Capítulo 45

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Assim que entramos pela porta de vidro que dava acesso à cozinha, Camila não perdeu tempo em me prensar contra a parede, suas mãos firmes em minha cintura. Sua respiração quente se misturava à minha, e a vontade de corresponder era quase insuportável.

- Você é louca - murmurei entre um sorriso, tentando controlar a própria ansiedade. - O jardim está cheio de gente...

- Justamente por isso - ela sorriu maliciosa, deslizando os dedos por minha pele exposta. - Ninguém vai desconfiar que estamos aqui dentro.

Arfei quando seus lábios encontraram meu pescoço, e por alguns segundos deixei que o mundo desaparecesse. O som das risadas ao fundo parecia distante demais para nos alcançar.

Ela me puxou até o banheiro mais próximo e sorriu de lado quando trancou a porta, me encarando com um desejo escancarado.

Observei cada movimento dela enquanto se aproximava devagar, como se estivesse saboreando a ideia de estender a espera. O cheiro do churrasco ainda pairava no ar, mas já não era ele que preenchia o ambiente e sim a eletricidade que parecia estar entre nossos corpos.

- Você sabe que não devia me olhar assim - sussurrei, minha voz saindo mais como um convite do que uma repreensão.

Camila sorriu, prendendo meu corpo contra a parede fria com apenas um passo. Suas mãos deslizando pela minha cintura, apertando de leve antes de subir até a parte de cima do meu biquíni, onde ela fez questão de tirar.

- Não sei olhar de outro jeito quando se trata de você - respondeu, deixando seus lábios roçarem na curva do meu pescoço. Suspirei, arqueando levemente o corpo para trás. - Está gostosa demais - sussurrou por fim.

O beijo começou ali, urgente e molhado, nossas línguas se encontrando com fome e desejo de saciez. A cada toque que ela me dava eu soltava um gemido contido, buscando lhe prender mais contra meu corpo. Eu estava faminta, assim como vem sendo nos últimos meses.

O frio da parede atrás de mim contrastava com o calor dos nossos corpos, principalmente nossas mãos que subiam pela pele uma da outra sem direção, explorando cada detalhe como se fosse a primeira vez. Camila gemeu contra minha boca quando sentiu minha intimidade enchercada, onde ela provocou sem pressa, como quem gosta de torturar lentamente.

- Se continuar assim sabe que não vou conseguir segurar - arfei entre suspiros de prazer.

Camila sorriu baixo, rouca, mordendo meu lábio inferior antes de deslizar um dedo dentro de mim.

Arqueei meu corpo instantaneamente, um gemido alto escapando quando ela me tocou de forma firme e necessária, causando uma mistura de desespero e prazer.

- Camila... - sussurrei em súplica, minha voz falha. - Mais...

Minha latina atendeu sem hesitar, colocando mais um dedo e aumentando o ritmo das estocadas, enquanto com a outra mão apertava minha cintura, como se quisesse nos fundir.

Minha respiração ofegante ecoava pelo pequeno espaço, e eu podia sentir o suor escorrer pelo meu rosto. Quando os espasmos tomaram conta de mim, agarrei com força os ombros de Camila, deixando meu corpo estremecer inteiro ainda sob seus toques.

Mas não demorou muito para que ela liberasse seu membro, e antes de mais nada me virar e deslizar para dentro de mim. Gemi alto.

- Shiii, amor - sua voz também estava arrastada pelo desejo. - Geme apenas para mim, hm? - pediu fazendo questão de sussurrar contra meu ouvido.

Senti suas mãos alcançarem meus seios e mordi os lábios para reprimir o alto gemido, estava sensível demais, principalmente naquela parte.

Ela deslizou suas mãos para minha cintura e começou com estocadas limitadas, só intensificando quando eu pedi por mais, mesmo sem precisar dizer uma palavra.

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