Velhos Tempos
Era um dia normal em Paris e ao descer para a cozinha, Marinette ouve Sabine ao telefone com o pai de Tom, Roland, pedindo-lhe para vir comemorar o aniversário de 40 anos do filho. No entanto, Roland desliga na cara dela.
-O meu avô não vem de novo, não é?
Sabine
-É, eu fiz tudo o que podia. O seu pai ia ficar tão feliz. Ele não fala muito sobre o que sente, mas eu tenho certeza de que fica triste por não ver o pai. Que pena.
Marinette
-Eu queria muito conhecer o vovô um dia.
Sabine
-Ele não sai de casa nem vê ninguém há mais de 20 anos.
Marinette
-Por que?
Sabine
-É quem... ele é meio tradicional, não é muito moderno. Mas é antiquado.
Marinette
-Mas o que aconteceu a 20 anos?
Sabine hesitou por um momento, enquanto desligava o telefone e apoiava as mãos no balcão. O olhar dela se perdeu por alguns segundos, como se estivesse vasculhando memórias antigas, antes de responder.
-É um pouco complicado, Marinette… Foi uma discussão entre ele e o seu pai. Eles nunca mais se falaram depois disso.
Marinette
-Mas… por causa de quê? Uma briga que durou vinte anos?
Sabine
-O seu avô sempre quis que o Tom seguisse a padaria da maneira dele. Muito rígido. Tudo com medidas exatas, sem invenções. Mas seu pai… bem, você conhece o seu pai, sempre criativo, sempre querendo fazer algo diferente. Quando ele começou a criar suas próprias receitas, Roland ficou furioso. Disse que estava desonrando a tradição da família.
Marinette
-Mas isso é tão… bobo. Eles podiam ter conversado, resolvido...
Sabine
-Às vezes, o orgulho fala mais alto que o amor. E os dois têm muito orgulho… Só que agora, com o tempo passando, acho que seu pai ainda tem esperança de uma reconciliação.
Marinette olhou para a foto da família pendurada na parede, onde Tom sorria segurando uma bandeja de pães, ainda jovem. Ela sentiu um aperto no peito, pensava em como seria doloroso não ter contato com alguém tão próximo por tanto tempo.
-Talvez… talvez a gente possa fazer alguma coisa.
Sabine sorri com ternura.
-Não se preocupe com isso, querida. Só quero que o aniversário do seu pai seja especial. Vamos preparar uma festa linda, mesmo que o Roland não venha.
Marinette assentiu, mas em seu olhar já surgia aquela faísca típica de quando tinha uma missão em mente. Ela não era apenas uma heroína sem máscara, como Lordbug e Cat Noir a chamavam, era também uma neta determinada e ela pensa.
"-Se meu avô não quer vir até aqui… talvez eu deva ir até ele."
E sem que ninguém saiba, ela procura o endereço de Roland Dupain e decide que, como presente para o pai, ela o reunirá com o pai dele.
-Pronto, o presente perfeito.
Depois de um tempo, Marinette chega à casa de Roland, mas teme que, se lhe disser quem é, ele não a deixe entrar. Por isso, toca a campainha e diz a Roland que é sua amiga, mas Roland afirma que não tem amigos e se recusa a deixá-la entrar. Ela tenta novamente, mas sem sucesso.
-Tá bom, desisto.
Marinette, tristemente, prepara-se para ir para casa, mas vê Roland deixar um entregador de farinha entrar. E Marinette tem uma ideia, então ela corre de volta e informa ao entregador.
-Oi, eu sou a neta do Sr. Dupain, eu ia entrar agora mesmo. Pode me dar a farinha, eu entrego pra ele.
Entregador
-O Roland tem uma neta?
Marinette
-É que ele não fala muito sobre isso, ele é bem reservado.
Entregador
-Tá bem.
Ele entrega o saco de farinha pra Marinette, mas a vê fazendo esforço para segurar.
-Quer ajuda?
Marinette
-Não precisa. Eh... Pode me emprestar o boné? Eu quero fazer uma pegadinha com o meu avô.
O entregador entra na brincadeira e lhe empresta o seu boné. Quando Marinette entra na casa de Roland, ela se surpreende com o quão antiquado é o ambiente. Roland vive em um lugar que parece ter parado no tempo. As paredes são cobertas por fotos antigas da família e prateleiras cheias de objetos que mais parecem relíquias. O cheiro de pão fresco ainda está no ar, mesmo que a padaria esteja fechada há anos.
"-Quando a mamãe disse que ele era antiquado, eu não esperava que fosse tanto assim".
Então, ela avista Roland, que está ocupado assando pão.
