Quem então Rirá? Era um dia normal em Paris e Marinette estava na cafeteria do colégio comendo com Alya, Alix, Mylène, Rose e Juleka. -Sério, meninas, eu já tentei várias vezes, mas eu nunca consigo falar pra Kagami os meus sentimentos por ela. Alix ergue uma sobrancelha, intrigada. -Espera, você ainda não contou pra ela? Depois de tudo que aconteceu, Marinette? Marinette morde o lábio, envergonhada. -Eu sei... é só que... sempre que tento falar, as palavras somem. Parece que meu cérebro trava. Então Marinette olha pra Juleka. -Como você e a Rose começaram a namorar?! Juleka -Foi a Rose que tomou iniciativa. Rose -Eu percebi que a Juleka estava sempre um pouco... distraída quando eu estava por perto. Então um dia, decidi ser direta. Simplesmente falei: "Ei, quer sair comigo?" E deu certo. Marinette -Mylene? Mylene -Depois que o Ivan foi akumatizado em Coração de Pedra pela segunda vez, o Lordbug desakumatizou ele e então me mostrou a letra da música que o Ivan fez pra mim. Marinette -Alya? Alya -Quando meu pai foi akumatizado em Animam e liderou uma revolta dos animais, o Cat Noir trancou eu e o Nino em uma jaula. Marinette -Alix? Alix -Eu não me importo com essas coisas de namoro. Marinette -Eu sei... mas eu só queria alguma dica. Alguma coisa pra me dar coragem pra me declarar pra ela. Mylene -Marinette... percebe que todas essas histórias têm uma coisa em comum? Marinette -Trauma coletivo? Alya -Além disso. Rose sorri de um jeito doce. -Alguém foi honesto. Mesmo com medo. Juleka -Ninguém esperou o "momento perfeito". Ele nunca existe. Marinette -Mas... E se a Kagami já tiver um namorado ou namorada igual o Luka? E se ela não gostar de garotas dessa forma? Alya -Marinette... você percebe que tudo isso são "e se" que só existem porque você ainda não perguntou? Marinette -Eu sei, mas e se eu estragar a amizade? A Kagami é importante pra mim. Eu não quero perder isso. Alix -Mari... amizade que se quebra só porque alguém foi sincero não era tão forte assim pra começo de conversa. Marinette -Fácil falar quando não tem meu cérebro desligando no momento crucial... Alya -Marinette, você disse que após sua Akumatização como Segredo, você quase se declarou pro Luka, como foi? Talvez você só tenha que fazer o mesmo com a Kagami. Marinette -Eu... eu não pensei. As palavras simplesmente saíram. Juleka -Você não ensaiou? Marinette -Não. Foi horrível... e libertador ao mesmo tempo. Rose -Viu só? Quando vem do coração, não precisa de roteiro. Alix -Seu problema não é falta de coragem, Mari. É excesso de controle. Marinette -Ei! Alix -Não tô criticando. Só constatando. Você tenta prever todas as possibilidades antes de agir. Mas sentimentos não funcionam assim. Mylène -Talvez você não precise se declarar como num filme. Talvez só precise ser honesta. Do seu jeito. Alya -Exato! Não é "Kagami, estou apaixonada por você desde o dia X, às Y horas". Pode ser algo simples. Tipo: "Eu gosto de você... e precisava te contar". Marinette -Vocês fazem parecer tão fácil... Juleka -Não é fácil. Só é necessário. Então após lancharem, as meninas saem da cafeteria e Marinette vê Professora Bustier saindo da sala dos professores carregando uma pilha de papéis, que parecia pesada, e caminhando até as escadas para descer pro pátio. Mas Marinette corre até ela. -Professora, a senhora não devia fazer esforço por causa do bebê. Professora Bustier -Oh, Marinette, não se preocupe. Ainda estou no primeiro mês de gestação. Marinette -Mas ainda assim... deixa que eu ajudo. Sem esperar resposta, ela pega parte da pilha de papéis. A Professora Bustier sorri, agradecida. -Você sempre foi muito atenciosa, Marinette. Obrigada. Alya observa a cena e cruza os braços, com um sorriso de canto. -Anota aí: designer, futura revolucionária da moda... e agora assistente oficial de professora. Alix -E candidata fortíssima a "aluna