Observando.

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Passamos o dia inteiro procurando por notícias do Brady, em todo lugar mesmo, tentamos ligar ou falar com algum parente mas todas as nossas tentativas foram falhas, é como se ele tivesse sumido do mapa.

Tristan: Tá, por que a gente não começa a pensar na última alternativa que é pouco provável, mas é uma possibilidade ?

Mason: Do que tá falando ?

- Da OSA.

Mason: Esse trem não existe rapaziada, isso é lenda pra assustar calouro.

Tristan: Pra mim faz sentido, uma organização parará, que sumia com quem ficava sabendo da existência. - Ele diz juntando as peças.

No final das contas Mason se recusava a acreditar na tal da OSA, já Tristan tinha certeza que era isso que tinha acontecido e eu tava no meio termo.
Agora a noite Mason saiu pra ver uma de suas presas e eu aproveitei pra ir até a biblioteca no cantinho escondido, me isolei lá com um notebook e alguns livros, deitada no chão repleto de almofadas fazendo pesquisa sobre a organização, estava tudo bem silencioso, não tinha mais ninguém ali além de mim, mas eu estava ouvindo passos, me abaixei um pouco mais e vi dois pares de pernas, fiquei em silêncio, eram ambos sapatos masculinos, eu não conseguia ouvir o que estavam conversando mas ouvi cochichos, em alguns minutos eles saem dali, o som dos passos ecoando baixo pelos corredores a fora.

Miguel: O que tá lendo ?

- Porra, não aparece assim, você me assustou. - Coloco minha mão em meu peito, meu coração quase saindo pela boca.

Miguel: Foi mal. - Ele ri se sentando ao meu lado pegando meu notebook olhando o que eu estava pesquisando. - Agora você também acredita na OSA?

- Não exatamente, um o amigo meu, o Brady sumiu, e bem...é uma possibilidade, né ?

Miguel: Eu posso ajudar você.

- Como você poderia me ajudar ? Você só me atrapalha desde que eu cheguei.

Miguel: Eu sou aluno destaque, tem uma reunião apenas pra esses alunos todo bimestre, se eu te convidar você pode entrar e ver se achou algo estranho. Fora que na sala onde acontece essas reuniões tem meio que o histórico de toda a universidade, se realmente existiu ou existe uma OSA, com certeza vai tá lá. - Ele dá de ombros.

- Não é mais fácil você só procurar alguma coisa sobre isso lá e me contar ?

Miguel: Por que eu te entregaria tudo de mão beijada ?

- Você adora complicar as coisas.

Miguel: Pra você eu amo complicar tudo.

Ele dá um sorriso genuíno e volta a mexer no computador pesquisando algumas coisas que eu nem tinha cogitado em pesquisar. Eu por minha vez encosto minha cabeça no seu ombro.

Miguel: Resolveu baixar a guarda ?

Reviro meus olhos.

- Para de chorar, para de reclamar.

Ele ri mais uma vez e continua mexendo no meu notebook, anotamos mais algumas coisas que poderiam ajudar e quando todo o material estava guardado eu volto a me deitar tranquilamente.

- Até que você serve pra alguma coisa.

Ele revira os olho subindo em cima de mim apoiando o peso usando os braços.

- Ihhh, que isso, sai de cima Tarzan. - Dou uma risada meio nervosa.

Miguel: Nem, eu até faria isso, mas não tem nada mais legal do que ver você ficando toda desconcertada. - Ele segura a parte de trás da minha coxa levantando minha perna e colocando a mesma entrelaçada em sua cintura, eu faço o mesmo com a outra e ele me olha com um sorriso. - Parece que estamos evoluindo.

- Só pra não ficar feio de jeito, imagina que paia? Uma perna em cima e a outra embaixo. Toda meio manca.

Miguel: Por que você só não admite que tem interesse em mim ? Você pode até não gostar de mim, mas eu tenho certeza que você tem interesse.

- Tá errado, eu nem gosto de você e muito menos sinto atração, só tô te suportando agora por que você tá me ajudando.

Miguel: É? - Ele diz com a voz baixa se aproximando do meu rosto.

- É...

Miguel acaricia minha cintura dando um aperto forte em seguida que me fez grunhir, a mão foi pro meio da minha barriga subindo, passando entre o vão do meu busto, voltando a descer e parando em minhas costas que até então estavam arqueadas.

Miguel: Quer dizer que essa reação aqui é a mesma que você teria com qualquer outra pessoa ?

- Provavelmente, você usa pontos específicos pra me atingir.

Miguel: Na verdade eu só toco aonde eu tenho vontade na hora. - Ele dá de ombros, os olhos fixos em minha boca me fazendo arfar por antecipação.

POV Miguel

S/n: Isso é assédio sabia ? - Ela fala em um tom sarcástico.

- Tão assédio que eu trisco aonde eu quiser e você nunca faz nada pra me impedir. Você só é marrento e se faz de difícil, nada demais.

S/n: Nada demais mas você não sai do meu pé desde que eu cheguei aqui.

- Fazer o que se você é exatamente o meu tipo. - Agarro sua nuca e beijo seu maxilar descendo os beijos pelo pescoço, sorrio ao vê-la arfar e se contorcer embaixo de mim com o toque da minha boca.

S/n: Tanta gente aqui e você só vem atrás de mim.

- Bingo, eu tenho uma obsessão em você, tava certa o tempo todo. - Falo com um sorriso de canto na boca enquanto avaliava cada detalhe do seu rosto.

Vi os olhos da S/n rolarem pra baixo e dou um sorriso malicioso.

- S/n, que safada, pra onde você tá olhando ? - Falo apenas pra irritar a mesma.

S/n: Eu consigo ver a janela pelo espaço que fica debaixo das suas pernas...tinha alguém observando a gente.

- Tem cada galera tarada aqui em. - Reviro os olhos me sentando ao lado dela.

S/n: É melhor a gente voltar pros nossos dormitórios, isso tá esquisito.

- Zero escolha né ?

Me levanto e a ajudo com suas coisas, levo ela até o dormitório dela e em seguida vou pro meu. Uma ligação surge em meu celular, mas eu ignoro completamente a chamada e só me jogo na cama.

Longe de mim - Miguel MoraOnde histórias criam vida. Descubra agora