-Pode deixar a farinha no lugar de sempre, Gilbert.
Marinette
-Eh... Onde?
Isso pega Roland desprevenido, que se vira para olhar pra ela.
-Você não é o Gilbert.
Marinette
-Eu sou a Guinevere, prima dele.
Roland
-Você não é jovem demais para entregar farinha?
Marinette
-Tô fazendo estágio. Porque eu... quero ter minha própria loja de farinha algum dia.
Embora Roland pareça um pouco desconfiado, ele aceita essa desculpa e volta a mexer na massa.
-É bom ser ambicioso. Pode deixar a farinha ai e vá embora.
No entanto, Marinette coloca a farinha no chão e não vai embora e, em vez disso, começa a fazer perguntas e olhar ao redor da casa, para grande irritação de Roland.
-Então você é padeiro?
Roland
-Você é uma entregadora de farinha ou uma detetive enxerida?
Marinette
-Desculpa! É que... nunca vi um lugar tão... tradicional assim. Dá pra sentir que cada detalhe aqui tem uma história.
Ela sorri de leve, tentando desarmar Roland.
-Aposto que você fazia os melhores pães de Paris.
Roland fala, sem virar, enquanto mexia a massa com firmeza.
-Fazia. Não faço mais pra vender. Só por hábito.
Marinette
-Mesmo assim… o cheiro é incrível. Parece aquele tipo de pão que te dá abraço só pelo aroma.
Roland levanta uma sobrancelha, intrigado pela comparação.
-Pão não dá abraço. Dá sustento.
Marinette ri suavemente.
-Tá… mas você entendeu o que eu quis dizer.
Ela olha para uma das fotos antigas na parede.
-Essa pessoa na foto… é o senhor, não é? E esse garoto do lado… é o seu filho?
Roland
-Não fale sobre ele. Ele fez escolhas. Escolheu virar palhaço na cozinha em vez de continuar a tradição da nossa família.
Marinette engole em seco, mas mantém a calma. Aquela era a oportunidade perfeita para seu plano.
-Com todo respeito, Sr. Dupain… às vezes, as escolhas que a gente faz são só jeitos diferentes de honrar quem veio antes.
Roland
-Honrar? Ele jogou fora tudo o que eu ensinei. Inventou receitas, mudou o jeito de fazer as massas. Isso não é honrar, é desrespeitar!
Marinette percebeu que esse assunto não iria para lugar algum, então ela reconheceu que o forno a lenha de Roland era um modelo raro dos anos 70.
-Esse forno… é um modelo raro, não é?
Roland
-Sim, ele está na minha família a gerações. Agora vá embora se já fez o seu trabalho.
Marinette em pensamento.
"-Isso vai ser mais difícil do que eu pensei".
Então ela olha em volta e vê os móveis de Roland, ela não sabia o que era a maioria das coisas e vê uma TV de tubo.
-Você tem um computador meio esquisito.
Roland
-Computador? Isso é só uma televisão, menina.
Marinette
-E isso ainda funciona.
Roland
-Não. Um dia fui tentar ligar e parou de funcionar.
Marinette
-Talvez tenha queimado alguma peça, o que eu acho que vai ser bem caro e difícil de conseguir, ou as antenas atuais não são compatíveis. A gente usa sinal digital ou assiste tudo pela internet agora, YouTube, Streaming, os canais de TV tem seus próprios sites na Google.
Roland bufou, cruzando os braços com certa impaciência.
-Tudo isso parece coisa de bruxaria pra mim. Antigamente, a gente só precisava de um rádio pra ouvir notícias e música.
Marinette sorriu, tentando suavizar o clima.
-Eu sei que parece muito diferente, mas não é tão complicado assim. E não é feitiçaria, é tecnologia.
Roland
-Antigamente, as coisas eram simples.
Então Marinette volta a antenção para a massa de Roland.
-Que massa linda.
A princípio, Roland não quer que ela toque na massa, mas ele permite depois de ver que ela sabe como sová-la. Ainda assim, ele insiste que ela é apenas uma colegial que recitou uma lição que aprendeu e não entende muito do assunto.
-Olha, eu sei muito sobre o assunto sim e talvez eu saiba mais do que o Senhor.
Roland
-Mais do que eu? Menina, eu faço pão há mais tempo do que você vive nesse mundo.
Roland olha para suas ratas de estimação.
-Ouviram isso, Charlotte, Marie-Louise e Marguerite?
As três ratas, empoleiradas no balcão, ergueram as orelhas como se realmente tivessem ouvido e entendido o comentário do velho padeiro. Marinette piscou surpresa.
-Você tem... ratas de estimação?