favorita". Marinette cora. -Ei, eu só estou ajudando. Então Mylene se aproxima e pega o resto das folhas que estavam com a professora, enquanto Rose e Juleka seguram os braços da professora para ajudá-la a descer as escadas. Bustier começa a descer as escadas com mais cuidado agora, acompanhada pelas meninas. -Acho que estou cercada pelas melhores alunas que uma professora poderia pedir. Rose -A senhora merece todo o cuidado do mundo! Alya -Eh, professora. Sem querer ser enxerida, mas o que são esses papéis? Bustier -É apenas uma ficha para os alunos dos nonos anos preencherem, mas preciso levar pra Lan House porque uma pergunta foi imprimida errado. Marinette -Uma pergunta errada? Bustier -Em algumas fichas a pergunta saiu borrada. Alix -Sempre tem esse erro de impressão, impressionante. Quando as meninas acompanham a Professora Bustier até o lado de fora, viram uma mulher esperando por ela com uma moto, essa mulher é a esposa da Professora Bustier, a Gisèle. -Aí está você. Eu ia entrar pra procurar. Marinette -Eh... Quem é a senhora? Gisèle sorri. -Ah, desculpa. Eu sou a Gisèle... esposa da professora Bustier. Marinette arregala levemente os olhos, surpresa e imediatamente abre um sorriso sincero. -Ah! Prazer, senhora Gisèle. Eu sou a Marinette... aluna dela. Bustier ri baixinho. -Uma das minhas alunas mais gentis, por sinal. Marinette cora quase instantaneamente. -E-eu só estava ajudando... Alya cruza os braços, divertida. -"Só ajudando", diz a garota que praticamente virou escolta oficial da professora. Gisèle observa a cena com carinho, alternando o olhar entre as meninas e Bustier. -É bom ver que ela está cercada de pessoas assim na escola. Isso me deixa bem mais tranquila. Bustier -Eu sempre digo que a minha turma é especial. Rose -Professora, a senhora sempre cuidou da gente. Agora é a nossa vez! Mylène concorda com a cabeça. -É. A gente se importa. Gisèle pega parte dos papéis das mãos de Marinette e Mylène, avaliando o peso. -Mesmo assim, nada de exageros. A Caline anda esquecendo que tem que tomar cuidado agora que está grávida. Bustier -Eu não estou esquecendo... só estou demorando a me acostumar. Gisèle arqueia uma sobrancelha, num olhar que mistura carinho e firmeza. -"Demorando" não é desculpa pra carregar metade da escola nos braços. Marinette -A senhora não devia mesmo fazer esforço. A gente pode ajudar sempre que precisar. Bustier -Eu sei, Marinette. E agradeço muito por isso. Gisèle ajeita melhor os papéis nos braços. -Bom, vamos indo antes que a Lan House feche pro almoço. Marinette -Vamos deixar vocês sozinhas, até mais tarde professora. As meninas entram na escola e se reúnem na escada. -Ok, a Professora Bustier e a esposa dela são oficialmente um casal muito fofo. Rose -O bebê vai nascer rodeado de amor. Marinette respira fundo, sentindo o peso da conversa de antes voltar à mente e Juleka percebe. -Você tá pensando naquilo de novo, né? Marinette -E se eu começar a agir como a Marinette desastrada e tagarela que tropeça nas palavras de sempre? Eu nunca vou ser boa o bastante para ela e muito menos vou passar pela aprovação da Senhora Tsurugi. Já foi difícil convencer ela a me deixar ser amiga da Kagami. Alya -Amiga, você não enxerga a beleza dos seus defeitos. Ser desajeitada e engraçada é o que te torna especial! Não tente ser outra pessoa, seja a Marinette! Alix cruza os braços, apoiando o ombro no corrimão da escada. -Além disso, vamos combinar: se alguém tem coragem de enfrentar akumas mesmo sem ter poderes, diretores malucos, estilistas surtados e até a própria ansiedade… essa pessoa é você. Mylène -A senhora Tsurugi é intimidadora, sim. Mas isso não significa que ela decide quem merece ou não amar a filha dela. Rose -Amor não é um teste de perfeição, Mari. É sobre verdade. E a sua verdade é linda. Juleka -A Kagami não gosta de pessoas “impecáveis”. Ela gosta de