Se passaram mais alguns dias, talvez até alguns meses, pela primeira vez na minha vida eu estava genuinamente não me preocupando com o que viria a seguir enquanto eu relaxava ao lado de Morang, nossa relação de amizade escalava aos poucos, pois o principal fator que a deixava aflita no começo ao conversar comigo foi limpo pelo meu juramento.
Era estranhamente divertido buscar reações fofas em Morang ao interagir com ela, alguém que sempre tentava manter uma compostura calma e amorosa.
Mas ela não deixava barato me colocando em situações igualmente constrangedoras como se eu fosse uma criança em volta de sua aura materna.
Como no dia em que tivemos uma competição amigável de culinária. Durante vários dias eu apenas observava Morang cozinhando, era uma cena extremamente bonita, desde a força delicada como ela cortava os ingredientes, a forma como ela sempre saboreava o caldo para ver se faltava sal ou se precisava de mais temperos.
Em um dia próximo do horário do almoço e eu comentei:
—Morang, você tem cozinhado dobrado esses dias que eu estou aqui, que tal dessa vez você deixar que eu cozinhe para você?
—Hm... Eu gosto de cozinhar, então isso não é um problema. Mas já que você insiste, que tal se fizermos assim.
Ela divagou um pouco e gesticulou apontando para mim com suas longas unhas brilhantes.
—Que tal, competimos para ver quem vai satisfazer melhor o paladar do outro? E olha, eu sou bem exigente, ein.
Ergui às sobrancelhas surpreso, puxando um leve sorriso de canto em meu rosto, imaginando como aquilo se desenrolaria.
Ela estufava um pouco as bochechas no final dessa frase me dando uma vontade forte de apertar. Mas como um bom cavalheiro eu concordei me curvando com um braço dobrado próximo a barriga e um nas costas.
—Claro, eu com certeza vou conseguir te satisfazer por completo.
A cozinha da mansão era enorme, tinham dois fogões bem grandes, móveis de mogno e um grande balcão de granito com uma grande mesa espelhada no centro. Tinha uma porta que dava ao lado de fora com um fogão a lenha, uma churrasqueira e uma defumadora, diversos armários com mantimentos dos mais diversos tipos uma geladeira.
E uma grande porra de ferro que destoava muito no cenário. Era um freezer enorme que continha diversos tipos de cortes de carne diferentes. Morang abriu aquela porta e entrou no local, e só o vento gelado que saia era equivalente a um ar condicionado no mínimo me dando calafrios.
Ela saiu de lá com um blocão de carne congelada, o que me deixou atônito foi que era quase 1 dedo de gelo em volta da carne, que eu não fazia a mínima ideia de qual animal era.
Após colocar o bloco sobre o balcão próximo da parede, ela simplesmente riscou um entalhe que o gelo possuía com a unha e a carne descongelou instantaneamente.
Arregalei levemente meus olhos de surpresa ao ver aquela cena e pensava como as vezes eu esquecia o quão forte Morang sempre foi.
—Para ser justa com você, o tema de hoje para nós dois vai ser carne de dragão vermelho.
Eu ao escutar aquilo eu parei por um segundo. Olhei pra carne. Olhei pra Morang. Olhei pra carne de novo... Meio inconformado eu pronunciei:
—Mas isso... Você meio que... não, pera, isso... É meio que... caniba-
Ela cortou a minha frase e colocou o dedo na minha boca e fez um sinal de silêncio com a outra mão na própria boca, fez um barulhinho fino de silencio e falou:
—Não se preocupe com esse tipo de detalhe, existem diversos tipos de animais na natureza.
Eu aceitei a ideia de que a raça de dragões da linhagem "ômega", viam o mundo de uma forma diferente nesse momento simples. Outros dragões eram simplesmente "animais".
Após aquele momento constrangedor, lavamos nossas mãos e Morang partiu o bloco de carne no meio e começamos a cozinhar.
A receita que eu escolhi foi o clássico Strogonoff de carne, comecei cortando a carne de de dragão em pequenas tiras separando e reservando em uma tigela, ralei de forma suave sobre a carne alguns pequenos pedaços de uma pedra de sal, e pimenta do reino, e mechendo enquanto a grande frigideira redonda esquentava.
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Why Gods Are So Dumb
ActionEm um mundo pós apocalíptico o sistema surgiu, administradores capazes de criar cenários desfavoráveis e com poucas recompensas tornaram até mesmo os seres humanos escassos. Leon Wolf o braço direito do grande império russo aos 39 anos após viver...
