t h i r t y t h r e e

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weird letter pt.2

MADDISON B

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MADDISON B

Chegamos em um posto de gasolina pequeno, com uma propriedade que acho que é uma casa logo em cima da vendinha. Pope foi falar com o dono, para ver qual era o problema com a caminhonete.

— Pode ser qualquer coisa. — ele falou.

— Eu acho que é a válvula de admissão — Pope respondeu.

O velho pensou por um momento.

— Olha, pode até ser isso, mas vai custar bem mais caro.

— Ah, não... — murmurei baixo, passando a mão pelo meu rosto.

Quando cobri meus olhos percebi o sono que eu estava. Não conseguia os abrir de novo, até ouvir Pope voltar a falar.

— Não, nem pensar!

— O cara tá com tudo agora — JJ falou, apoiado na caçamba do carro, pela parte de fora. — "Tem que saber o ponto de calibração antes de fazer qualquer coisa com a válvula de admissão, e..." — imitou a voz do cara, mas parou quando percebeu o olhar perdido de Kiara.

Tirei os olhos de JJ e olhei pra ela também.

Nós duas estávamos sentadas dentro da caçamba. Ela estava com as costas encostadas na lateral, enquanto eu, fiquei apoiada na parte de trás do carro.

— Ei, tudo bem? — perguntei, esticando meu pé e o fazendo encostar na perna dela.

Ela demorou um pouco pra responder, mas suspirou fundo e olhou pra mim.

— Minha mãe tá tão preocupada de eu virar Pogue, que tá disposta a me mandar pra um colégio interno.

— Bom, acho que é isso que você ganha por andar com a galera errada, Kiara. — JJ soltou, dando um gole da bebida que tinha dentro da sua garrafa de metal.

— Olha, eu não vou. — voltou a falar rapidamente, como se fosse uma garantia. — Já é tarde demais mesmo. Eu já sou quem eu sou.

Me sentei ao seu lado e entrelacei nossas mãos. Ela deu um sorriso sincero pra mim, mas não mostrou os dentes, e deitou a cabeça no meu ombro.

— Não tá tão ruim assim. — falei. — Olha aquele cara. — apontei com a cabeça para Pope. — Ele faria qualquer coisa por nós. É o mais Pogue de todos os Pogues.

— Pogue raiz — JJ fez uma voz engraçada, me fazendo rir por um momento.

— Mas isso é só a nossa opinião. — terminei, pegando a garrafinha de JJ e dando um gole.

— Nossa? Agora você decide as coisas por mim também? — Maybank brincou, com um sorriso estampado no rosto.

— Já não tá óbvio? — respondi com outra pergunta, entrando em sua brincadeira.

𝗉𝖺𝗋𝖺𝖽𝗂𝗌𝖾 ⁻ ʲʲ ᵐᵃʸᵇᵃⁿᵏOnde histórias criam vida. Descubra agora