Joon estava mais calmo aquele dia, já havia resolvido tudo o que precisava resolver de forma presencianl sobre sua saída do sacerdócio e decidiu procurar Taehyung para avisar que iria atrás de Mikhan na vila dos pescadores. Encontrou-o organizando os papéis que havia deixado no escritório.
— Oi, à tarde estarei indo procurar Mikha. Se eu a encontrar, vamos ficar um tempo na casa da sua mãe, até que a papelada sobre minha saída do sacerdócio seja concluída e enviada.
Taehyung parou o que fazia e o encarou, surpreso.
— [Minha mãe tinha uma casa na vila? Ninguém nunca me contou isso.] — sinalizou, confuso.
Joon suspirou, percebendo sua falha.
— Sim... E agora a casa é sua. Me desculpe por não ter lhe contado antes sobre essa herança. E também por decidir me instalar lá sem pedir sua permissão.
Taehyung hesitou, claramente afetado pela revelação repentina.
— [Não! Tudo bem, pode ficar lá, tem minha permissão. Eu só...] — Suas mãos pararam no ar, como se as palavras lhe faltassem.
Joon notou sua reação e tentou amenizar o momento com um sorriso compreensivo.
— Se quiser, pode ir comigo para conhecê-la. A família sempre mandou alguém para cuidar e limpar o local. Nunca tivemos coragem de vendê-la ou mudar nada. Está do mesmo jeito... Assim como o quarto de Yuna na casa da família.
Taehyung engoliu seco, sentindo o peito apertar.
— [Vocês amavam muito minha mãe.]
— Muito. — Joon assentiu, sua voz carregada de saudade. — Todos a amávamos e sofremos quando ela sumiu. Mas agora temos você... E cada vez que te vejo, sinto que algo dentro de mim se cura um pouco.
Ele sorriu e apertou o rosto de Taehyung com carinho.
— Você se parece tanto com ela...
Taehyung retribuiu o sorriso. Sua vida havia mudado drasticamente nos últimos tempos, mas, pela primeira vez, sentia-se verdadeiramente feliz. Ainda havia a saudade do pai e da tia, mas o comportamento do primeiro criava um abismo entre eles e ele não se sentia pronto para tentar uma reconciliação. Por ora, preferia aproveitar o amor do lado materno da família.
— [Eu ainda não estou pronto para ver a casa dela.] — sinalizou, desviando o olhar. — [Quase desmaiei quando vi o quarto... Ainda me afeta muito.]
Joon assentiu com compreensão.
— Eu entendo.
— [Mas pode ficar lá o tempo que quiser. Considere seu lar também.]
Eles continuaram conversando por um bom tempo até que Joon se despediu. Taehyung passou o resto do dia organizando a papelada e, à noite, seguiu para o quarto de Jimin. As coisas haviam mudado entre eles, já não passavam o dia inteiro juntos, mas as noites continuavam sendo reservadas um para o outro.
Ao entrar, encontrou Jimin concentrado, pintando uma imagem sua na forma de tritão. O príncipe estava tão absorto no trabalho que nem notou sua presença, até se assustar ao vê-lo. Antes que pudesse dizer algo, Taehyung sorriu e o pegou no colo, sabendo muito bem que Jimin odiava aquilo. Mas era justamente essa cara de enfezado que ele adorava ver.
— Não me olhe assim. — Ele riu, caminhando até a cama com Jimin nos braços. — Nunca entendi por que você odeia tanto que eu te carregue.
Jimin bufou.
— Me sinto emasculado... Você é maior do que eu e me carregar assim me dá uma sensação ruim.
Taehyung riu, negando com a cabeça. Para ele, Jimin era um exemplo de masculinidade em todos os sentidos. Forte e protetor, ótimo na esgrima, sabia se impor quando necessário, tinha um físico definido e aquele maxilar marcado que Taehyung tanto admirava.
— Você sabe que não tem nada de emasculado em você, certo?
Jimin resmungou, desviando o olhar.
— Só não gosto, é isso.
— E eu só faço porque adoro a sua cara de bravo.
Taehyung riu, colocando Jimin na cama antes de se deitar ao seu lado. Aproveitava o momento, deixando-se envolver pelo conforto familiar da presença do outro. As rotinas podiam ter mudado, mas uma coisa permanecia inalterada: as noites eram deles e aquela prometia ser especial.
— Bem, você está totalmente curado... — sussurrou, puxando Jimin para mais perto. — Nada mais nos impede de...
Antes que pudesse terminar a frase, Jimin o interrompeu com um beijo urgente. O toque era intenso, faminto, pois ambos estivam há dias ansiando um pelo outro. O calor crescia entre eles à medida que as mãos se apressavam, arrancando roupas com pressa e desejo. Quando finalmente estavam nus, Taehyung observou Jimin e um pensamento lhe veio à mente.
— Podemos fazer diferente desta vez?
Jimin piscou, confuso.
— Diferente como?
— Na última vez, você fez tudo... e eu só aproveitei, quietinho, embaixo de você. — A voz de Taehyung carregava uma expectativa evidente.
Jimin hesitou por um momento, desviando o olhar.
— Ah... eu nunca fiz do outro jeito e... — Ele mordeu o lábio, claramente desconfortável com a ideia.
Ao ouvir isso, Taehyung sentiu um fio de decepção, mas tentou esconder. No entanto, Jimin percebeu sua expressão e imediatamente se apressou em suavizar a situação.
— Ei, não fica assim... — Ele segurou a mão do outro, apertando-a de leve. — Podemos tentar no futuro? Só preciso de um tempo para me acostumar com a ideia e me preparar...
Taehyung estudou o rosto de Jimin por alguns instantes antes de assentir.
— Tudo bem.
Jimin relaxou um pouco e acariciou seu rosto com carinho.
— Eu prometo que vou pensar nisso, tá? Se eu for fazer isso algum dia será com você... eu só tenho que me acostumar com a ideia.
O tritão sorriu de verdade dessa vez, puxando-o para um beijo mais calmo, sem pressa. Afinal, não importava como fosse, desde que fosse com Jimin.
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Destiny - Vmin Minv
FanfictionNos confins do oceano e no coração de um reino terrestre, dois mundos colidem através de um amor proibido. Jimin, o príncipe herdeiro de um reino humano, luta contra a opressão de um rei cruel e os perigos de uma corte cheia de intrigas. Por outro l...
