Pablo atravessava os corredores silenciosos do palácio, seus passos rápidos e firmes ecoando no chão de mármore. A lista de suspeitos estava reduzida a um único nome: o jovem criado da cozinha. Ele precisava de respostas e rápido.
Chegando à ala dos criados, não foi difícil localizar o pequeno aposento do rapaz. A porta entreaberta fez seu coração acelerar, algo estava errado. O silêncio ali era pesado demais, como se o próprio ambiente estivesse suspenso, aguardando o desfecho de algo terrível. Pablo empurrou a porta com cautela. O que viu o fez congelar por um momento. O corpo do criado jazia no chão, os olhos arregalados em um último olhar de pavor.
Ele se ajoelhou para verificar sinais de vida, mas já era tarde.
— Alguém o silenciou... — murmurou, a voz grave com a gravidade da situação. — Como vou conseguir provas do verdadeiro culpado agora?
Respirando fundo, ele afastou a sensação de frustração crescente e começou a vasculhar o pequeno aposento. O espaço era simples, quase vazio, mas Pablo sabia que criminosos ou cúmplices, sempre deixavam rastros.
Embaixo do colchão, encontrou um frasco vazio. Levantou-o à luz, percebendo resíduos que poderiam ser a substância usada no veneno. Na gaveta de uma pequena cômoda, um pedaço de papel amassado chamou sua atenção. Ao desdobrá-lo, encontrou anotações feitas às pressas: uma lista de horários e nomes dos criados que preparavam e serviam a comida de Jimin.
Pablo olhou o papel entre os dedos — Maldito... — resmungou
Ele tinha provas que o criado fora cúmplice na tentativa de envenenar o príncipe. Mas quem estava por trás disso? Sem provas mais concretas, estava num beco sem saída. Mesmo assim, agora tinha mais pistas para trabalhar.
Com passos firmes, foi informar os guardas sobre o ocorrido e entregar as provas. Depois, seguiu direto ao quarto de Jimin. Era hora de falar com o príncipe e avisá-lo que, pelo menos por enquanto, o perigo imediato parecia ter passado e ele poderia voltar a andar pelo palacio.
No quarto de Jimin, Miguel tentava ler um livro em voz alta, mostrando que as aulas já começaram a dar resultado a cadência tranquila de sua voz preenchendo o ambiente enquanto o príncipe repousava na cama. Jimin, embora ainda pálido, demonstrava sinais visíveis de melhora com cada dia que passava. Ao notar a presença de Pablo na porta, interrompeu Miguel com um gesto, sentando-se na cama e apoiando-se na beira do móvel.
Pablo entrou no quarto, seu semblante carregado. Ele olhou para os dois, a tensão clara em seu rosto.
— Encontrei o criado que estava te envenenando — anunciou, a voz firme. — Infelizmente, ele morreu antes que pudésse interrogá-lo.
Miguel arregalou os olhos e se levantou, o livro esquecido na cama — Morreu? Como? — perguntou.
— Parece que alguém quis silenciá-lo antes que falasse — respondeu Pablo, cruzando os braços. — No entanto, achei um frasco vazio escondido em seu quarto, provavelmente o recipiente do veneno. Também encontrei uma lista com os horários dos criados que preparavam suas refeições, Jimin.
Jimin suspirou, um misto de alívio e frustração passando por seu rosto — Então, ainda não sabemos quem estava por trás dele... — murmurou, apertando as mãos contra os joelhos.
— Não, ainda não — admitiu Pablo, com um leve tom de arrependimento. — Mas, pelo menos, o perigo imediato parece ter passado. Você pode sair desse quarto e mostrar a todos que está melhorando.
Miguel sorriu, tentando animar o amigo — Você pode ver sua mãe! Ela tá muito ansiosa esses dias com a sua ausencia
Os olhos de Jimin se iluminaram por um breve instante ao ouvir isso. Ele sentia falta da mãe, mas o pensamento da preocupação dela o deixava inquieto. Mesmo assim, saber que poderia aliviar sua angústia lhe dava um incentivo extra. Ele respirou fundo, levantando-se da cama, mesmo que seus movimentos ainda demonstrassem certa cautela.
— Acho que é hora de encarar todos — disse Jimin, endireitando os ombros.
Pablo cruzou os braços, observando-o com um sorriso discreto — Como esperado do pequeno príncipe
Jimin lançou um olhar irritado para Pablo, mas havia algo mais, um reconhecimento silencioso da ajuda que o tritão ofereceu.
— Não me provoque agora, Pablo — resmungou Jimin, mas havia um leve sorriso em seu rosto.
Pablo deu de ombros, com um ar despreocupado.
— Só estou dizendo que o palácio já está sentindo sua falta. Não é bom para a moral dos criados ter um príncipe tão querido recluso.
Miguel riu baixo, pegando um casaco para Jimin — Vocês dois nunca vão parar com isso, não é?
— Provavelmente não — respondeu Pablo, piscando para Miguel antes de olhar novamente para Jimin. — Mas mesmo com minhas provocações, eu fico aliviado de te ver vivo.
Jimin ficou em silêncio por um momento, os olhos fixos em Pablo. Embora ainda estivesse levemente irritado pelas constantes provocações, ele sentia uma gratidão genuína pela ajuda do tritão.
— Obrigado, Pablo. Por tudo — disse, com sinceridade.
Pablo abriu um sorriso amplo, erguendo as mãos — Não precisa agradecer. Só faço o que precisa ser feito.
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Destiny - Vmin Minv
FanfictionNos confins do oceano e no coração de um reino terrestre, dois mundos colidem através de um amor proibido. Jimin, o príncipe herdeiro de um reino humano, luta contra a opressão de um rei cruel e os perigos de uma corte cheia de intrigas. Por outro l...