Roland
-Sim, essas três são minhas companheiras de trabalho. Charlotte é a mais velha, um pouco rabugenta, mas esperta. Marie-Louise é curiosa e adorável, e Marguerite... bem, Marguerite é a mais travessa de todas.
Marinette observava as três ratas com um misto de surpresa e encanto. Nunca imaginou que seu avô, tão rígido e sisudo, tivesse afeto por animais tão pequenos, e ainda por cima dava nomes e personalidades para elas.
-Uau… Elas parecem bem cuidadas. Aposto que adoram o cheiro de pão fresco.
Roland
-São exigentes. Se a massa não estiver perfeita, elas nem chegam perto.
Marinette
-Bom… então elas devem aprovar a sua massa todos os dias. Porque parece incrível.
Então Marinette decide dar uma provocada.
-Mas eu acho que eu ainda acho que sei mais de pão que o Senhor.
Roland
-Isso é o que nós vamos ver.
Os dois decidem assar pão cada um e ver qual é o melhor. Enquanto assa, Roland mostra a ela uma cantina que foi passada de geração em geração por sua família. Ele também reclama sobre como os romanos eventualmente assumiram o controle e começaram a colocar queijo e vegetais no pão, chamando-o de pizza.
-Eu gosto de pizza.
Roland
-Você gosta de pizza?!
Marinette
-Gosto, ué! Quem não gosta? Uma fatia quentinha, queijo derretendo…
Roland
-Pizza é uma afronta. Uma abominação molenga com cobertura. Isso não é pão, é uma desculpa para esconder o gosto da massa ruim. Não é assim que se faz! Não se põe queijo nem tomates na massa do pão, isso é igual o meu filho e a mulher que adicionaram farinha de arroz à massa para torná-la mais leve. Não é assim que se faz!
Marinette
-Mas, já provou o pão do seu filho para ver como é?
Roland
-Não! Eu não preciso provar se já tenho certeza de que não é delicioso.
Então os dois voltam a fazer pão e durante o processo, Marinette começa a puxar assunto.
-Se o meu pão for melhor que o seu, você concorda em fazer uma coisinha pra mim?
Roland concorda relutantemente. E enquanto trabalham na massa, Marinette começa a cantar uma música que Tom lhe ensinou, que Roland reconhece como uma música que ele costumava cantar com o filho sempre que cozinhavam juntos.
-Essa... essa música... eu costumava cantar com o meu filho quando ele era pequeno. Não tem como você conhecer ela, a menos que... Não pode ser...
Marinette
-Sim, eu sou sua neta, Marinette Dupain-Cheng.
Ele fica chocado no início, mas depois fica indignado e a expulsa furiosamente e se tranca na cozinha.
-Saia da minha casa, menina!
Marinette
-Olha, quer você goste ou não, você ainda é o meu avô e hoje é aniversário do seu filho. E a única coisa que eu te peço é que vá à festa de 40 anos dele.
Mas Roland se recusa a ouvir e vê suas ratas o julgando com os olhos.
-Não me olhem assim. Ela não deveria ter mentido.
E enquanto coloca o pão no forno, Roland expressa sua crença de que o pão de Marinette provavelmente ficará tão ruim quanto o de Tom. Hawk Moth sente a fúria de Roland e envia um akuma atrás dele, que infecta seu cantil.
[-Bakerix, eu sou Hawk Moth. E lhe ofereço o poder de punir qualquer um que não faça as coisas como deveria.]
Roland
-Claro, gostaria de croissants amanteigados e baguetes em troca?
Hawk Moth
[-Não. Em troca eu quero os Miraculous de Lordbug e Cat Noir.]
Roland concorda e se transforma em Bakerix. Enquanto isso, Marinette chama pelo avô, mas Bakerix aparece e anuncia que vai devolver Paris ao que era antes do mundo moderno. Ele então bebe um elixir que aumenta seu tamanho e força antes de partir. Em seguida ele sai de casa para "consertar" as coisas em Paris.
Enquanto isso, no quarto do Adrien, ele está no sofá do quarto escovando o pelo da Lady Lua, enquanto via TV.
-Você tinha que entrar na fase de troca de pelos agora, Lady Lua? A minha tia e o meu primo vêem pra cá em algumas semanas.
Lady Lua boceja e se estica. E Plagg, que estava sentado ao lado, comendo um pedaço de queijo, reclama dos pelos.
-Foi pelo no meu queijo.
Adrien
-Você já comeu queijo do chão.
E Lady Lua lambe Plagg, que começa a rir ao sentir cócegas, mas para em seguida para reclamar.
-Para com isso, Gatinha!
Adrien sorri ao ver Plagg se contorcer de leve com as lambidas de Lady Lua.
