CHISHIYA
Estava trabalhando, era hora do almoço, havia comprado sushi para mim e pra Kaito. Peguei o sushi e caminhei para fora do hospital, já sabia onde o encontrar. Ele gostava de sentar em um banco perto do jardim, pegando um pouco de sol, como se não estivesse preso a uma realidade tão dura.
Lá estava ele, mexendo em seu carrinho de polícia, com os olhos fixos no chão.
Assim que me viu, o rosto dele se iluminou. Era impressionante como ele conseguia sorrir tão genuinamente, mesmo com tudo que passava.
Chishiya - trouxe sushi.
Disse, entregando enquanto me sentava ao lado dele.
Kaito - oba!
Ele respondeu, animado, pegando os hashis e abrindo a embalagem.
Observei enquanto ele dava a primeira mordida, satisfeito, como se fosse o melhor prato do mundo.
Kaito - sabe, doutor Chishiya...
Ele começou, com a boca ainda cheia.
Kaito - quando eu sair daqui, quero ser policial.
Chishiya - é, você já comentou antes, mas... Por quê?
Perguntei, mantendo o tom leve.
Kaito - quero prender ladrões.
Ele respondeu, com uma convicção quase inocente.
Kaito - meu pai sempre dizia que o mundo precisa de pessoas boas pra ajudar os outros, sabe?
Chishiya - parece um bom plano.
Respondi com um leve sorriso.
Kaito - os médicos disseram que eu estou melhorando muito.
Ele continuou, com um brilho de esperança nos olhos.
Kaito - acho que logo vou poder sair daqui.
Meu olhar desviou para o horizonte, incapaz de encará-lo por muito tempo.
Palavras assim sempre me deixavam desconfortável, porque eu sabia que, muitas vezes, uma melhora repentina não era sinal de recuperação.
Chishiya - é, você parece bem.
Respondi, evitando qualquer sinal de pessimismo na minha voz.
Kaito - mas ontem doeu muito... Muito mesmo.
Ele confessou, e pela primeira vez naquele dia, o sorriso dele desapareceu.
Kaito - eu chorei, doutor. Chorei muito.
Meu peito apertou com as palavras dele. Eu sabia o quanto a dor do câncer poderia ser insuportável, especialmente para alguém tão novo quanto ele.
Chishiya - e o que você fez?
Perguntei, tentando manter a conversa, mesmo que aquilo me matasse por dentro.
Kaito - minha mãe ficou comigo até eu dormir.
Ele respondeu, a voz baixa, como se quisesse esquecer aquilo.
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Com amor, Chishiya
FanfictionPessoas foram parar em um mundo diferente do normal, e elas precisam jogar jogos para sobreviver. Entre elas, estão Yumi e Chishiya, os dois não se dão muito bem e Yumi não gosta de Chishiya, mas a verdade é que, o destino está reservando algo mais...
