25 - Quer saber o que eu penso?

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Pov Natália

Ouço duas batidinhas na porta. Mais um click na câmera e minha voz surge no ambiente.

-Pode entrar!

A porta se abre.

-Natália. - Era Pedro.

Tirei a câmera do rosto e me virei para olha-lo. Fazia duas semanas que eu não o via. Nem ele, nem Bruno.

-Oi, Pedro.

-A gente pode conversar? - Ele parecia um pouco sério.

Concordei um pouco preocupada.

-Vamos fazer um intervalo de vinte minutos, pessoal. - Entrego minha câmera para a minha assistente Janete. - Veja se a modelo precisa de alguma coisa, por favor.

-Claro! - Sorriu simpática.

Não sei porque mas sinto que essa menina irá longe. É sempre tão esforçada e pronta para me ajudar no que eu preciso.

Ela é filha de um colega produtor e ama fotografia, ele me pediu um estágio para ela e eu estava precisando de uma assistente. Confesso que ela tem me surpreendido positivamente.

-Vamos para a minha sala. - Falo com meu irmão.

Subimos pelo elevador em silêncio e fomos até a minha sala.

Infelizmente Pedro é muito influenciável e ao que me parece, ele já escolheu um lado. E não era o meu.

-Você quer uma água? Um café? - Ofereço abrindo a porta e dando passagem para ele entrar na minha frente.

-Não, obrigado. - Se sentou na cadeira que ficava em frente a minha mesa.

-O que aconteceu? Estou ficando preocupada. - Me aproximo mais dele, apoiando meu corpo na mesa.

-Eu que pergunto, Natália. O Bruno... - Cortei ele.

-Não quero saber nada do Bruno.

-Ele é o seu irmão, Natália! - Esbravejou.

-Eu também sou irmã dele, e ele fica de palhaçada. Não é justo fazer essas coisas comigo, Pedro! - Também fiquei brava.

-Você tem que entender o lado dele, minha irmã. - Levantou para se aproximar de mim.

-E o meu? Ninguém entende.

-Não é isso, Natália. É que ele... você sabe... - Pedro não sabia muito bem o que falar.

-Eu sei. E por isso eu quero me afastar enquanto ele não mudar. - Fui sincera. - Isso está me fazendo mal, Pedro. E ao que parece você também já tem um lado na história.

-Claro que não, é que eu estou preocupado com ele. Bruno anda muito abatido.

-Bom, nesse caso, avise a ele que eu quero distância enquanto ele manter esses pensamentos sobre a minha mulher. - Fui direta.

Não dá mais para aceitar esse tipo de coisa.

-Você realmente não vai dar o braço a torcer, né?! - Apoiou sua mão no meu braço.

-Não.

-Tudo bem, você está no seu direito. - Se aproximou e deixou um beijo na minha testa. - Vê se não some de perto de mim, pelo menos.

Não consegui responder nada enquanto Pedro ia se afastando para ir embora, me deixando sozinha na sala.

Soltei um longo suspiro, tentando organizar a cabeça.

Eu estava muito mal e com saudades de Bruno, mas dessa vez iria até o final com a minha decisão.

...

Reconquistar - NarolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora