𝗟𝗼𝘃𝗶𝗻𝗴 𝘆𝗼𝘂 𝗼𝘃𝗲𝗿 𝘁𝗵𝗲 𝗰𝗵𝗮𝗼𝘀 ╼ Daryl Dixon.
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O mundo não é o mesmo, agora vivemos entre os mortos-vivos. Onde rastejam sedentos por nossa carne, não eram só os mortos que que nos preocupavam.
Os vivos...
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Já estava de manhã, todo mundo éstava sentado em frente à varanda da enfermeira. Todos nós estávamos exaustos e ainda não tinha acabado, teríamos que recolher todos esses corpos e enterrar antes queridos e queimar os zumbis.
Papai tinha entrado na enfermeira, e eu só estava esperando ele sair de lá com alguma notícia do Carl.
Eu estava nos braços do meu caçador, minha cabeça estava em seu peito. Daryl fazia um leve carinho na minha cabeça deixando vários beijos em meus rosto.
Eu estava cansada, essa gravidez tem me deixado com muito sono mais não poderia dormir.
Não agora.
── Eu perdi o rádio em meio a correria. Me desculpe. ── Explicou Daryl, ainda com seus carinhos.
── Está tudo bem. ── Sussurrei com a voz carregada de exaustão e preocupação com meu irmão.
── Fiquei tão aliviado ao te ver.. Quando cheguei aqui e vi esse lugar domado só pensei no pior. ── Desabafou. ── Fiquei com tanto medo de te perder.
Não pode evitar de sorrir com sua fala.
── Mais agora estava tudo bem. Eu estou bem, quer dizer.. ── Sai do colo do Daryl encarando seus lindos olhos. ── Nós estamos bem.
Daryl me encarou um pouco confuso, mais antes que eu explicasse para ele meu pai saiu da enfermeira com seus olhos avermelhados por conta do choro.
── Ele quer te ver. ── Disse meu pai sorrindo.
Rapidamente levantei e corri para dentro da enfermeira encontrando Carl deitado com o olho enfaixado, quando o garoto me olhou eu não pude evitar as lágrimas que eu estava segurando a um tempo.
Corri até sua maca o abraçando, deitando minha cabeça em seu peito ouvindo uma risada sua.
── Você me assustou. ── Digo rindo entre as lágrimas. ── Se você morresse eu iria te matar. ── Ouço outra risada sua, um pouco mais alta.
── Sua idiota, eu to bem agora. Então pare de chorar, está molhando minha camisa. ── Carl fez uma careta, arrancando uma risada minha.
── Seu Pirralho. ── Dei um tapa em seu ombro, enxugando as lágrimas.
── Mais é serio. Eu to bem. Não fica assim, pode fazer mal ao meu sobrinho. ── Carl me repreendeu.
── Pode ter certeza que ele está melhor que você. ── Digo sorrindo fraco.
── Bem que você falou sobre Ron querer tentar me matar. ── Carro disse, encarando o teto da enfermeira.
── Intuição ── Dei os ombros. ── Mais o olhar dele entregava tudo.
── Pois é... ── Suspiros Carl.
──Bem, tem outra pessoa querendo te ver. Então deixarei vocês a sós. ── dei um beijo na testa de Carl.
── Quem? ── Perguntou curioso, porém não o respondi.
Sai da enfermeira, dando espaço para Enid entrar. Não encontrei o caçador do lado de fora, mais encontrei um certo asiático de costas para mim.
Pulei em suas costas, ouvindo o mesmo resmungar suspreso.
── Você tá querendo me derrubar? ── Perguntou Glenn, com um lindo sorriso no rosto.
── Ainda bem que você está bem. ── Foi o que eu disse, o abraçando mais forte.
── Também sinto falta dessa sua voz enjoada. ── Brincou Glenn, deixando um beijo na minha testa. ── Soube da novidade?
── Que você será pai? Eu soube sim. ── Vi seus olhos brilhar. ── Você sabe de outra? Eu também estou!
Glenn ficou surpreso, eu rir com a cara que ele fez logo recebendo um abraço surpresa do asiático.
── Eu vou ser tio e pai ao mesmo tempo. ── Riu Glenn deixando outro beijo em minha testa.
Glenn e eu ficamos mais um tempo conversando, falando sobre os supostos nomes de nossos filhos. Zoei o coreano dizendo que meu filho pegaria sua filha fazendo o mesmo ficar vermelho de raiva.
Até eu ver Daryl entrando na enfermeira, rapidamente me despedir de Glenn e fui até o meu caçador. Denise estava se preparando para cuidar dos machucados de Daryl foi quando eu a interrompe deixando o trabalho para mim.
Me sentei na frente do caçador, e comecei a passar gaze nos seus ferimentos ouvindo alguns resmungos seus.
── Vai me contar com que aconteceu lá fora? ── Perguntei, concentrada nas suas feridas.
── A gente tava voltando, foi quando algumas pessoas atirou na gente. ── Daryl começou a contar. ── Nos separamos e eu fui para numa floresta queimada. Lá encontrei um casal e uma garota, eles simplesmente me amarraram e perguntaram se eu fazia parte "deles" não entendi direito.
── De quem será que eles estavam falando? ── Perguntei, encarando seus olhos azuis.
── Não faço idéia. ── Daryl deu os ombros. ── Parece que eles roubaram esse pessoa. Insulina. A garota era diabética.
── E o que aconteceu? ── Novamente perguntei, terminando de cuidar das suas feridas.
── A garota morreu. O casal levou minha Moto e minha besta. ── Daryl disse levemente irritado. ── Mais eu irei encontrá-los e pegar de volta.
Não disse nada, finalizei seus curativos e voltei a encará-lo.
── O que você quiser dizer com aquilo mais cedo? ── Perguntou curioso, me fazendo suspirar.
── Bem.. Eu não sei como te dizer isso. Estou até com um leve receio.... ── Explico sentindo Daryl segurar minha mão.
── Você pode contar tudo pra mim, seja o que for. Você sabe disso, não precisa desse medo. ── O caçador disse, deixando um beijo na minha bochecha.
── Daryl... Eu estou grávida. ── Digo de uma vez, vendo seu olhar mudar. ── Você será pai.
Daryl ficou alguns minutos em silêncio, aquilo me deixou aflita e ansiosa.
── Tá falando sério? ── Daryl perguntou com sua voz séria.
── Sim... Mais se não querer essa criança.. Eu entendo ..
── Tá brincando? É claro que eu quero. ── Sua resposta me deixou surpresa. ── Eu vou ser pai, caraca eu vou ser pai.
Daryl avançou sobre mim, me pegando no colo e gritando feito um doido que seria pai. Eu só pude rir daquela situação, nunca imaginei que essa seria sua reação.