Depois de ouvir aquilo Taehyung avançou antes que pudesse se conter, segurando o rosto de Jimin com firmeza, os dedos tocando sua pele com uma mistura de urgência e determinação. Então, ele o beijou.
Dessa vez, o beijo era diferente de todos os outros que haviam compartilhado. Não havia apenas paixão ou ternura; era desesperado, quase selvagem, como se Taehyung estivesse tentando recuperar algo que acreditava ter perdido. Cada movimento era carregado de intensidade, como se quisesse compensar todos os dias em que não esteve ao lado de Jimin, todos os momentos em que não pôde tocá-lo, beijá-lo e sentir seu calor.
Mas havia algo mais nesse gesto, algo que ia além da paixão. Havia uma necessidade crua, quase possessiva, que transbordava em cada segundo do beijo. Ele não queria apenas beijar Jimin; queria marcá-lo, como se o mundo precisasse saber que ele pertencia a Taehyung e a mais ninguém.
Quando finalmente se afastou, Taehyung manteve as mãos firmes no rosto de Jimin, seus olhos ainda brilhando com uma intensidade que fazia o coração do príncipe humano bater descompassado. Sua respiração estava pesada, como se o simples ato de beijá-lo tivesse drenado cada gota de energia, porém, ainda assim o segurava com um cuidado quase reverente, como se deixar de tocá-lo fosse um risco que ele não podia correr.
— Você é meu, Jimin. — Sua voz era baixa, rouca, carregada de um tom possessivo que fez Jimin estremecer. — Sempre vai ser e eu não vou deixar ninguém mudar isso.
Era a primeira vez que Taehyung se dirigia a ele sem usar a lingua de sinais. Jimin sentiu seu corpo arrepiar com o som daquela voz profunda e sensual, a mesma que tantas vezes ele imaginara em devaneios. Mas ouvi-lo falar pela primeira com tamanha firmeza era outra coisa. Era real e isso o fazia perder o chão.
Antes que pudesse sequer começar a organizar seus pensamentos, Taehyung inclinou-se mais uma vez, com movimentos decididos e beijou seu pescoço. O calor e a urgência daquele toque fizeram Jimin soltar um gemido involuntário, um som que ele imediatamente quis esconder, mas que Taehyung absorveu como se fosse combustível.
— Tae... — A voz de Jimin vacilou, tentando formar uma resistência que parecia cada vez mais distante.
As mãos de Taehyung deslizavam pelo corpo de Jimin, apertando-o como se ele fosse algo precioso, mas ao mesmo tempo necessário. Era um toque carregado de uma intensidade quase desesperada, como se Taehyung estivesse tentando transmitir tudo o que sentia e não conseguia colocar em palavras.
Mas, no meio daquele turbilhão de emoções e sensações, Jimin recuperou um fragmento de controle. Ele ergueu as mãos, segurando Taehyung pelos ombros e o empurrando levemente para trás, apenas o suficiente para que pudessem se encarar.
— Tae, espera... — Jimin murmurou, a respiração entrecortada. Ele buscou seus olhos, tentando transmitir algo além do desejo que o dominava. — Tem certeza de que quer fazer isso agora? — Sua voz estava baixa, mas firme. — Acho que você está fazendo pelos motivos errados.
Aquelas palavras fizeram Taehyung congelar. O olhar antes tão determinado ficou por um momento indecifrável. Ele respirou fundo, fechando os olhos por um instante como se estivesse lutando contra algo dentro de si. O silêncio que se seguiu era diferente desta vez, não mais cheio de tensão, mas de um peso reflexivo.
Depois de alguns segundos, Taehyung abriu os olhos novamente, e havia algo novo neles — uma calma que antes não estava lá. Ele se reaproximou de Jimin, mas desta vez não havia pressa. Inclinando-se suavemente, pousou os lábios na bochecha do rapaz, um beijo leve e cheio de carinho, muito diferente do fervor de antes.
— [O que aconteceu aqui na minha ausência? Me falaram que você estava doente. Eu fiquei apavorado e queria vir o mais rápido possível, mas meu primo disse que ia ser suspeito fazer isso.] — Taehyung sinalizou, agora mais calmo.
— Ué, você agora pode falar, por que está sinalizando ainda? — Jimin perguntou, ainda um pouco afetado com as ações anteriores de Taehyung, tentando desviar seus pensamentos para algo mais leve.
— [Ah, não vejo motivos para falar, na maior parte do tempo, mesmo agora, me sinto mais confortável sinalizando. A língua de sinais é minha primeira língua afinal.] — Taehyung olhou atentamente para o rosto de Jimin, admirando as marcas que ele mesmo tinha deixado no pescoço do rapaz.
— E por que falou antes? — Jimin perguntou, curioso.
— [Ah, minhas mãos estavam ocupadas e em casos assim, poder falar é bem útil... e eu vi a sua carinha ao ouvir minha voz.] — Taehyung sinalizou de forma provocadora, com um sorriso sutil, antes de voltar a observar o rosto de Jimin.
Jimin sentiu as bochechas aquecerem com a provocação e tentando se recuperar, resolveu responder à primeira pergunta.
— Bem... aconteceu muita coisa. Miguel teve que me deixar uns dias só e nesse tempo, eu quase morri. Tentaram me envenenar. — Jimin falou, sua voz agora mais séria.
Ao ouvir aquilo, Taehyung imediatamente mudou de expressão, seu rosto ficando tenso e carregado de preocupação.
— [Quem? Quem foi o desgraçado que tentou te matar?] — Taehyung perguntou, claramente alterado e sua fúria fez com que a água que estava estocada no palácio se agitasse violentamente, respondendo à sua emoção.
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Destiny - Vmin Minv
FanfictionNos confins do oceano e no coração de um reino terrestre, dois mundos colidem através de um amor proibido. Jimin, o príncipe herdeiro de um reino humano, luta contra a opressão de um rei cruel e os perigos de uma corte cheia de intrigas. Por outro l...
