Tempo Perdido
Era a segunda guerra mundial e Mestre Fu mais jovem e sua amada Marianne Lenoir estão fugindo de soldados nazistas que procurava a Caixa dos Miraculous por ordem de seu líder Adolf Hitler.
-Nós temos que ficar e lutar. Vamos usar os Miraculous, eu uso o da Joaninha e você o do Gato Preto.
Fu
-E se falharmos? Eles pegarão a caixa e vai ser o fim do mundo. Vamos para a Inglaterra, lá é mais seguro.
Marianne
-Não, eu quero ficar e resistir mesmo sem os Miraculous.
Fu permite isso, mas dá a ela um broche para se lembrar dele.
-Eu vou esperar por você, bem aqui, todos os dias.
Ele também tenta dizer outra coisa a ela, mas Marianne o interrompe.
-Me conta quando voltar.
Mas então eles são vistos por soldados nazistas, e são obrigados a se separar.
Nos dias atuais, e na cozinha do Liberdade o cheiro de café recém-passado se misturava com o leve aroma de pão torrado enquanto a luz do sol filtrava-se pelas janelas do barco. Na cozinha apertada mas aconchegante, Luka tomava um gole da bebida quente enquanto ouvia sua mãe com um olhar cansado, mas paciente.
-A diretora ligou ontem à noite. Ela disse que suas notas estão... na média. Nada desastroso, mas também nada espetacular. E que você tem faltado demais ou chegado atrasado. E que, quando aparece, às vezes é pego dormindo na aula. Você tem alguma explicação para isso?
Luka fica um pouco nervoso, ele sabe que o motivo disso é o seu trabalho como Lordbug, mas ele não pode revelar isso para sua mãe, não ainda, então ele inventa uma desculpa.
-Eu ando meio ocupado com a banda, o meu estágio, o ensaio do Cats e...
Ele olha o Mistoffelees, o gato preto e branco, que estava comendo ração.
-E o Mistoffelees não me deixa dormir a noite ultimamente.
Anarka levantou uma sobrancelha e cruzou os braços, encostando-se na pia.
-O Mistoffelees, é? Esse gato é um anjo dorminhoco durante o dia inteiro. Vai me dizer que à noite ele vira um poltergeist felino?
Luka sorriu sem graça, desviando o olhar. O gato, como se entendesse, miou baixinho e lambeu a pata com despreocupação.
-É coisa normal de gato. E eu prometo que vou melhorar, tá? Vou tentar dormir melhor e organizar melhor meu tempo.
Anarka
-Sei que você está tentando, Luka. Mas, às vezes, tenho medo que você esteja se cobrando demais. Não esqueça que você ainda é um garoto e precisa cuidar de si mesmo.
Luka assentiu, sentindo o peso das palavras da mãe.
-Vou tentar, mãe. Prometo.
Anarka
-E sua diretora disse que se continuar assim, você vai ter que fazer exames de recuperação ou trabalhos adicionais.
Luka
-Eu sei, mãe. Vou me esforçar mais, prometo. E é um dos motivos para eu ter feito teste pro musical do Cats que minha professora tá produzindo. Aliás, eu passei no teste.
Anarka ergueu uma sobrancelha com surpresa genuína e, em seguida, abriu um sorriso orgulhoso.
-Sério? Luka, isso é incrível! Qual personagem você vai interpretar?
Luka
-O Mr Mistoffelees, a Juleka até pediu pra Marinette fazer o meu figurino.
Então ele recebe uma notificação no celular e vê, era uma mensagem do Cat Noir no app de mensagens anônimas.
Pantera Negra (Cat Noir).
[-Milord, o Wayzz apareceu pra mim e disse que o Mestre Fu tá com problema, você pode ir lá no meu lugar? Eu tô ocupado, vou viajar de novo.😅]
Homem-Aranha (Lordbug)
[-De novo? Para onde?]
