13.

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JAMES GRIFFIN


— NÃO ACREDITO QUE COMEÇARAM a comer sem mim — Marcos, como sempre, chegou com a sua costumeira gritaria.

Ele deixou uma sacola com carne junto das outras em cima da mesinha ao lado da churrasqueira, onde Davis Robinson virava algumas delas.

— Ninguém mandou você ser um filho da puta atrasado — Carter Meyer reclamou, daquele jeito mal-humorado que era característico dele. Se as pessoas me achavam chato e arrogante, era porque ainda não tinham trocado mais do que duas frases com Carter.

— Ei! — Nicolli lançou um olhar repreendedor na direção do nosso amigo. — Tem crianças presentes, idiota.

— Idiota — Daniel, filho de Nicolli com Davis, repetiu.

— Não, filho — Davis, olhou na direção do garotinho de cinco anos. — Não pode dizer isso!

— Idiota — o pestinha repetiu outra vez, dando gargalhada. — Filo da puta.

— Filo da puta — minha filha imitou, soltando uma risada.

— Melissa! — gritei ao mesmo tempo que minha irmã.

— Tá vendo, porra? — Davis passou a mão pelo cabelo, fuzilando nosso amigo.

— Tá vendo, porra? — Mel e Daniel falaram em uníssono, os dois achando graça daquela situação sem entender nada, e fazendo Marcos,  que era o adulto com mentalidade de criança, rir também.

— Parem de falar palavrão, caralho! — Nicolli, reclamou, irritada.

— Calalo — as crianças disseram, ainda achando aquilo a coisa mais legal do mundo.

— Isso tudo é culpa do Marcos — Davis disse, indo até o filho e eu fui até a minha garotinha.

— Minha? — Spencer perguntou, incrédulo. — Eu acabei de chegar!

— Melissa — chamei a minha filha assim que abaixei na sua frente. — Não pode dizer essas coisas, ok?

— Calalho, porra, idiota, filo da puta — teimosa, repetiu cada uma das palavras.

Balancei a cabeça em negativa, passando a mão pelo rosto.
— Isso é um desastre.

— É sua, sim — Carter também acusou o loiro. — Até antes de você chegar ninguém tinha xingado ainda.

— Não tenho culpa se vocês são um bando de bocas sujas, porra!

Todos lançaram olhares fulminantes na direção dele pelo palavrão.

Spencer levantou as mãos em rendição.
— Foi mal, foi mal. Apenas um deslize.

Ninguém teve tempo de respondê-lo, pois uma silhueta acabou chamando a atenção de todas as pessoas que estavam ali presentes quando começou  a vir na nossa direção, parecendo um pouco envergonhada.

Seus passos eram leves e tímidos, a cascata loira, com ondas naturais, caía pelas suas costas e ao seu redor e, por conta do vento vindo do mar, colocava vez ou outra uma mecha atrás da orelha. A pele branca era reluzente, com pouquíssimo bronzeado e parecia ser muito macia e deliciosa ao toque. Os olhos azuis magníficos como faróis. Ela era absurdamente linda.

Escolha Certa - CONCLUÍDOOnde histórias criam vida. Descubra agora