doce e misterioso, era um olhar diferente, gostoso de se ver, que apenas ao encontrar com os meus me fazia sorrir.

— O que foi? — Perguntou.

— O quê?

— Por que está me olhando assim? — sorriu ainda mais.

— Nada. Apenas te admirando. Me perguntando como alguém tão linda como você pode existir de verdade.

Suas bochechas ficaram vermelhinhas, cheia de vergonha.

— Você é louco, sabia?

— Sou mesmo. Eu sou louco por você.

Ela jogou os braços ao redor do meu pescoço, deixando um beijo demorado na minha boca.

— Eu quero te mostrar uma coisa — falei, sem deixá-la se afastar.

— Que coisa? — quis saber, curiosa como sempre.

— Terá que usar uma venda.

Lamentou, mas concordou depois de alguns minutos, deixando eu colocar a venda nos seus olhos.

— É longe? — questionou quando fomos para o lado de fora.

— Não — respondi. — É aqui no nosso quintal mesmo.

— Então por que tenho que usar venda?

Dei risada.
— Já vai saber, curiosa.

Murmurou algo incompreensível e eu a ajudei a chegar até próxima da árvore de cerejeira, onde preparei algo especial.

Escolha Certa - CONCLUÍDOOnde histórias criam vida. Descubra agora