Seria uma viagem de réveillon normal como as outras, ou pelo menos Nathalia e Diego pensavam que seria até se conectarem um ao outro. Como se não bastasse ser encontro, foi amor.
Manhã de segunda-feira e eu e o Diego estávamos indo trabalhar.
— Imagina um bebê nosso, lindo demais — ele disse enquanto íamos andando.
— Ta amarrado, Diego. Só daqui uns anos.
— Chata — fez careta e eu ri. Senti sua mão segurando a minha e sorri disfarçadamente, nos despedimos e fomos cada um pro seu lugar.
Fiquei pensando na ideia da Mavi mãe e nem parecia de verdade, mas tudo iria se ajeitar. Estava ansiosa também para conhecer meu sogro e minha mini cunhada, os dias passam rápido e logo o fim de semana chegava.
Sexta-feira
— Mais coisa? — Diego perguntou enquanto eu arrumava mais uma bolsinha para levar.
— Meu amor eu sou mulher — falei e ele riu.
Faltamos a aula de hoje e saímos em direção a BC depois do trabalho. Avisei minha mãe, que já conhecia muito bem o Diego de tanto que eu falo, e ela ficou empolgada por mim.
— Tô nervosa — falei quando chegamos na moto, ele segurou meu rosto com as duas mãos enquanto meus cabelos voavam com o vento e me deu um selinho demorado.
— Não precisa ficar, meu pai é muito de boa — falou tirando os fios do meu rosto — E é impossível não gostar de você.
— Ai que bonitinho — falei abraçando o mesmo e depositando um beijo no canto da sua boca — Bora então.
Mesmo que eu tenha levado coisas além do necessário, tentei diminuir ao máximo para prender na moto e não pesar tanto, já ele pegou o básico do básico. Prendi meu cabelo com uma piranha e partimos, eram 19h30.
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Diego
Em menos de 1h chegamos em BC e até minha casa levou mais uns 20 minutos. Minha casa era básica e minha família sempre foi simples, nunca tivemos muito dinheiro assim como o Léo, por exemplo, que tinha a mansão aqui, mas nunca passamos necessidade.
Pela janela grande da sala vi minha irmã sentada no sofá mexendo no tablet, senti uma paz no coração, estava com saudades.
— Diego? — minha tia abriu a porta no momento que entramos pelo portão — Achei que viria só amanhã — veio e me abraçou forte.
— Preferi vir hoje, como está?
— Muito bem — olhou pra Nathi — Oi querida, você que é a namorado do Diego? Sou a tia dele, Laura.
— Oi! Prazer, Nathalia — deram um abraço rápido — É... — ela ficou meio sem jeito na pergunta.
— Ela é — falei passando o braço por sua cintura e ela me olhou rapidamente com um sorrisinho tímido.
— Você é muito linda! — ela disse e nisso vi que meu pai abriu a porta.
— Igualmente — Nathi respondeu e fui indo até meu pai.
— Filhão — abracei o mesmo.
— E aí pai, como tá?
— Indo, filho... mas quero saber como você está indo por lá, faz dias que não nos falamos.
— Oi seu Roberto, sou Nathalia — Nathi se aproximou do meu lado.
— A famosa Nathalia, prazer em conhecer você — deram um beijinho um no rosto do outro — A mãe do Diego também era loira dos olhos azuis — senti uma pontada no peito e ela sorriu.
— Gente, vou indo lá. Amanhã volto, fiquem bem aí — tia Laura mandou um beijo no ar e foi embora.
Peguei a mão da Nathi e fomos entrando em casa.
— Mano — Valentina correu até mim e abraçou minhas pernas.
— Oi bebê — a peguei no colo, que está mais pesada que antes, e dei vários beijos no seu rosto. Ela sorriu e olhou pra Nathi.
— Oi — Valentina falou e ela riu.
— Oi Valen, eu sou a Nathi.
— Namorada do mano?
— Voce deixa eu namorar ele? — ela perguntou pra Valen que riu envergonhada.
— Sim, você é bonita, eu gostei — rimos e fomos pro meu antigo quarto largar as coisas, Nathi quis tomar um banho e logo fomos fazer uma janta em família.
Nathi e meu pai conversaram bastante enquanto a Valentina puxava trilhões de assunto comigo, por fim comemos sorvete e a pequena já quis ir ver desenho no tablet antes de dormir.
— Quer sair? — perguntei quando senti a Nathi me abraçando, enquanto eu terminava a louça.
— Pra onde? — me deu um beijo nas costas.
— Praia? Dar uma caminhada.
— Ta ficando friozinho né? Mas vamos — ela disse e eu sequei as mãos antes de me virar pra ela, a puxei mais perto pela cintura e beijei sua boca.
— Acho que eu nunca estive tão feliz — falei e ela sorriu escondendo o rosto no meu peito.
— Eu também — voltou a me olhar — É a primeira vez que me sinto assim com alguém, obrigada por ser você.
— Tá cedo pra falar que eu te amo? — falei e ela deu uma paralisada, vi seus olhos brilharem e ela não conteve o sorriso.
— Eu te amo mais, meu gato — disse e me encheu de beijo no rosto.
— Casal, vou indo pra cama tá? Boa noite, cuidem-se — meu pai veio beijar nós dois e foi pro quarto, percebi que ele já tinha botado a Valen na cama então fomos saindo de casa.
Fomos andando até a praia de mãos dadas e conversando, a noite estava linda e o barulho do mar essas horas era bom demais. As luzes dos prédios e da roda gigante refletiam no mar, nos abraçávamos e trocávamos beijos sentindo essa vibe.
— É tão lindo aqui, porque quis ir embora? — ela perguntou enquanto íamos molhar os pés no mar.
— Acho que eu estava enjoado... falei que queria cursar a faculdade lá em Itajai mas na real queria novos ares, eu acho, ir pra perto dos meus amigos, me afastar um pouco — falei sentindo a água fria.
— Entendi... mas eu acho que nunca enjoaria daqui — eu sorri.
— Volto a morar aqui e você vem comigo então — mexi no seu cabelo que voava com o vento.
— Eu aceito — ela sorriu e deu um chutinho na água.
Voltamos pra casa um tempo depois e já capotamos, amanhã queria aproveitar bem o sabado com minha gata.