pessoas reais. Se ela anda perto de você, é porque se sente segura… e isso diz muito. Enquanto isso, do outro lado do pátio, Nino e Adrien assistem a um dos esquetes do famoso comediante Harry Clown no celular de Nino. [-Já se perguntou se dá para reciclar meias velhas? Experimente a promoção de hoje na cantina! Ele toca a buzina do seu icônico nariz vermelho.] Nino ri da piada de Harry, enquanto Adrien ri de nervoso. -Viu, cara? Eu te disse! Hilário, né? Adrien -É... É mesmo! Muito engraçado, Nino. Nino -Preciso te mostrar os outros esquetes dele. É inacreditável que você não conheça o Harry Clown! Alya escuta o riso de Nino e suspira apaixonada. -Eu sempre adorei o senso de humor do Nino. Marinette -Claro! Rir é o melhor remédio! Talvez eu deva fazer a Kagami rir. Alya -Fazer a Kagami rir é um ótimo começo… mas não vira palhaça profissional, por favor. Marinette -Ei! Eu sou naturalmente engraçada… sem esforço algum. Depois da aula, do lado de fora do colégio, Nino e Adrien se despedem e então Marinette vai até Nino. -Por que o Adrien estava rindo?! O que tinha no seu celular?! Vamos, Nino! Me conta, por favor! Nino -Calma, garota! Era o esquete do Harry Clown sobre refeitórios. Muito engraçado, você já ouviu falar dele? Marinette -Claro! Ele é até um dos clientes dos meus pais. Ele sempre vai comprar pão às 17h. Que é agora! Ela sai correndo para a padaria dos seus pais, onde Sabine entrega uma baguete a Harry Clown. -Obrigado, Sabine! Tenha um bom dia, Tom! Marinette -Ufa, você ainda está aqui! Harry -Marinette? Marinette -Harry, quanto tempo mais você vai ficar em Paris com seu novo show? Harry -Minha última apresentação é hoje à noite! Marinette -Ah, droga. Bom, acho que é isso. Harry -Ah, mas você já viu com a sua família. Marinette -Na verdade, não é para mim. É para... para uma garota, Kagami Tsurugi. Ela é minha melhor amiga e... eu pensei que ela gostaria de ter a chance de ir ao seu show e nós poderíamos rir juntas, lado a lado... Harry -Você gosta dessa garota, não é? Marinette -O-o quê?! Não! Quer dizer… sim— não! Quer dizer… ela é minha amiga! Muito amiga. Do tipo… importante. Muito importante. Eu só queria fazer algo simples. Nada grandioso, nada exagerado. Só… rir com ela. Sem pressão. Harry -Às vezes, rir junto já é um grande passo. Eu vou ver com meu agente se sobrou dois ingressos. Marinette -Serio?! Muito obrigada! Harry -Mas só depois da minha conversa com o Gabi. Marinette -Gabi? Harry mostra uma foto do seu celular pra Marinette. -O Gabriel Agreste desenhou a fantasia de batata frita para o meu primeiro ato, anos atrás. Marinette -O Gabriel Agreste que fez isso? Espera. Você conhece o pai do Adrien?! Harry -Eu vou falar com ele. E talvez na noite de encerramento, eu tenha três convidados especiais: Você, o seu antigo e a garota que você gosta. Marinette -Sério? Ah, obrigada, obrigada! Mas, hum, o que você vai dizer para convencê-lo a deixar o Adrien ir com a gente? Porque o Adrien é praticamente um cachorrinho na coleira. Harry -Confie em mim, Marinette. E mais tarde, Harry estava conversando com Gabriel em seu ateliê na mansão Agreste. -Por que o Adrien ia querer te ver no palco? Harry -Porque eu gostaria de oferecer a ele... um papel no meu próximo filme! Gabriel -"Super-Fry Salva o Dia"? Harry -Este será o meu filme mais pessoal. Eu escrevi tudo sozinho. Até fiz alguns desenhos! Trouxe de volta o personagem do meu primeiro show. Lembra, Gabi? Você fez o figurino. Gabriel -Achei que tínhamos combinado de nunca mais mencionar isso. Harry -No filme, o Super-Fry precisa salvar o dia com seus amigos heróis, Camembert Justice e Wonder Potato! Gabriel -Uma comédia de super-heróis? Harry -Claro que não, minha querida Gabi! Chega de piadas bobas. Este é um filme sério, com emoções fortes, amor, tristeza e um vilão de verdade, como o Shadow Moth! "Eu te dou o poder