-Vocês dois são mesmo uma dupla impossível.
Então o jornal começa a passar na TV e Nadja anuncia a chegada de um novo supervilão, Bakerix.
-Parece que seu dia de beleza foi adiado, Lady Lua.
Plagg
-Ah, ótimo. Lá vamos nós de novo… Mal tive tempo de digerir esse pedaço de camembert!
Adrien
-Plagg, mostrar as garras!
Então Adrien sem transforma em Cat Noir e manda mensagem pro Lordbug sobre o vilão e Lordbug responde com.
"-Já estou indo, vou apenas pegar um Miraculous. Acho que vamos precisar de mais uma pata contra esse vilão."
Então Cat Noir sai pela janela do quarto e decide seguir o vilão às ocultas ao invés de atacar. Ele seguiu Bakerix até chegar no Louvre, onde vê Bakerix jogar o celular da Alya fora por que ela estava o filmando e telefones são para fazer chamadas, não para gravar, e rouba seu telefone. Bakerix então percebe a pirâmide do Louvre e se prepara para destruí-la, mas Cat Noir o impede com seu cajado.
-Eu gosto da pirâmide, ela é uma mistura do antigo e do moderno.
Então Bakerix bebe mais de seu elixir, aumentando seu tamanho e força, para espanto de Cat Noir, que percebe que ele e Lordbug precisam destruir o cantil de Bakerix, já que é onde provavelmente está seu akuma. No entanto, nesse momento, Bakerix levanta a pirâmide e a joga em Cat Noir, prendendo-o lá dentro.
Assim que Bakerix decola, Cat Noir se prepara para usar Cataclismo na pirâmide, mas Lordbug aparece nesse momento.
-Eu bateria no vidro com o bastão até ele quebrar se eu fosse você.
Cat Noir
-Milord! Sabe que não é muito tradicional um príncipe salvar outro príncipe, não é?
Lordbug
-Bem-Vindo ao século XIX, Gatinho.
Enquanto isso, Bakerix descobre sobre o Startrain e não fica nada entusiasmado, insistindo que se alguém quiser atravessar o mar para chegar ao Reino Unido, deve pegar um barco, e então fica enjoado. Então ele entra no prédio onde o trem está sendo apresentado.
-Senhoras e senhores, tenho más notícias. Esse trem está desativado.
Enquanto isso, Lordbug e Cat Noir chegam onde Bakerix está no momento em que o supervilão começa a levantar o trem.
-Que ótimo.
Lordbug entrega o Miraculous do cachorro pro Cat Noir.
-Faz a fusão de Miraculous. Não vamos ter tempo de chamar ninguém.
Cat Noir olha o Miraculous e faz uma piada de gato.
-Você sabe que cães e gatos não se dão bem, não é?
Lordbug
-É só por hoje, gatinho.
Cat Noir coloca o Miraculous do cachorro no pescoço e Barkk sai do Miraculous animada e abanando o rabinho enquanto flutua ao lado de Cat Noir. Barkk abana o rabinho com entusiasmo e emite um latido animado. Cat Noir sorri, sentindo a energia extra pulsar em seu corpo.
-Tá, cachorro e gato juntos... isso vai ser interessante. Plagg, Barkk, combinar.
E ele funde os Miraculous, ficando com um uniforme preto e branco com temática de gato e cachorro.
-Nada mal.
Lordbug dá uma risadinha.
-Aww, você parece um Border Collie.
Cat Noir
-Border Collie... Gostei, esse vai ser o meu nome de fusão.
Lordbug
-Tá Border Collie, seja um garoto bonzinho e tira as pessoas da estação enquanto eu resolvo as coisas no diálogo.
Border Collie
-Dialogo ou "diálogo"?
Lordbug
-Você entendeu. Agora vamos.
Enquanto isso, Bakerix estava começando a levantar o trem, até que Lordbug chega.
-Que tal der um pouco mais de respeito pelo transporte público?
Bakerix
-Respeito? Eu respeito a tradição! Esse trem moderno, essa loucura de avanço, não passa de uma afronta ao modo clássico de viajar. O mar é para ser cruzado a bordo de um navio, não por esses monstros de ferro e eletricidade.
Enquanto isso, Border Collie ajuda as pessoas a descer do trem, até que chega a vez da Chloé.
-Deveriam pedir ajuda da Queen Bee.
Border Collie
-Estamos bem por enquanto, mas eu não vou esquecer disso. Valeu Chloé.
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Miraculous LordBug Au
FanfictionE se o Luka tivesse ganhado o miraculous da joaninha? *Créditos aos criadores das bases de desenho utilizadas*
