Capítulo 24

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- Você está pronta? - Perguntou Anabella.

- Não. - Respondi com arrogância. - Desculpe. Não sei o que está acontecendo. É difícil explicar.

- Tudo bem. Não é todo dia que nos casamos não é mesmo? - Ela me abraçou e sinalizou para que eu entrasse.
Anabella estava absurdamente linda. Usava um vestido azul lindo com detalhes brilhosos. Parecia uma das lindas atrizes que ostentam na cerimônia do Oscar.

Eu estava muito nervosa. Meu coração batia muito rápido. "Eu amo Jorge e quero fazer isso." Era essa a frase que eu vinha repetindo em minha cabeça desde que meu mal humor voltou. O salão foi adaptado para parecer que estávamos ao ar livre. E era incrível como era tão real. As lindas flores, árvores e o gramado verde. Até o céu estava real. As nuvens, o sol , tudo perfeito. E na ponta do altar, Jorge me aguardava, tão ansioso quanto eu. Nossos convidados eram as lindas bonecas da amiga de minha avó. A qual não perguntei o nome.

- Vamos lá, vamos lá é só entrar e sorrir. Você não vai tropeçar na frente de todos. Você é linda e poderosa, literalmente. - Eu falava muito baixinho comigo mesma. Me deixei levar pelas emoções e entrei, caminhando pelo tapete vermelho. Eu não me concentrava em nada além de Jorge. Nem na música, nem nos "convidados", muito menos no que uma das bonecas estava falando durante a cerimônia. Depois que Jorge disse "sim", voltei à realidade. Então ouvi a parte em que ela perguntava se eu aceito Jorge como meu legítimo esposo. Quando ouvi "Legítimo esposo" parei para pensar que tudo estava indo rápido demais. Não era para ser assim.

- Licença. Preciso sair um instante. - Disse sem saber para onde olhar. - Jorge pegou em meu braço.

- Você está bem?

- Preciso ir.

- Anna, por favor...

- Me solta. - Minha voz saiu tão arrogante tão fria que até eu me assustei pela maneira como falei. Os olhos de Jorge estavam começando a lagrimar, ninguém estava acreditando no que estava acontecendo. Nem eu. - Me desculpe. Me desculpe.- Saí chorando e andando rápido para que ninguém me visse daquele jeito. A cada passo que eu dava a raiva tomava o lugar da tristeza e isso começava a me incomodar, me deixando com mais raiva ainda.
Joguei o buquet de rosas brancas no chão e ouvi a voz de Jorge.

- Anna? O que aconteceu?

- Sai de perto de mim. Por favor se afaste. - Ja estávamos fora da casa das bonecas, ou seja, mais vulneráveis à Catarina.

- Não estou entendendo. O quê houve?

Eu estava de costas para ele, dominada por um sentimento que nunca havia sentido antes com tanta intensidade, ódio, muito ódio.

- Idiotas! - falei. Anabella apareceu atrás de Jorge.

- Anna, seus olhos estão vermelhos.

- Minha cor preferida.- falei com sarcasmo.

- Isso é coisa de minha mãe. Mas como ela...

Antes que Anabella pudesse terminar de falar, atirei um raio que saiu da varinha que eu acabara de fazer se materializar em minha mão.

- Você está louca? - Jorge gritou. - Anabella, você está bem?

- Não se irrite com ela. Minha mãe está usando magia para fazê- la se sentir assim. Está controlando ela mentalmente.

- Que tola. Ninguém me controla. Agora que ja aprendi a usar essa preciosidade, vou levá-la para Catarina. - Disse e comecei a rir. Quando Catarina receber minha Varinha e a pedra que tanto deseja, vai me amar para o resto da vida.

- Pode parar bem aí. - Jorge falou. Mas não foi ele quem me fez parar e sim uma criatura que apareceu em meu caminho, apareceu do meio do nada.

- Quem é você? - Perguntei

- Não reconhece sua avó, querida?- Falou a senhora estranha. Comecei a rir, desprezando suas palavras.- Não dei essa varinha à você para me fazer uma desfeita dessas.

- Ah. Cale a boca! Está me atrasando para minha missão.

- Conhecendo você como conheço, sei que jamais me trataria dessa forma. Catarina pegou sua mãe para lhe chantagiar. Jamais dê essa Varinha à ela. Ela irá destruí-la.

- Catarina não pegou minha mãe. Eu não tenho mãe. Você é outra tola. - Ela pegou minha cabeça e antes que eu conseguisse reagir desmaiei.





Princesa de GodavaOnde histórias criam vida. Descubra agora