de ser uma batata frita do mal!" Gabriel -Hmmmm... Harry -Vou me encontrar com meu produtor hoje à noite para apresentar o projeto, e se o Adrien estivesse lá também, eu poderia apresentá-los depois do show! Gabriel -Terei que aprovar o roteiro se o projeto for adiante. Harry -Claro, Gabi! Gabriel -E quero que todas as fotos da fantasia de batata frita que eu desenhei desapareçam! Harry -Sem problemas, meu amigo! Quando Harry sai do Ateliê, Gabriel murmura. -Ninguém nunca vai levá-lo a sério. Alguns instantes depois na casa Dupain-cheng. -Ele disse sim!! Ele disse sim!! Ele disse sim!! Marinette -Eu realmente espero que você consiga produzir seu filme, Harry. Graças a você, eu vou poder sentar do lado da Kagami e do Adrien no show do comediante favorito dele! Nós vamos nos divertir muito, rir juntos, eu até posso contar algumas piadas. Só que eu não sei nenhuma piada. Eles nunca vão me achar tão engraçada quanto você! Harry -Rir é coisa séria, Marinette. Mas eu vou te ajudar. Marinette -Você não deveria estar se preparando para a reunião com o seu produtor? Harry -Não se preocupe, minha amiga. O Super-Fry sempre vence no final. Mais tarde, no Grand Palais, Harry estava ajudando Marinette a se preparar. -Tem certeza de que consigo fazer isso? Harry -Nós ensaiamos, e você é um talento nato, Marinette. Marinette -Mas toda vez que fico sozinha com ela, fico tão nervosa e... Harry -Você não vai ficar sozinha. Vou ficar aqui. Marinette -E se ela não rir? Harry -Ela vai.Claro, não se esqueça de sempre adicionar o truque no final. Ele toca a buzina no nariz de palhaço da Marinette. -É isso que dá ritmo ao esquete e avisa ao público, quer dizer, a Kagami, que é hora de rir. Então Marinette viu Kagami chegando e indo na fila conversar com Adrien. Marinette respira fundo, coloca um chapéu e caminha até Kagami. -Oi Kagami! Kagami se vira ao ouvir a voz de Marinette e fica confusa. -Oi, Marinette. Porque você está vestida como se tivesse saído do Velho Oeste? Marinette -É… mais um… figurino temporário. Cientificamente comprovado pra… melhorar o humor. Adrien observa as duas, confuso, mas curioso. -Eu devo me preocupar? Marinette ri nervosa, olha para Kagami e tenta continuar. -Kagami, eu pensei que… antes do show começar, talvez a gente pudesse… hum… fazer algo divertido. Tipo um aquecimento de risadas. Kagami arqueia uma sobrancelha. -Aquecimento… de risadas? Marinette -Sim! Porque rir sem aquecer pode causar… cãibras faciais. Eu li isso em algum lugar. Kagami sussurra pro Adrien. -Ela tá bem? Adrien -Eu… acho que sim? Quer dizer, ela costuma ficar assim quando está muito nervosa. Marinette engole em seco. -Vocês também vão ver o show do Harry Clown. Acham que ele vai fazer a piada dele do xerife atrapalhado? Adrien -É... o atrapalhado quem? Marinette olha para onde Harry estava escondido a observando e ele aponta para a cabeça, Marinette suspira e derruba o chapéu. -Ohhh! Oh, onde foi parar meu chapéu? Marinette continua seguindo as dicas de Harry, mas ao invés de rir, Kagami fica mais confusa. -Você tá um pouco estranha hoje, Marinette. Marinette -Eh ... desculpa. Só queria te fazer rir um pouco, mas acho que virei a Pinkie Pie da vida. Kagami dá uma risadinha e então escutam uma pessoa falando "Kedamono" e som de uma foto sendo tirada, os três olham e vêem uma pessoa usando uma Fursuit do Kedamono de Poppe The Performer e Kagami reconhece o personagem. -Kedamono? Marinette -Deve ser a Kenny fantasiada. Ele adora fazer Cosplay. Adrien -É um cachorro roxo? Kagami -Lobo. Kedamono é um personagem de um desenho animado japonês dos anos 90. Kagami olha o cosplay. -O design está fiel. As garras, a máscara… Até a postura corporal é correta. Quem quer que esteja ali estudou bem o personagem. Marinette -Kenny é escritor, acho que ele consegue interpretar outros personagens. Adrien -Acha que Kenny deixa