Pantera Negra (Cat Noir)
[-Adivinha quem foi convidado pro casamento de Henry de Gales e Meghan Markle. 😎]
Homem-Aranha (Lordbug)
[-Sério? Que chique gatinho.]
Pantera Negra (Cat Noir)
[-Pois é, não sei se vou aguentar esse mundinho real, mas fazer o quê, né? Trabalho é trabalho.]
Homem-Aranha (Lordbug):
[-Vai lá, Gatinho, mas não esquece de trazer lembrancinha pro seu parceiro aqui.]
Pantera Negra (Cat Noir):
[-Tá bom, milord. Agora vai lá ver o que o mestre Fu quer.]
Homem-Aranha (Lordbug):
[-Pode deixar, Cat. A gente se fala depois, boa viagem!]
Então ele guarda o celular e inventa uma desculpa para Anarka.
-Mãe, eu vou ter que ir pra uma entrevista de emprego de última hora.
Anarka ergueu uma sobrancelha, desconfiada, mas decidiu não insistir.
-Tá bom, só não demora, tá? E tenta não se perder no caminho.
Luka sorriu e pegou a jaqueta, enquanto Mistoffelees levantava o olhar preguiçoso, como se dissesse “boa sorte”. Mas antes dele sair, Juleka vai até ele segurando uma folha.
-Escrevi uma música nova pra banda, você quer dar uma olhada?
Luka pega a folha de Juleka.
-Eu leio no metrô, tá bom?
Luka guardou o papel cuidadosamente no bolso da jaqueta e sai. Enquanto isso, na mansão Agreste, Adrien estava no seu quarto terminando de arrumar sua mala, até que Lady Lua, sua majestosa Maine Coon prateada, se esfrega na sua perna.
-Tá tudo bem, Lady Lua. Eu só vou ficar fora por dois dias.
Ele se abaixa e passou os dedos pela pelagem macio da gata.
-Nathalie vai cuidar bem de você, prometo.
Lady Lua
-Meow.
Adrien
-Eu sei, você não gosta quando eu sumo assim. Mas é só um evento social. Dois dias. Nada de mais.
Plagg, que estava comendo um pedaço de camembert, entra na conversa.
-Dois dias?! Isso são quarenta e oito horas longe do meu estoque de Camembert particular. Como eu vou sobreviver?
Adrien
-Você vai mudar de ideia quando descobrir quanto queijo tem na cozinha do palácio. Aposto que vai até se sentir em casa.
Plagg levantou suas orelhas e deu uma sorrisinho.
-Agora tá falando a minha língua.
E enquanto isso, Luka chega na casa do Mestre Fu. E vê uma enfermeira lá.
-Uh... O que está acontecendo?
Enfermeira
-Quem é você?
Luka
-Eu...
Mestre Fu inventa uma desculpa na hora.
-Ele é meu afilhado.
Luka
-Ele vai ficar bem, doutora?
Enfermeira
-Vai sim, sabe como homens são, é só pegar um resfriado e pensam que vão morrer.
Então a enfermeira entrega uma receita para alguns comprimidos que o Mestre Fu precisa tomar.
-Compre isso na farmácia e ele vai ficar bom rapidinho.
Então a enfermeira sai.
-E não se esqueça de comer mais verduras, Sr.Chan. O senhor precisa de vibras para melhorar.
Quando ficam sozinhos, Wayzz sai do seu esconderijo e Tikki sai do capuz do moletom do Luka. Então Mestre Fu fala dramaticamente.
-Se algo acontecer comigo, eu quero que você e o Cat Noir cuidem da caixa dos Miraculous. Vocês serão os novos guardiões e...
Luka
-Ei, ei, mestre... Não fala assim. Não é nada grave. A enfermeira disse que você vai ficar bem.
Mestre Fu
-Eu tenho 186 anos. A médica não sabe disso.
Luka
-186? Sério?
Fu assentiu lentamente.
