Capítulo 70 - Máquina de movimento perpétuo

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Um grifo de adamantina voava ao meu lado e eu apenas com um curto movimentar da minha espada o fiz cair no chão partido em dois enquanto estava parado observando a porta da última Dungeon.

A porta era um espelho que refletia a mim mesmo de forma distorcida, não tinha maçaneta, era como se me dissesse "pule".

Katherine e Morang não falavam a um bom tempo comigo o que me deixava um pouco solitário, mesmo diante de toda minha fama, eu preferia não ativar as notificações e todas as mensagens de constelações depois de tudo o que eu vi.

Eu encostei no espelho enquanto olhava meu reflexo distorcido e sabia que eu apenas precisaria entrar dentro dele, algo no meu interior gritava falando que essa era uma péssima ideia.

No entanto eu decidi finalizar essa história.

Eu entrei dentro do espelho e comecei a lentamente caminhar em um local sem som, sem cheiros e sem profundidade, mas eu sabia que eu tinha que caminhar para frente então continuava.

Conforme as coisas de normalizaram eu estava em uma cela úmida com cheiro de cadáveres em decomposição vindo das laterais.

[Máquina de movimento perpétuo - Cenário secundário]

Descrição: A capital de Fahisth, durante a queda de Taizhong se tornou fonte corrompida de energia infinita para seu Deus em um ciclo de destruição e reconstrução decadente. Encerre o ciclo concluindo seus três pilares sem ser consumido por eles. Pilar da preguiça ao norte. Pilar do orgulho ao sudeste e o pilar do comodismo ao centro.

Dificuldade: Adaptativa.
Requisito: Utilização do newexus
Conclusão: Conclua as três torres(0/3)

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Ao abrir minimapa eu pude ter uma noção do contexto da cidade e o local onde cada uma das torres estava.

Forcei as barras de metal na minha frente para poder passar no meio das grades e comecei a andar naquele corredor de criminosos. Muitos dos homens que foram deixados naquele local já haviam apodrecido.

Conforme eu andava naquele corredor não conseguia mais ouvir os sons característicos de uma prisão rústica como essa, até chegar na escada onde não possuía nenhum guarda.

Após subir as escadas eu estava diante de uma visão cyberpunk, prédios altos, muitas luzes sob o céu era possível ver uma cúpula que separava o interior do exterior.

Carros voadores e principalmente várias pessoas caminhando e vivendo normalmente.

Isso era diferente de tudo aquilo que eu já havia presenciado, aquela cidade habitada... Eu conseguia sentir como se ela estivesse viva, mas algo estava errado.

Ao meu lado, assim que eu saí da escada tinha um robô humanoide com aparência de um senhor bem vestido me abordou.

—Parabéns por ter se tornado o jogador de número 27.325.639. Você agora está apto para viver em sociedade novamente, da forma como você quiser.

Isso é estranho.

O robô entendeu a mão para mim e colocou um chip na palma da minha mão.

Esse chip é um capacitador de transmissão neural que só pode ser usado nessa cidade, aqui dentro todos que quiserem fugir dos cenários podem descansar de forma indefinida. Não há mais motivos para guerras. Todos os prazeres da humanidade estão ao seu alcance, basta pressionar o chip contra a sua nuca.

—E se eu recusar?

—Você também tem permissão para recusar e viver sem. Nós não iremos forçar você a nada, na verdade, ninguém que permanece aqui está forçado a nada, para sair é só passar por aquele espelho ali e voltar aos cenários.

Why Gods Are So DumbHistórias para pegar e não largar. Descubra agora