a gente tirar foto com ela? Kagami -Se ele estiver realmente interpretando o personagem, é provável que aceite. Cosplayers costumam gostar quando reconhecem o trabalho deles. Enquanto isso, Harry observava a interação de longe, até que seu telefone toca. -Bob, oi! Bob [Você deveria estar aqui!] Harry -Claro que não esqueci. Só me dê cinco minutos. Bob [-Temos um ensaio!] Harry -Sim, eu entendo, mas... Bob [-Venha agora!] Harry -Nem dois minutos? Bob [-Não! Venha agora!] Harry -Tudo bem. Já estou indo. Enquanto isso, Kagami, Adrien e Marinette estavam tirando uma selfie com Kenny, que estava fantasiada de Kedamono, que diz com voz abafada por causa da máscara da Fursuit. -Digam "Kedamono no Kao wa!" Os três repetem a frase e Marinette tira a foto. -Valeu, Kenny. Kenny faz um joinha com as mãos e sai andando procurando algum lugar com sombra. Enquanto isso, dentro do Grand Palais, Henry contava a sua ideia pro seu filme. -E no final, Super-Fry, Camembert Justice e Wonder Potato são agradecidos pelo pequeno que acabaram de salvar e todos choram juntos. Bob ri. -Isso é muito engraçado! Harry -Não, não é! É emocionante! É um filme sério de super-heróis, Bob. Bob -Mas você é um palhaço, Harry. Ninguém quer que você faça um drama. Nunca vai nos dar tanto dinheiro quanto seus programas. Harry -Eu não estou fazendo isso por dinheiro. Quando eu era criança, sonhava em ser um super-herói. Bob -Bem, escreva um esquete de comédia sobre isso! Harry -Não. Eu quero falar com o meu público de uma maneira nova para ajudar as pessoas a sonhar, para ajudá-las a sentir mais emoções do que apenas risos. Bob -Os únicos sonhos que me importam são os que meu cofrinho tem de ser enchido com mais dinheiro. Esqueça o seu filme! É uma má ideia. Ele rasga o desenho de Harry, o que choca Harry. -Seu público está esperando por você! Bob joga o desenho rasgado para o alto e sai furioso. Harry pega o desenho rasgado e o guarda no bolso. Então ele sai do camarim e enquanto isso, Shadow Moth sente suas emoções negativas. -Um comediante que ninguém leva a sério. Que engraçado... e ao mesmo tempo tão triste. Chegou a hora de brilhar. Ele cria um Akuma e o solta. -Voa, meu pequeno Akuma, e o traga para o mal! Enquanto isso, Harry caminha até o palco enquanto as luzes se apagam e a plateia grita seu nome. Mas quando ele sobe no palco, o Akuma se aproxima e infecta a pochete de Harry. Então Shadow Moth fala com ele telepaticamente. {-Psicomédia, eu sou o Shadow Moth. Eles se recusam a acreditar que você pode criar outras emoções além do riso. Bem, você vai mostrar a eles que ninguém sabe brincar com as emoções deles melhor do que você!} Harry -Confie em mim, meu amigo. Eu vou apagar os sorrisos dos rostos deles. Harry se transforma em Psicomedia e a plateia ri. -Então, é verdade. Vocês nunca vão me levar a sério. Adrien sai correndo para se transformar em Cat Noir. E enquanto isso, o rosto do Psicomedia se fecha em raiva e ele toca a buzina do seu nariz de palhaço para a plateia começar a lutar. E então ele escuta Bob falando no telefone. -Quarenta anos na área e nunca vi isso. Um comediante que não quer fazer comédia! Dá para acreditar?! Psicomédia. -Ei, Bob! Quer rir? Tenho uma coisa para você! Bob sai correndo e Psicomedia o segue para fora do Grand Palais. -Para onde você está correndo, Bob? Civil nº 1 -Ei! Civil nº 2 -Harry, você nos deve um show! Psicomédia olha para os civis. -Eu posso resolver isso! Vocês preferem estar rindo? O rosto da sua máscara se transforma em riso, e toca seu nariz de palhaço, fazendo os civis rirem também. -Ou chorando? O rosto da sua máscara se transforma em tristeza e toca seu nariz de palhaço, fazendo-os chorar. Então Cat Noir aparece. -Você perdeu o senso de humor, Harry. Psicomédia -Eu gostaria de pensar que adquiri uma ampla gama de emoções, Cat Noir. De agora em diante, eu sou o