-É por isso que não posso me dar ao luxo de ficar doente.
Luka
-Tá bom, eu vou lá buscar o seu remédio e já volto.
Mas antes de Luka sair, Mestre Fu entrega um bilhete para ele.
-Foi por isso que eu chamei um de vocês. Quero que vá no endereço que está aqui, na beira do Sena às 11 horas. E entregue esse bilhete para uma mulher que usa um broche bonito com um ideograma chinês.
Luka
-Quem é ela?
Mestre Fu
-Alguém que sempre amei, mas nunca tive a chance de contar para ela. E eu percebi que esperei tempo demais para isso e não quero desperdiçar nem mais um minuto.
Luka
-Sei bem como é. Mas pode contar comigo, eu entrego a carta para ela.
Wayzz
-Traz logo o remédio dele. Apesar do que a médica disse, eu estou com um mau pressentimento sobre o que Mestre Fu tem.
Luka
-Tá bom, eu vou ver isso também.
Então Tikki se esconde no capuz do Luka, que sai da casa do mestre Fu e pega seu celular.
-São 10:57. Então eu tenho que ir pegar o remédio e ir correndo encontrar a mulher que o mestre Fu disse.
Tikki pousa no ombro de Luka.
-A farmácia é muito longe do Sena, não vai dar tempo.
Luka
-Posso me transformar no Lordbug para isso?
Tikki
-A transformação não deveria ser usada para coisas pessoais... mas... isso é diferente. É o pedido do guardião. E algo me diz que esse encontro é importante demais pra ser perdido. Então, permissão concedida.
Então Luka entra em um beco e se transforma no Lordbug, então ele sai se balançando pela cidade.
-Acho melhor entregar a carta da mulher que o Mestre Fu falou primeiro.
E enquanto isso, à beira do rio, Marianne senta-se ao lado de Xavier Ramier, que estava alimentando seus pombos, e começa a conversar com ele.
-Hoje é o dia, sei que ele virá. Dá pra sentir.
Xavier
-Ele é mesmo um homem de muita sorte.
Então Lordbug aparece e vê Marianne e reconhece o broche que Mestre Fu disse.
-Com licença, a senhora é... Marianne Lenoir?
Marianne
-Sim... sou eu.
Lordbug
-Então, uma pessoa me pediu para entregar isso pessoalmente à senhora.
Marianne pega a folha das mãos de Lordbug.
-Eu sei quem te enviou, Lordbug. Pode ir, quanto menos bapo, mais seguro estará seu segredo. Mas obrigado, Lordbug, espero por esse momento a muito tempo.
Lordbug
-Disponha.
Em seguida ele sai se balançando até a farmácia, onde ele entrega um bilhete para a farmacêutica, pensando ser a receita, mas na verdade era outra coisa.
-Olha, embora eu aprecie a declaração sincera, eu já tenho marido e meu nome não é Marianne.
Então a farmacêutica devolve a folha pro Lordbug, que fica confuso e guarda a carta de volta no ioiô e pega a receita e entrega pra farmacêutica.
-Esse é o correto... E eu tenho 15 anos.
A farmacêutica soltou uma risadinha divertida, pegando a receita correta.
-Ah, então tá bom. Só me dá um minutinho que eu já separo os comprimidos.
Enquanto ela se afastava, Lordbug ficou ali, parado no balcão, olhando pensativo para a carta dobrada em sua mão.
-Se a carta está aqui, então o que eu entreguei para a Marianne?
Enquanto isso, Marianne lê a carta que Lordbug lhe deu. Porém ela se depara com o que parecia ser um poema gótico sobre efemeridade e despedidas.
"No véu da noite fria,
Ecoa um sussurro,
Rosas murcham na agonia,
Do efêmero do coração.
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Miraculous LordBug Au
FanfictionE se o Luka tivesse ganhado o miraculous da joaninha? *Créditos aos criadores das bases de desenho utilizadas*
