Capítulo 27: Segundo ato

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Carter acordou lentamente, sua cabeça latejando com uma dor intensa. Ela tocou a testa e sentiu uma cicatriz recente, ainda sensível ao toque. O sangue seco em seu nariz a lembrava vagamente do que havia acontecido. Levantando-se da cama, ela percebeu que estava em um quarto desconhecido. As paredes eram de um branco frio, sem nenhuma decoração, e o silêncio ao redor dela era inquietante.

Carter hesitou antes de abrir a porta do quarto. Quando finalmente o fez, encontrou uma casa vazia e mal iluminada, quase como se estivesse abandonada. O piso rangia sob seus pés enquanto ela caminhava pela sala principal, tentando entender onde estava e como havia chegado ali.

De repente, o som de um carro se aproximando cortou o silêncio. O barulho ecoou pela casa, fazendo o coração de Carter disparar. Ela olhou pela janela e viu um carro preto parar na frente da casa. A tensão em seu corpo aumentou quando a porta da frente se abriu lentamente.

James apareceu na entrada, sua expressão fria e calculista. Ele olhou diretamente para Carter, sem esconder o fato de que estava no controle da situação. O silêncio entre os dois era sufocante, quebrado apenas pelo som do motor do carro ainda ligado lá fora.

— Vejo que você acordou — James disse, sua voz tranquila, mas cheia de uma ameaça implícita.

Carter não respondeu imediatamente. Ela estava ocupada tentando avaliar suas opções, ciente de que estava em uma situação perigosa.

— Por que estou aqui, James? — perguntou ela, finalmente, com a voz firme, apesar do medo que sentia.

James deu um passo à frente, cruzando os braços enquanto a observava.

— Você está aqui porque há coisas que precisamos discutir, Carter. Coisas que vão mudar tudo.

Ele deu um leve sorriso, sabendo que tinha o controle.

— Mas não agora. Por enquanto, você deve descansar. Vai precisar de todas as suas forças para o que está por vir.

Carter sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ela sabia que qualquer resistência seria inútil, mas não podia deixar de se sentir presa em um jogo cujas regras ainda não conhecia. James se virou e saiu, deixando Carter sozinha novamente, presa entre o medo e a determinação de encontrar uma maneira de sair daquela situação.

Carter permaneceu parada por alguns minutos, absorvendo o impacto do encontro com James. O medo misturado com raiva fervilhava em seu peito. Ela sabia que não podia ficar ali esperando que as coisas piorassem. Precisava encontrar uma maneira de escapar, de recuperar o controle.

Decidida, Carter começou a explorar a casa. O lugar era estranho, desconcertante em sua simplicidade. Não havia quase nada ali além do essencial, como se a casa tivesse sido montada apenas para confiná-la temporariamente. As janelas estavam trancadas e as cortinas pesadas dificultavam a visão do lado de fora. Cada cômodo que ela verificava parecia mais um labirinto sem saída.

Depois de algum tempo, ela encontrou a cozinha. Carter vasculhou os armários em busca de qualquer coisa que pudesse usar como arma ou para forçar uma saída. As gavetas estavam quase vazias, exceto por alguns utensílios básicos. Ela pegou uma faca, sabendo que era uma proteção mínima, mas era melhor do que nada.

De repente, ela ouviu passos se aproximando novamente. Carter apertou a faca com força, sua respiração acelerada. A porta da frente se abriu outra vez, e ela rapidamente se escondeu atrás de uma parede, tentando não fazer nenhum ruído. Os passos ecoaram pela casa, mais lentos, como se quem estivesse ali soubesse que ela poderia estar escondida.

— Carter? — a voz de James soou fria, mas controlada. — Sei que está me ouvindo. Não adianta tentar se esconder. Esta casa está completamente isolada, e você não tem para onde ir.

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⏰ Última atualização: Aug 17, 2024 ⏰

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