Psicomédia. Cat Noir -Nome fofo. Não sei bem como posso ser "felino" em relação a isso. Psicomédia. -De agora em diante, as pessoas me levarão a sério e tremerão de medo! Mas Cat Noir rapidamente fecha seus olhos. -Eu não gosto de caras de palhaços assustadores. Psicomédia -Obrigado pelo elogio. Psicomédia salta, aterrissa e luta contra Cat Noir, buzinando para os civis, que avançam contra ele. Então Cat Noir foge subindo em cima de uma van próxima, mas Psicomédia aterrissa em cima da van, fazendo Cat Noir fugir novamente, mas para um telhado próximo. -Quer brincar de gato e rato? Cat Noir -Para um comediante, ele não é lá muito engraçado. Nesse momento Lordbug chega. -Oi, Gatinho, tá tudo bem? Eu estava fazendo a minha ronda diária e ouvi a confusão. Cat Noir -Tirando o fato de que um palhaço está usando emoções como arma de destruição em massa… tá tudo ótimo. Lordbug -O Kenny foi akumatizado de novo no Kedamono? Cat Noir -Dessa vez foi um comediante chamado Harry Clown e ele foi Akumatizado no Psicomédia. O poder dele é similar as mascarado Akumatizado Kedamono, porém, enquanto Kedamono joga máscaras de emoção, o Psicomédia causa emoções em em olha no rosto dele enquanto ele toca o nariz de palhaço. Lordbug -Talismã! Ele recebe um estojo de sombra de olho, Cat Noir inclina a cabeça. -Perfeito para sair com estilo. Lordbug coça o queixo e olha para Cat Noir. -Cat, você tem audição e olfato aprimorado, você pode usar esses sentidos para usar a "visão cega". E eu tento atacar ele por trás. Cat Noir -É... Vale a pena tentar. Enquanto isso, nas ruas de Paris, Psicomédia procurava Bob Roth, até ele viu o Cat Noir. -Você perdeu, meu amigo! Sua máscara muda para tristeza e aperta seu nariz de palhaço. -Que triste! Mas Cat Noir, que estava com os olhos fechados, mas com olhos de gato desenhados nas pálpebras da máscara, finge estar triste. -Oh, não! E agora? Quem poderá me defender? Psicomédia começa a mover a mão lentamente em direção ao anel do Cat Noir e enquanto isso, Lordbug se aproxima lentamente por trás de Psicomédia, mas o vilão consegue percebe-lo. -Vocês são só uma dupla de amadores! O rosto da máscara do Psicomedia se transforma em raiva e se vira para Lordbug apertando o nariz de palhaço. -Dessa vez eu te peguei! Cat Noir corre até Lordbug. -Milord, você está bem? Mas Lordbug estava com uma raiva incontrolável e empurra Cat Noir. -O que você acha seu vira-lata pulguento?! Cat Noir -Acho que foi uma péssima ideia te irritar. Mas Lordbug começa a atacar Cat Noir. -Ei! Eu não fiz nada! Psicomédia -Bem irritante, não é, gatinho? Cat Noir segura Lordbug. -Você tem que se acalmar. Lordbug grita com Psicomédia enquanto Cat Noir se afasta com ele. -Me solta, Cat! Deixa eu bater na cara dele antes! Eu vou te descer no soco quando eu voltar Psicomedia, e vou te bater até seu Akuma pedir a bandeira, pode esperar seu filho da... Cat Noir -Lord! Shadow Moth {-Não os deixe escapar! O Lordbug está bem ali!} Psicomédia -Se eles querem me derrotar, terão que vir me ver jogar, e eu escolherei o palco para a última apresentação deles. Ele sai para encontrar Bob para se vingar de um contrato de seu filme. E enquanto isso, nas ruas de Paris, Cat Noir tenta conter a fúria de Lordbug. -Milord, o Psicomédia fez você perder o controle das suas emoções. Respire fundo, se acalme... LordBug -Eu tô calmo, gato irritante! Cat Noir -Ta bem, você passou de Rex Salazar para Bakugou Katsuki. Relaxa, logo logo pegamos o Akuma dele e você volta ao normal. LordBug -Não precisa me falar o óbvio, seu gato vira lata pulguento! Cat Noir -Ta legal, vem Bakugou, vamos nos destransformar pra ver se você fica calmo. LordBug -Eu tô calmo! Cat Noir leva Lordbug para os esgotos para se destransformar e pensa alto. -E eu acho que essa seria uma péssima hora para falar que eu sei a sua identidade secreta. Lordbug -Você o