Capítulo 57 - Contemplação da abundância(1)

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Faltavam apenas mais três dungeons e nesse momento eu estava na frente de mais uma porta. O portal era como um espelho de miragem, ele ondulava e refletia a floresta do lado de fora de forma distorcida.

—Faltam apenas mais três... O trigrama da terra, do raio e da água...

['Herdeira da calamidade' perguntava se o Leon estava satisfeito com a sua própria progressão.]

—É estranho, é quase como se eu estivesse andando em cima de uma esteira e não estivesse saindo do lugar...

Fiquei horas refletindo sobre o que Dosan me falou e não consegui achar uma resposta para contornar aquela situação antes de dormir um pouco ontem.

['Matriarca dos dragões da origem' dizia que nem todas as vitórias são felizes, mas elas pavimentam o sua história mesmo que aos poucos.]

['Herdeira da calamidade' complementava questionando Leon se ele gostaria de mudar o passado?]

—Se essas histórias não fossem apenas uma simulação, mesmo que eu não tenha forças suficiente no momento. Eu tentaria.

['herdeira da calamidade' ficou na dúvida se ela tentaria mudar o passado, pois nunca levou mais de 5s para tomar uma decisão e não se arrepende de nada.]

['Matriarca dos dragões da origem' dizia que ser capaz de converter o desejo da mudança em sua própria história já será o suficiente.]

—Imagino eu que seja uma boa forma de ver isso mesmo.

Eu juntei toda minha força de vontade e entrei dentro da Dungeon. O que eu vi foi uma troca de temperatura gigantesca, um enorme deserto quase que infinito. Não tinham árvores, não tinha água, o sol refletia na área uma temperatura de 45 graus.

[Vermes de fome insaciável - Cenário secundário.]

Descrição: As areias do tempo tomaram tudo de uma civilização anciã, local onde um dia já foi a segunda maior floresta do mundo hoje em dia e resta apenas areia e fé de poucos sobre um mundo abundante.

Derrote: 888 vermes de areia de ossos e 8   vermes de obsidiana de areia.
Dificuldade: SS
Tempo limite: 1h
Prêmio: Runa vazia lendária

**

Eu olhava mais uma vez em volta e realmente não havia nada. Apenas dunas e mais dunas infinitas de areia, pensava que talvez a última Dungeon só iria aparecer depois de eu completar tudo.

—Sem chefes, apenas hordas e um calor infernal até parece que eu estou no Brasil. Mas, eu já estive em situações piores. Também é a primeira vez que vejo um tempo limite.

Caminhei em meio aquele deserto até uma duna um pouco mais alta para ter uma melhor visão de tudo o que estava à minha volta, era realmente areia até o horizonte sem mais nada.

—Se vocês não vem até mim. Basta que eu chame a atenção de todos vocês de uma vez.

Com magia de água criei um círculo de área movediça a minha volta. E em um segundo momento com magia de terra misturada com magia de gelo, e por fim fogo, comecei a criar ondas no chão.

—Hah... Naquela época, se não fosse por ela estar desperta o quão mais difícil teria sido a última missão no Brasil... Mas ainda assim, vou pegar emprestado a sua magia de terremoto Ayla.

O conceito era criar gelo seco e quebrar ele com magia de terra fazendo a onda de choque se propagar quando você esquentava ele transformando em um vapor pesado. Usava uma magia rúnica com grande escala de probabilidade na época... Eu encostei a mão no chão.

—Quem imaginaria que eu conseguiria replicar algo assim só com os conceitos de magia que a matriarca me ensinou e sem usar probabilidade... Magia de 7 estrelas, terremoto artificial.

Why Gods Are So DumbHistórias para pegar e não largar. Descubra agora