6 - Não me deixa sozinha.

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(Essa música é bastante citada no capítulo, caso queiram ler ouvindo ela)

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Pov Carol

Natália bebia sem parar. Quase não falava, só bebia. E eu estava cada vez mais preocupada porque ela é uma pessoa que não gosta de ficar bêbada.

O que estava acontecendo com ela?

Érika já tinha se enturmado bem com as minhas amigas e conversávamos sobre tudo. Porém, meu olhar estava sempre na mulher em minha frente.

Natália mantinha uma postura séria, como se sua cabeça não tivesse ali, só o seu corpo.

Eu tentava ignorar, tentava conversar com minhas amigas, mas nada me fazia parar de prestar atenção nela.

Será que eu tinha feito algo de errado?

-Está tudo bem, Nat? - René perguntou, acho que as meninas perceberam que a mais falante e reclamona do grupo não estava cumprindo o seu papel.

-Está. - Respondeu meio para dentro. - Eu vou pegar mais uma... - Adriana interrompeu ela.

-Melhor parar, minha amiga. - Afastou seu copo que estava na mesa.

-Não. - Tentou levantar de novo mas se desequilibrou, fazendo René a segurar e ela sentar de novo.

-Natália! - Exclamei preocupada.

-Merda! - Ela murmurou. - Eu estou bem, só bebi um pouquinho a mais. Eu vou embora.

-Você não pode dirigir assim, Natália. - Taís disse preocupada.

-Posso sim! - Falou em um tom ofendido.

-Não pode nada, eu vou te levar para casa. - Me levantei.

-Não, obrigada. - Continuou séria olhando para a mesa.

-Para de graça, Natália. - Me aproximei dela. - Eu vou te levar, você não pode dirigir assim.

-É, Natália. - Adriana concordou comigo. - Carolzinha te leva.

-Você quer companhia para levá-la em casa, Carol? - Érika perguntou mas antes de eu conseguir responder, a pessoa bêbada ao meu lado fez isso por mim.

-Não! - Apontou para ela. - Carol vai me levar sozinha, sem estranhos incovenientes.

-Natália! - Repreendi ela que deu de ombros. - Não precisa, Érika. Obrigada.

Ela sorriu para mim e me jogou uma piscadinha. Ela sabia que a mulher especial que falei era Natália. Pena que ela a conheceu nesse estado.

Peguei a sua bolsa e a minha e ofereci minha mão a ela.

-Gente, depois me passem os valores de quanto que ficou nossa parte que eu faço um pix para alguém. - Pedi para as meninas já em pé com Natália ao meu lado e segurando minha mão.

-Não se preocupe com isso, meu amor. - Lara sorriu para a gente. - E vamos marcar a data da nossa viagem para Angra dos Reis, hein!

-Eu quero ir, eu quero ir! - Natália sorriu pela primeira vez na noite.

-Você vai, meu amor. E vai ser a fotógrafa da viagem, eternizando cada momento. - Lara respondeu de um jeito carinhoso e Natália logo concordou.

Nos despedimos delas e fui puxando Natália pela mão para fora do bar. Não sei como não percebi mas o local agora estava lotado.

Não soltei sua mão nem por um segundo até chegar no carro e ela também não fez isso. Peguei a chave na sua bolsa e destranquei ele e abri a porta para ela entrar.

Reconquistar - NarolHistórias para pegar e não largar. Descubra agora