que?! Enquanto isso, no Le Grand Paris, Bob entra correndo no quarto de Chloé, horrorizado enquanto Psicomédia o segue. -Aqui está o Harry! Bob -Não me machuque, Harry! Eu sou seu produtor! Psicomédia -Eu não estou aqui para te machucar, Bob. Estou aqui para te fazer rir, já que é tudo o que você espera de mim! O rosto de sua máscara fica e aperta o seu nariz de palhaço, fazendo Bob rir também. -Agora você vai me levar a sério e fazer meu filme, é? Bob rindo. -Nunca! Que ideia estúpida! Psicomédia -Leia esta cena e você verá como ela é tocante! Bob continua rindo. -As únicas lágrimas que seu público vai derramar serão lágrimas de riso! Psicomédia -Quer apostar? O rosto de sua máscara muda para tristeza e aperta o seu nariz de palhaço, fazendo Bob chorar. -A menos que você queira passar a vida inteira chorando, aceite fazer meu filme! De volta aos esgotos, após alimentar Plagg e se transformar novamente, Cat Noir suspira aliviado e sai do seu lado da bifurcação do esgoto. -E aí, Milord, está melhor... Mas ele se assusta ao ver Luka o encarando com raiva. -Nossa... Você tem um olhar de morte bem... Intenso. Aliás, porque está na sua forma civil? Luka -Se você sabe a minha identidade secreta, porque vou me esconder, Gato Vira-lata?! Cat Noir -Ah… é, eu sei… mas, não precisava me encarar assim, né? Parece que você está olhando pro mais profundo abismo da minha alma. Luka -Come logo essa droga de biscoito, Tikki! Tikki -Você acha que eu estou me divertindo?! Eu faço isso há milhares de anos, sabia?! Tikki, come seu macaron com raiva e Cat Noir suspira. -Talvez você se acalme quando se transformar de novo, né? Porém, mesmo depois de Luka se transformar no Lordbug de novo, ele continua com raiva, e Cat Noir deve que amarrar ele com o ioiô e carregar ele pelos telhados de Paris. -Me solta! Então Cat Noir vê Psicomédia fazendo Bob rir e chorar novamente. -Quem ainda usa pochete hoje em dia? Mas que piada. Ei! Talvez o Akuma esteja em alguma coisa que ele guarda aí dentro! Lordbug -Cala a boca, gato pulguento! Cat Noir solta Lordbug. -To começando a achar que o Psicomédia acabou liberando toda a sua raiva acumulada. Lordbug -Por que você acha isso?! Cat Noir -Geralmente você é bem calmo... E acho que vou colocar uma focinheira em você. Lordbug -O que?! Cat Noir -Só por precaução. E sinceramente, você me machuca mais com palavras do que com golpes. Lordbug bufa com o nariz. -Posso pelo menos usar meus poderes antes disso?! Cat Noir -Ok! Mas... eu posso confiar que você não fará nada imprudente, certo? Lordbug -Talismã! Ele recebe um capacete de motocicleta. -Tá de brincadeira?! Antes que Lordbug fizesse qualquer coisa com o capacete, Cat Noir o pega das mãos dele. -Eu fico com isso. Ele pensa um pouco. -A gente só precisa colocar nos olhos do Psicomédia para impedi-lo de usar os poderes! Você distrai ele e eu coloco esse capacete nele. Lordbug -Eu te odeio. Cat Noir tira seu cinto-cauda e amarra nos olhos de Lordbug. -Eu também te amo. Então Cat Noir vai com Lordbug até a varanda da Chloé, onde enquanto Cat Noir se esconde esperando o momento certo para agir, Lordbug aparece furioso com os olhos cobertos pelo cinto do Cat Noir. -Você ficou cego de raiva, Lordbug? Lordbug -Eu vou destruir você! Lordbug e Psicomédia começam a lutar um contra o outro, até que no momento certo, Cat Noir sai correndo com o capacete na mão e o coloca na cabeça do Psicomédia. Lordbug usa seu ioiô para amarrar o Psicomédia e Cat Noir ativa o seu Cataclismo e destrói a pochete, o que libera o Akuma que é liberado e purificado pelo Lordbug. Em seguida ele pega o capacete e o usa para ativar o Miraculous Ladybug, o que faz todos os civis e o Lordbug voltarem ao normal. -Se sentindo melhor? Saiu do modo Bakugo? Lordbug -É, tô normal. Psicomédia se destransforma de volta em Harry. Lordbug tira um amuleto mágico com as cores do Psicomedia de seu ioiô e entrega a Harry. -Esse amuleto vai ajudá-lo a manter suas emoções sob controle e evitar futuras akumatizações. Harry -Ah, obrigado, Lordbug e Cat Noir. Eu realmente adoraria ter um superpoder, assim como vocês. Cat Noir -Mas você tem um, Harry. Você faz as pessoas felizes! Harry -Eu gostaria de ter tocado seus corações. Lordbug -Harry, você já tocou corações. Só que de uma forma diferente da nossa. Cada risada, cada lágrima que você provoca, faz as pessoas sentirem algo. Isso é tão importante quanto qualquer superpoder. Harry vê Bob Roth e estica a mão para ajudar ele a levantar. -Ei, Bob! Bob afasta a mão de Harry com um tapa. -Escuta, Bob. Meu filme de super-herói também pode ser emocionante e divertido! As pessoas vão chorar de rir quando assistirem! O que você acha? Buzina! Bob -Heh. Cat Noir -Talvez você devesse pensar em contratar um novo produtor. Mais tarde, após se transformar novamente em Adrien, Adrien corre até o Grand Palais e vê ao longe, Marinette e Kagami conversando. -Ah... Oi! Kagami -Oi. Marinette -Escuta. Eu queria me desculpar pelo que aconteceu mais cedo. Eu estava tentando imitar o esquete do Harry Palhaço, mas... eu não tenho o talento cômico dele. Eu só queria te fazer rir e eu acabei agindo como a Marinette tagarela e desastrada que tropeça nas palavras de sempre. Kagami -Mari… você não precisa imitar ninguém. Eu gosto de você do jeito que você é. Marinette engole em seco, surpresa e corando fortemente. -D-de verdade? Kagami acena, séria mas gentil. -De verdade. Você se esforçou para me fazer rir, e mesmo que tenha ficado desajeitado, foi… fofo. Marinette sorri levemente enquanto cora. -Então... Eu... Eu tenho uma coisa pra falar. Eu... Eu gosto de você, não só como amiga, mas algo a mais, mas eu... Eu não quero te forçar a nada, nós podemos ir degrau por degrau se você quiser ou... Kagami -Olha, com tudo o que está acontecendo na minha vida ultimamente eu estou um pouco confusa com os meus sentimentos. Então, eu não quero ter um relacionamento romântico por enquanto. Mas podemos ser amigas. Marinette -Tudo bem. De verdade. Obrigada por ser honesta comigo. Eh... O show já vai começar, vamos entrar?
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Naquela noite, Cat Noir estava no Trocadero observando a Torre Eiffel, até Lordbug chega com um saco de croissant e se senta do lado de Cat Noir, que olha pro saco de croissant lambendo os lábios. -Oba! Lanchinho noturno! Mas antes que pudesse pegar um croissant, Lordbug o interrompe. -Desde de quando você sabe minha identidade secreta? Cat Noir engole em seco e coça a nuca. -Bom... Foi no ataque da Lila Akumatizada na Rainha dos Miraculous. Hawk Moth tinha roubado os Miraculous e sequestrado o Mestre Fu, e enquanto você ia chamar a Queen Bee, eu fui procurar a Rainha dos Miraculous. Quando eu cheguei lá, os antigos Portadores de Miraculous da nossa equipe tinham sido hipnotizados e chamados por ela. E a Lila mandou eles se transformarem e... Eu fiquei em choque quando vi a Juleka se transformar na Reynard porque me lembrei da nossa conversa semanas antes após derrotarmos o Sonhador. Você tinha falado naquela noite que a Reynard é sua irmã, então quando eu vi que a Juleka é a Reynard, eu liguei os pontos. "Reynard é Juleka —> Reynard é irmã do Lordbug = Luka Couffaine é o Lordbug". Lordbug olha para Cat Noir, a expressão meio chocada, meio incrédula, mas também com um leve sorriso de alívio. Mas então Cat Noir continua falando. -Mas daí isso me trouxe uma montanha-russa emocional. Eu comecei a ver você como Luka com outros olhos e eu não sabia se eu comecei a gostar de você, como Luka, por ser o Luka ou por ser o Lordbug ou... Lordbug -Cat... Cat Noir -Hm? Lordbug -Agora você tem os dois. Cat Noir abaixa as orelhas de gato falsas para trás corando, mas desvia o olhar sorrindo levemente.