- Mas isso não vale! - cubro meu rosto com as mãos, sorrindo junto com todas. - Eu era uma adolescente apaixonada - reviro os olhos.
Dinah estava achando um ótimo momento para reviver nossa adolescência, e com isso meu primeiro namorado.
- Mas ele sempre deu pinta! - Lucy parecia inconformada.
- Eu não tenho culpa, ok? - me defendo.
Um celular começou a tocar e todas se atentaram aos seus. Vi que era o de Verônica, e ela franze o cenho antes de atender.
- Oi, mama - consegui ouvir antes dela se levantar e sair para longe.
- Sério que você não percebeu que ele era gay? - eu sabia que a zoação estava longe de terminar. Encarei Camila, ela reprimia uma gargalhada.
- Eu estava apaixonada, a última coisa que eu ia notar era isso! - novamente explodiram em sorrisos.
- Camila - Verônica voltou, parecendo angustiada e isso chamou minha atenção. - Mama disse que está tentando falar com você mas seu celular está dando desligado - vejo a latina olhar seu aparelho, constatando que sim, realmente está desligado. Ela volta a encarar a irmã. - Jenna saiu com uns amigos e acabou sofrendo um acidente - Camila rapidamente se colocou de pé.
- Onde ela está? - vai até Sofia. - Eu disse que não era pra ela sair, aí ela foi lá e fez tudo ao contrário! - parecia realmente nervosa, essa sendo a segunda vez que eu via ela assim, pois sempre era tão brincalhona.
- Calma, parece que já foi atendida e tudo não passou de um susto - segurou as mãos da irmã. - Nossos pais estão no hospital com ela, está tudo bem.
- Estou indo pra lá. Você vem?
- Claro - vai até Lucy e eu me coloco de pé, indo até Camila.
- Posso ir com você se quiser - me ofereço, sem entender muito bem a situação. Mas Camila se mostrou uma ótima amiga nesse pouco tempo que nos conhecemos, e apenas quero retribuir de alguma forma.
- Não, está tudo bem, não quero acabar com a noite de vocês - nego com a cabeça.
- Deixa que eu levo vocês, parecem nervosas demais e não é bom dirigir assim - ela se aproximou, hesitando antes de tocar meu ombro.
- Obrigada - seus olhos se conectaram aos meus, que mesmo tentando disfarçar, eu ainda podia notar sua angustia.
- Vou com Verônica - Lucy avisou se aproximando de nós.
- Então Camila pode vir comigo - claro que pensando pela a lógica, Camila poderia ir com elas, mas eu faço questão de lhe acompanhar nesse momento. Volto para a mesa e encaro as outras duas, Dinah apenas assente e eu pego minha bolsa. - Vamos? - chamo Camila.
Caminhamos na direção do meu carro, a mulher ao meu lado ficando em silêncio, apenas demonstrando sua ansiedade. Nos acomodamos e eu não demorei a dar partida no carro.
- Qual hospital? - questionei para saber melhor que caminho seguir. A latina me respondeu e voltou a ficar em silêncio. Vez ou outra eu olhava para ela de relance. - Jenna? - decido quebrar o silêncio.
- Minha filha - fala simples.
- Oh, eu não sabia - comento processando a informação.
- Como poderia? - sorrir.
- Quantos anos?
- Quinze - faço uma careta. - Sim, é a pior fase de todas e eu não sei mais o que fazer - suspirou desviando o olhar, observando através do vidro ao seu lado. - Desde que a mãe dela morreu, ela se fechou completamente, entrando em uma fase que por mais que eu tente, não consigo entender e acompanhar - fiquei em silêncio, absorvendo as novas informações.
Camila tem uma filha, mas comentou que a mãe dela morreu... então ela não é mãe biológica? Talvez adotiva?
Olhei para o lado, dando uma conferida de cima a baixo na mulher.
- Era sua esposa? - eu sei, talvez estou sendo curiosa demais.
- Sim - voltou a me encarar. - O fato te incomoda? - arregalo os olhos.
- Que?! Não! Claro que não! - sorrio nervosa. - Me desculpe - peço. - Estou sendo muito indelicada?
- Não, apenas está querendo matar sua curiosidade - sorrir.
Que vergonha.
Ficamos em silêncio, por mais que ela tenha razão e eu esteja doida para saber mais sobre sua vida, não iria mais perguntar.
Logo chegamos no hospital, entramos e Camila rapidamente se colocou de frente para a recepcionista, perguntando sobre sua filha. Fomos informadas que a menina ainda estava no quarto, esse que fomos direcionadas.
Deixei que Camila entrasse primeiro, ficando alguns passos para trás.
- Me desculpe, mama - escutei a voz doce e manhosa da garota assim que passei pela a porta, eu não conseguia enxergar sua fisionomia por completa, ela estava abraçada em Camila.
Olhei para o lado e vi que Verônica e Lucy já estavam lá, abraçadas e também olhando a cena.
Os olhares do casal mais velho sobre mim era perceptível, então sorri antes de me aproximar.
- Olá - ofereci uma mão que a senhora aparentemente curiosa aceitou de bom grado. - Sou Lauren - me apresentei e logo sua feição mudou. Ela sorrir como se já me conhecesse e me puxa para um abraço.
- Eu sou Sinuhe, mãe da Camila - sorrio ao me afastar, notando o quanto são parecidas.
- E da Verônica também - a mesma fala divertida.
- Sim, e da Verônica também - a senhora revira os olhos.
- E eu sou Alejandro - o senhor alto se aproximou, praticamente me esmagando em um abraço caloroso.
- Papa - a voz de Camila é repreendedora. Olhei para ela e neguei com a cabeça, como se dissesse que estava tudo bem.
Olhei para a cama e pude observar melhor a menina, e constatei que se trata de uma cópia fiel de Camila, a única diferença sendo as feições e com isso, o humor.
A menina me encarava com o olhar duro, sua expressão fechada me fazia ficar envergonhada, era como se os olhos castanhos me perguntassem o que eu estava fazendo alí. Talvez seja porque nós não nos conhecemos ainda, e eu estava alí invadindo sua privacidade, afinal tudo é intenso na adolescência. Mas ao mesmo tempo parecia que ela já me conhecia, e simplesmente não gostava de mim.
- Hey, Jenna - tento ser simpática ao me aproximar, quem sabe assim ela se deixa suavizar um pouco. - Sou Lauren, amiga da sua mãe - seus olhos ficaram ainda mais ferozes, ela bufou batendo contra a cama e encarou Camila rapidamente, antes de voltar seu olhar para mim.
- Se não percebeu aqui é um assunto de família - sua voz estava carregada em fúria.
- Jenna! - não foi apenas uma voz a repreender a garota. - Isso é modos de tratar as pessoas? - Camila continuou.
- Ela tem razão - comento sem ter onde enfiar a cara, meu sorriso era sem graça, afinal eu estava alí de curiosa que sou, eu mal conheço Camila quem dirá sua família. - Eu... - olho ao redor. - É melhor eu ir, Dinah e Norma...
- É melhor mesmo - corta minha fala.
- Eu juro que se você não se desculpar agora eu...
- Não precisa - agora sou eu que corto Camila. - Eu já vou indo - olho para o casal mais velho. - Foi bom conhecê-los - sorrio para todos antes de sair do quarto.
Camila tem razão, adolescência é a pior fase.
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Our World (G!P)
FanfictionApós anos de casamento, Lauren Jauregui quer aumentar a família, mas isso não acontece, pelo o contrário, seu casamento chega ao fim após ela descobrir uma traição. Camila Cabello é uma viúva com cinco filhos, que desde a morte da esposa não se ver...
