O mundo a minha volta estava negro, como se eu estivesse no fundo do mar eu flutuava e sentia o peso de algo maior ao meu derredor.
Sentia pequenas ondulações irem e virem até que todas as manchas pretas se reuniram, meu corpo se reuniu.
Com muita dificuldade eu quebrei a casca daquele mundo, a luz que saiu dele me surpreendeu, era Moorang, mas ela parecia... Jovem? Continuei a quebrar a casca daquele ovo para descobrir a verdade.
Conforme eu saia dele meu corpo era o de um dragão negro, cheio de escamas Morang olhando para mim apenas disse.
—Aquele que herda o conceito da profundidade, Thaizhong será o seu nome.
Como se meu corpo fosse preenchendo por mana e runas eu me sentia confortável e quente.
A minha consciência se dividiu naquele momento.
—Como pode a profundidade não conhecer a dor.
Ao escutar essa voz me virei e vi Thaizhong em sua plenitude ao meu lado, eu queria ter falado que o matei por completo. Mas eu o absorvi, aquele sorriso no final me intrigava.
—O que está acontecendo?
—Você me absorveu de volta, ou esqueceu depois de meia hora de dor seu idiota?
Eu comecei a ver a vida de Thaizhong passando diante dos meus olhos, como se eu tivesse vivido ela em primeira mão.
—Não é isso... Não é algo tão simples.
—Então o símio subdesenvolvido finalmente decidiu pensar?
Todas aquelas sensações, memórias, eu já estive aqui, eu vivi aquilo, eu...
—Isso não pode ser verdade.
—A essa altura você já sabe que é. O meu plano foi bem sucedido no momento em que você me recuperou.
—Nós sempre fomos a mesma pessoa?
Ele puxou um banco invisível e sentou no ar com desdém.
—Você é idiota ou só se faz de sonso as vezes? Ainda não sei como você chegou até aqui com essa capacidade de raciocínio de merda. Quer mesmo que eu te explique tudo isso que você está vendo com seus olhos?
As imagens da adolescência de Thaizhong, imagens de uma família, ele enquanto vivo e seus irmãos que o tratavam como um rei.
—... A minha consciência é apenas uma contraparte da sua?
— Bingo. Alguém estudou um pouco de filosofia.
Anos se passavam como gotas caindo em um grande mar de possibilidades, conhecimento se acumulava e aquele pequeno dragão se tornava jovem.
Eu coçava a minha cabeça.
—Por quê? Sendo mais específico... Quando?
—Você viu. No momento em que eu nasci você já existia.
Conforme ele envelhecia nada podia para-lo. Um gênio em tudo o que vazia. Mas ainda assim um vazio o consumia, de pouco a pouco.
— Tudo sempre deu certo para você né?
— Isso não é algo para me gabar. Era chato.
Todos os seus irmãos e irmãs o mantinham em uma ótima família funcional. Cada um assumiu o seu próprio papel cuidando de um povo. Cultivando seu próprio conceito.
—Você deveria ao menos ter alguma gratidão ou usar as suas habilidades por um bem maior.
— Na verdade não. Esse era o papel dos meus irmãos.
Thaizhong caminhava entre o vazio dos mundos procurando significado para a sua profundidade, ele que sempre teve tudo buscou a felicidade.
— Você a quem sempre tudo deu certo, poderia ter apenas sido um bom marido, e um pai para a Katherine.
— Como se fosse tão simples.
Um balanço inesperado aconteceu no mundo, e ele sentiu como se uma parte do peito fosse arrancada.
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Why Gods Are So Dumb
AçãoEm um mundo pós apocalíptico o sistema surgiu, administradores capazes de criar cenários desfavoráveis e com poucas recompensas tornaram até mesmo os seres humanos escassos. Leon Wolf o braço direito do grande império russo aos 39 anos após viver...
